segunda-feira, 27 de abril de 2009

Instituto de Artes

Há alguns meses, pessoas comuns, estudantes e trabalhadores do centro de Porto Alegre possivelmente desconhecessem a existência de um antigo prédio na Rua Senhor dos Passos. Essa realidade, no entanto, mudou quando este recebeu tinta cor-de-rosa para sua fachada. A antiga construção do Instituto de Artes da UFRGS, que antes era cinzento e nada chamativo, hoje se destaca em meio ao centro da capital.

Nele, a universidade federal abriga os cursos de Artes Visuais e Música. Eis, então, uma questão peculiar: escuta-se, quase de forma ininterrupta, afinação de violios, aulas de piano e flautas, ensaios de cantores líricos. Aliás, penso que eles, os estudantes de música, que fazem do IA um lugar único. Eles fazem seus ensaios, suas rodas de violão e todos aqueles estudos indecifráveis nos corredores e no centro acadêmico do prédio.

Todavia, o Instituto tem, como todos os prédios da Ufrgs, problemas. Primeiro, a famosa rachadura de atravessa do primeiro ao oitavo andar (o último). Na realidade, eu já parei algumas vezes no outro lado da rua para ver se a encontrava, mas nunca obtive sucesso. No saguão, onde deveria funcionar uma galeria expositiva para os alunos, ficou mais de um ano servindo de depósito para materiais de construção e "tralhas" das salas. Os elevados também são peculiares. Felizmente, os antigos foram substituídos por novos (bem respeitáveis, aliás), entretanto, desconfugurados. Se alguém precisa ir para o 5º andar, por exemplo, precisa apertar o botão do 6º, e assim por diante.

Os banheiros são unissex. Um por andar. Sai um homem, entra uma mulher. Dos 8, somente 2 têm espelhos, mas todos têm, obviamente, desenhos, mensagens e filosofias baratas pelas paredes.

No 8º andar, se encontra o centro acadêmico, o bar e algumas salas da música. O bar é um lugar bacana e caro. Os salgados têm vários sabores vegetarianos e não se vende salgadinhos nem muitas goloseimas. Também é nele que tem o superjanelão para pegar sol no inverno e o fumódromo, frequentado por todos, fumantes ou não. Já o centro acadêmico é o lugar dos grandes encontros. Há quem tenha coragem, e durma um pouco depois do almoço (no RU, claro) naqueles sofás que são a herança, da herança, da doação. É lá, também, que o pessoal da música se encontra para tocar (e tocar mesmo).

Enfim, apesar de todos os problemas -e que na realidade fezem do IA um lugar charmoso e único- é um maravilhoso lugar para se estudar. Me orgulho daquele lugar. Sou fã, visto a camiseta mesmo.
O saguão, onde deveria existir uma galeria para os estudantes, servindo de depósito.


Pode parecer fora de contaxto, mas existe uma agência do Banco Real dentro do IA.


Sala de pintura, no 7º andar. Minha sala favorita.

Vista do janelão do bar.

O armário do bar

Os sofás do IA. Dispensam comentários.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Uma imagem da FACED



No meio acadêmico, todos sabemos o quanto a teoria está presente, seja no estudo da História, da Biologia, ou de qualquer outra área. A bem da verdade, ela é indispensável. Há, porém, algo que a teoria deve contemplar, sob pena de ser um mero jogo de palavras: sua conexão com a realidade. Os conceitos que ela apresenta têm que ter correspondente no mundo, e isso é uma condição para sua plausibilidade. Do mesmo modo, a compreensão de um assunto depende de que entendamos do que é que se está falando, daquilo de que se trata. Ok! Ainda em tempo, penso eu, explicarei aonde quero chegar com essas afirmações, antes que vocês, colegas, parem de ler esse amontoado de palavras. Olhando para esta foto (esta que aparece antes deste texto, foto muito bonita, diga-se – méritos meu e dos colegas Laryssa e Carlos, de quem se pode dizer que entendem tanto de fotografia quanto de física quântica), lembrei daqueles numerosos debates sobre a situação da educação no Brasil, sobre o tipo de educação que é o mais indicado, etc. Em jornais, revistas, televisão, rádio, em suma, EM QUALQUER LUGAR diz-se que a educação deve ser assim, que ela não pode ser assado (ou assada? Acho que assado. Então vá lá. Continuemos); fala-se que o desemprego é causado pela carência de nossa educação, que educar é tudo, enfim... Mas, afinal, do que é que se está falando quando se fala em educação, meus caros? Ãh? Não entendi, fala mais alto. Ok. Para mim, e isso pode ser um problema apenas meu, uma imagem (como a foto que abre este comentário) vale, neste caso, mais que mil teorias. Ao olhá-la, começo a pensar que a palavra Educação significa mais que a união das letras
E – D – U – C – A – Ç – Ã – O. Relaciono aquele local, quase nunca visto de baixo para cima tal como mostra nossa foto, com pessoas que querem lecionar em escolas reais, como as do Bom Fim ou as do Humaitá; e quando penso em lecionar penso em estar diante de pessoas, falar para elas (e com elas). E assim, devagarzinho, começo a fazer idéia do que é que se está falando naquela série de debates sobre educação. Uma foto, uma imagem, valendo, assim, mais do que muita discussão, apresentando-se como condição para a compreensão de um tema. Para terminar o comentário (que era para ser mais sobre a foto, o que não consegui fazer, pois acabei associando idéias e vocês viram no que deu), gostaria de saber o seguinte: vocês também não acharam que o prédio da FACED, tal como nós o registramos, ficou mais agradável do que realmente é (a saber, um prédio magrelo, comprido, com uma cor de burro quando foge)? Pois é! A arte tem esse poder.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Teias e cadeias alimentares



Bom, sobre a oficina da última terça, já que nesta terça fomos agraciados com um feriadinho, para curtir, estudar, refletir, descansar e postar, hehe.
Eu, quando pensei em levar esta dinâmica para a aula, não pensei que ela teria os desdobramentos que houveram. E acredito que ela tenha valido mais ainda por isso.

Quando se pensa nesta atividade, a princípio, tem-se a intenção de demonstrar como os organismos vivos estão interligados no espaço e no tempo, e como a presença/ausência de um ou outro pode interferir na existência dos demais. A partir daí se infere e demonstra uma série de conceitos ecológicos como relações (predação, simbioses, etc), controles populacionais, bioacumulação, entre outras.

É um espaço propício para se fazer conhecer organismos nativos que não são "famosos", assim como alguns nomes eram desconhecidos para os colegas e também aprender sobre eles e suas vidas.






Durante a discussão se levantou diversas questões pertinentes sobre: preservação do ambiente, pensando no fato de que o homem sozinho não tem como "manter" o planeta, que a nossa sobrevivência também depende de outros seres. Das modificações que promovemos nos ecossistemas urbanos e nas composições que montamos aglomerando organismos vivos no espaço.
A reflexão sobre a vida, nossa como indivíduos e do todo, permeou também a oficina do colega Thiago, que ocorreu na sequencia, na mesma aula.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Literatura, Filosofia e a noção de ação voluntária

Repetir aqui o roteiro da oficina que realizamos semana passada seria por certo desnecessário; complementá-lo, porém, parece oportuno. Assim, usarei este espaço para, entre outras coisas, oferecer informações de caráter bibliográfico para aqueles que se interessarem pelo tema teoria da responsabilidade moral, entendendo-se por isso não um conjunto de regras que prescrevem a conduta humana, mas uma tese acerca das condições sob as quais é legítimo considerar um agente responsável, como sujeito a elogios e censuras; enfim, como merecedor de recompensas ou punições. Antes disso, gostaria de situar essa discussão.
Admite-se geralmente que um indivíduo é reponsável por suas ações se, e somente se, ele agiu livremente. Já nos textos clássicos esse é um conceito bastante presente quando se trata de filosofia prática. Liberdade, portanto, é algo requerido pela moralidade. Na modernidade, houve uma importante discussão a respeito do que queremos dizer quando dizemos que o indivíduo goza de liberdade, debate que esteve diretamente associado ao processo de secularização da moral. Alguns filósofos - na maioria religiosos - defendiam que o agente ser livre significa que não há qualquer determinação de sua ação ou vontade, ou seja, que suas ações não são causadas por nada. Filósofos como Hobbes, Collins, e Hume, por sua vez, exigiam menos que isso: não é preciso uma indeterminação total da ação do indivíduo para que ele possa ser legitimamente responsabilizado; o importante é que essa ação seja determinada ou causada a partir da vontade do agente, a partir de seus desejos. Agir desse modo é agir espontaneamente. A ausência dessa liberdade significa que o agente foi coagido, que ele não desejava fazer o que fez. Quando esse é o caso, diz Hobbes, não podemos responsabilizá-lo.
Em filosofia, mais importante do que saber o que cada autor pensa a respeito de um tema é investigar que razões são por ele oferecidas para sustentar sua posição. Assim, quando indagados sobre a necessidade de o agente ser absolutamente livre, os filósofos do primeiro grupo respondiam, o mais das vezes, que sem esse tipo de liberdade a religião e a moral estariam ameaçadas, i.e., elas seriam suprimidas. A bem da verdade, para eles a moral estaria ameaçada na medida em que a religião também estaria (tais filósofos acreditavam que a moral dependia de coisas como a existência de Deus, a imortalidade da alma, bem como a existência de um estado futuro de punições e recompensas, as quais seriam impostas por aquele Magistrado superior). O outro grupo de pensadores, os compatibilistas, porque não tinha interesse em apresentar teses consistentes com as religiões cristãs, exigiam, como se o disse, algo menos: para que o agente seja devidamente responsabilizado, basta que ele tenha agido de acordo com sua vontade. O que não será explicado aqui é por que que a ausência de uma liberdade absoluta (tecnicamente, liberdade de indiferença) implicaria a supressão da moralidade e da religião; basta dizer apenas que isso tem a ver com o chamado problema do mal, um dilema que deve ser superado pelas religiões sob pena de elas não serem consistentes em suas teorias a respeito da moral e da bondade de Deus. A essa altura talvez seja oportuno perguntar: o que a noção de ação voluntária, objeto da atividade proposta na oficina, tem a ver com essa discussão toda? Respondendo brevemente: que a ação passível de responsabilização moral seja voluntária (i.e., tenha sido fruto de um desejo ou vontade do agente) é algo que tanto libertarianos (os do primeiro grupo) quanto compatibilistas (os do segundo grupo) reconhecem como condição da moralidade. Obviamente, as coisas não param por aí; uns exigem algo mais, outros não. O fato é que existem muitas outras coisas a serem ditas sobre esse tema. Espero, contudo, que esse pequeno esboço tenha contribuído para situar minimamente a questão objeto de nossa oficina.
Mudando de assunto
Não sei o que vocês, caros colegas, acharam da oficina. Em geral, pareceu-me que gostaram. É provável que a atividade tenha parecido muito distante do objetivo teórico planejado (a noção de ação voluntária). Eis uma consequência do pouco tempo que temos para nossas apresentações, o que decorre do fato de termos apenas um encontro (com apenas dois períodos) por semana nesta disciplina. De qualquer modo, se aquela foi uma atividade ao menos agradável, se os fez refletir sobre coisas importantes (como pensar sobre a própria vida), se promoveu aproximações na turma, então não há mais o que desejar; se, porém, os juízos forem contrários, isso servirá como experiência e motivação para uma próxima ocasião.
Mudando de assunto novamente
Eis a bibliografia recomendada:
NAGEL, Thomas. Uma breve Introdução à Filosofia (São Paulo: Martins Fontes, 2007). Capítulo 6: "Livre-arbítrio".
STRAWSON, P. F. Análise e Metafísica: uma Introdução à Filosofia (São Paulo: Discurso Editorial, 2002). Capítulo 10: "Liberdade e Necessidade".
HUME, David. Investigações sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral (São Paulo: Editora UNESP, 2004). Seção 8: "Da Liberdade e Necessidade".
STRAWSON, P. F. "Freedom and Resentment", in G. Watson, Ed. Free Will (Oxford: Oxford University Press, 1982), 59-80.
Obrigado pela paciência!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

TEATRO DO BOM


Aproveitando o Blog pra divulgar...

Último fim de semana da peça O Bairro.

Não perca tá bem legal.

Pra estudante é só R$7,50
Local: Teatro de Câmara Tùlio Piva. Rua da República, 575
Sexta e sábado às 21h
Domingo às 19h

Ótimo programa pro feridão de páscoa!

Oficina Contando História

Fiquei muito feliz com o resultado da oficina. Mesmo que os colegas tenham falado muito pouco, os que falaram parece que captaram a intenção da proposta. Acredito que muitas vezes a ficha não cai na aula e que ao longo das próximas aulas vão se acomodando as informações e estabelecemos relações.
O princípio básico da proposta, "a costura" como costumamos chamar no teatro. Como podemos "costurar" uma coisa na outra. A princípio as partes da nossa história não tinha uma lógica, nem poderiam formar uma história. Mas a nossa criatividade em criar uma história entre uma parte e outra costura bem essas partes. Ok. A interligação de coisas semelhantes torna-se muito mais fácil. Pensemos nas disciplinas da escola, a história e geografica, por exemplo, são matérias completamente interligadas. Porém essa ligação nem sempre é percebida ou trabalhada. O resultado disso são alunos com pouca capacidade articular o raciocínio.
Pirei um pouco em cima desse trabalho, mas gostaria de saber das pirações de vocês, se é que mexeu com os pensamentos!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Sobre o DAD ( Departamento de Arte Dramática)

Pensando a respeito do que me motivaria a escrever sobre o departamento no qual estudo, fui buscar alguns textos que estavam na revista Cena, pertencente ao nosso departamento, e lá encontrei um texto bárbaro de Ivo Bender, grande dramaturgo gaúcho que estudou e ministrou aulas no DAD, sobre um pouco do início de toda esta história, a qual agora compartilho com os colegas.

DE MISTÉRIOS, POMBOS E VINHOS
Ivo Bender



Por muitos anos o Departamento de Arte Dramática teve sua sede numa ruína de dois andares. Tapera, ou casarão mal assombrado, seu chão de entrada, em cerâmica hidráulica com desenhos trompe-L'oeil em preto e branco prenunciava a atmosfera gótica que lá dentro reinava: a velha escadaria de madeira rangia e estalava, mesmo que fosse tão somente por cansados cupins ao roê-la; correntes repentinas de ar cruzavam as salas um tanto inexplicavelmente e, dependendo da luz e da hora, sombras pareciam arrastar-se pelas vetustas paredes.

Os alunos diretores comentavam que, em certas madrugadas, durante os ensaios de final de semestre, vozes ininteligíveis pareciam querer dizer um texto nas salas vazias, aplausos irrompiam do anda , e um piano solitário, rouco de tão antigo, subitamente rompia sua mudez.
Mas não era por esses incidentes um tanto prosaicos que reivindicávamos a ocupação do prédio lindeiro ao nosso. É que o antigo espaço tornara-se pequeno para abrigar os cursos que cresciam ano após ano. Por isso, enquanto a Reitoria decidiu ceder à pressão dos docentes e nos ofereceu o edifício abandonado da rua General Vitorino, resolvemos dele tomar posse inteiramente. E, como gesto emblemático, derrubamos uma porta secreta que ligava os dois prédios.
Construção de quatro pisos, gélida e ressoadora, o edifício já abrigara, em outros tempos, diferentes cursos. Desde há muito fechado, era agora refúgio de pombos e aranhas.
Começamos por abrir portas e janelas emperradas. Entrando numa das salas amplas, deparei com os restos de um pombo branco. O pequeno cadáver ressecado perdera a alvura da plumagem e jazia ali, como que à espera de alguém menos apressado que o devolvesse à terra.
Minha reação inicial foi de repulsa. Logo em seguida de um obscuro sentimento de mau- agouro. Um pombo morto sobre o frio parquê de uma sala desabitada: como interpretar o achado?
Seria prenúncio de que a Reitoria voltasse atrás e talvez nos negasse a nova sede? Ou, quem sabe, nossos cursos seriam definitivamente desativados já que, desde a instalação do regime militar, falava-se no incômodo que o Departamento representava: pois não era em seus cursos que se liam os textos de um tal Bertold Brecht, perigoso comunista alemão? Não era ali que uma certa Electra, filha desnaturada e vingativa, esbravejava contra quem detinha o poder? E, por fim, não era naquelas salas que um simpatizante dos militares desvelava, impiedosamente, as chagas que corroíam a família brasileira? Sim, pois não fosse Nelson Rodrigues um traidor, teria ele escrito coisas como Álbum de Família ou Beijo no Asfalto?
Enquanto minha fantasia trabalhava buscando decifrar o que agora já tinha fora do oráculo, um tênue bom-agouro começou a intrometer-se: mas não são os pombos aves consagradas a Afrodite? E a deusa não preside o amor e as artes? "Claro, mas esse pombo está morto!" "Certo", respondo eu próprio para mim mesmo. "O pombo está morto, a deusa, porém, só pode estar viva. Na dúvida basta ficar atento para as rosas que se abrem ao sol da manhã, basta surpreender os jasmins exalando seu aroma na quietude da noite".
Eu precisava, porém de indícios mais tranquilizadores e menos líricos. No esforço de contrapor uma interpretação menos catastrófica ao que insistia em se mostrar como um vaticínio ameaçador, eu inventava sinais, forjava evidências e chegava a comprovações definitivas: sem dúvida, os deuses voltariam sua face para nós, professores e alunos, mesmo que as autoridades de Brasília continuassem a nos ver como outsider acadêmicos.
Eu não me movera, ainda ali com o pássaro empoeirado a meus pés, minha mente vaga va por um mar de conjunturas. De repente, na inquieta sucessão de imagens, uma forma tomou corpo e, com ela, desenhou-se um nome. A partir daí, impressões e sentimentos cederam lugar para o deus- máscara: sozinho, ele reinava no imponderável espaço de minha fantasia. E fui tomado pela categórica certeza de que o prédio seria nosso, que o Departamento teria longa vida. Pois, desde sempre, não tivera o teatro um deus próprio? Uma divindade um tanto marginal, por certo, um deus feminil e pândego mas quê, nem por isso, era menos deus. Sim, Dionisos certamente defenderia os interesses de seus pesquisadores, com o mesmo empenho com que, certa vez punira um jovem rei em Tebas.
De fato, até o momento em que recolho estas memórias, o Departamento de Arte Dramática continua em sua tarefa de formar profissionais. Assim, Édipo e Macbeth, Hedda Glauber, Arandir e Misael, Lisístrata e Santa Joana dos Matadouros, entre tantos outros companheiros de drama, continuam vivos num tablado da casa. Por isso, não há razão para surpresa quando, na volta de um corredor mal iluminado, flagramos a obsessiva Antígona, em seu lutuoso desafio. Ou quando, apurando o ouvido, distinguimos através das grossas portas os sussurros de Clitemnestra e Egistro, a maquinarem a matança do rei.
A revivescência de situações marcadas pelo pranto ou pelo riso, com seu desfile de máscaras e aparições, tem certamente a mão de Deus no comando. Ou, melhor dito, a mão dos deuses. Se o leitor duvida, convido-o a visitar o maltratado prédio da General Vitorino. Ali, a qualquer hora do dia, pode-se observar a revoada de pombos na face fronteira do edifício. São as aves de Afrodite a demarcar um território há muito pertencente à deusa.
Mas se os pássaros não são evidência bastante, resta entrar em casa. O visitante notará, aqui e ali, umas nódoas escarlates entranhadas no chão. "Alguém, numa festa antiga, derramou vinho por aqui" , dirá sem disfarçar a malícia no sorriso. E seguirá adiante, pisando nos rastros deixados por um bêbado Dionisos.

Revista Cena Ano 1/Nº 1 - Abril/2000


Tem Teatro pra ver na Corpo Santo !

É com grande satisfação que o Departamento de Arte Dramática da UFRGS
dá início às atividades da 7ª Mostra Anual de Teatro Universitário -
Teatro, Pesquisa e Extensão.


DOIS PERDIDOS NUMA NOITE SUJA
Todas as QUARTAS de ABRIL
sempre às 12h30min e às 19h30min
Sala QORPO SANTO (C. Central UFRGS/ Av. Paulo Gama s/n)
ENTRADA FRANCA
Sinopse:
Dois Perdidos Numa Noite Suja conta a história de Paco e Tonho que
dividem um quarto de pensão e tentam desesperadamente uma saída para a
vida miserável que levam como carregadores de um mercado. Um perigoso
jogo psicológico se desenvolve entre os dois personagens, numa relação
conflituosa e ambígua onde a violência ressurge a cada instante,
arrastando-os para um caminho de soluções extremas.

Ficha Técnica:
Texto: PLÍNIO MARCOS
Elenco: DOUGLAS CARVALHO e PATRICK PERES
Direção: LEANDRO RIBEIRO
Sonorização: LEANDRO RIBEIRO
Criação de Luz: FABIANA SANTOS
Trabalho originado na disciplina Estágio de Atuação II sob orientação
de: MOIRA STEIN

sexta-feira, 27 de março de 2009

FABICO - Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação

A Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação) é a faculdade da UFRGS que abriga os cursos de Biblioteconomia, Arquivologia, Museologia e Comunicação Social: Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade & Propaganda. O prédio da Fabico constitui-se de cinco pavimentos (oito, segundo os botões do elevador), contendo diversas salas de aula, laboratórios, dois centros de convivência para os alunos, uma biblioteca e um auditório.

A habilitação em Jornalismo é a mais antiga do curso de Comunicação Social da UFRGS. Antes da existência do prédio da Fabico, a mesma estava atrelada ao curso de Filosofia, no Campus Centro. Na época em que foram criadas as demais habilitações, e aproveitando o prédio recém-construído, a sede da faculdade de Comunicação foi transferida para o local atual. Muitas pessoas vêem o fato como uma manobra do governo de então para fragmentar a militância estudantil de oposição da época, já que o curso de Jornalismo era tido como um "foco de subversão".


Cronologia

1947 - Implantação do curso de Biblioteconomia.
1952 - Implantação do curso de Comunicação Social.
1970 - Inauguração do prédio da Fabico.
1984 - Reestruturação do currículo do curso de Comunicação Social.
1999 - Implantação do curso de Arquivologia.
2000 - Reestruturação do currículo do curso de Biblioteconomia.
2006/2007 - Reformas na estrutura do prédio.
2008 - Implantação do curso de Museologia.
2009 - Nova Reestruturação do currículo do curso de Comunicação Social.
(fonte:
wikipedia)


Telhado Vivo
Em 2008 foi implantado no prédio um telhado vivo. Uma solução verde encontrada para substituir a antiga cobertura de alumínio, que gerava incômodos reflexos no interior do prédio, além de cozinhar os alunos durante as aulas no primeiro andar. Além de colaborar no equilíbrio da temperatura interna do prédio, o telhado vivo faz com que, em dias de chuva, a água não caia do telhado em uma bela cachoeira, que banha os alunos já na porta da FABICO.

terça-feira, 24 de março de 2009

SerEstarFicar na UFRGS



"Os prédios-lugares da Universidade mostram-se cenários de infinitas composições. Formas, tamanhos, cores, texturas, arredores, testemunham existências do serestarficar UFRGS. Quem os (des)conhece? Quem os contempla? Os espia? Quem por eles zela ou os abandona? Quem acalenta suas histórias ou as apaga?" http://www.museu.ufrgs.br/


A exposição Invisíveis Lugares no Museu da UFRGS traz um olhar diferente aos prédios que ocupamos diariamente. Qual a nossa relação com esses espaços? Que conhece a história desses espaços? E a Faced? Quais os invisíveis lugares deste espaço?




quarta-feira, 18 de março de 2009

Cultura Visual

Aqui vai um trecho do texto


Cultura Visual no Ensino da Arte Contemporâno:


singularidades no trabalho com as imagens


de Erinaldo Alves Nascimento


que fala um pouco dos espaços e tempos nas Artes Visuais relacionados a cultura visual:




"7-Não comunga com qualquer concepção de educação e de currículo - como a persistência do passado torna difícil pensar uma escola diferente, a cultura visual também pretende ser uma tentativa de reorganização do espaço, do tempo, da relação entre docentes e alunos e dos saberes a serem ensinados. Não entende o currículo como uma "grade curricular", mas como qualquer lugar ou oportunidade na qual se constitui ou se transforma a experiência de si. O brincar no recreio, participar de assembléias, de festivais, assistir filmes, fazer visitas, ver imagens, tudo é visto como elementos integrantes do currículo."

terça-feira, 17 de março de 2009

Em tempo!

Até o dia 29 de março a amostra do Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS (MCT) vai estar no Praia de Belas Shopping, são mais de 60 experimentos interativos e outras exposições. Eu já fui conferir, está bem legal (ainda mais porque não precisa pagar). Para mais informações consultar o site do shopping.



Outra oportunidade é a palestra "Sobre moscas e peixes: o surgimento dos vertebrados" com a prof. Dr. Christiane Nüsslein-Volhard (Nobel Medicina/Fisiologia 1995), amanhã, dia 18/03/09, as 18:30, no prédio 40 da PUC, com entrada franca (com transmissão ao vivo). Esta palestra faz parte da Exposição (R)Evolução que está ocorrendo na PUC para homenagear o Ano de Darwin (em 2009 comemoramos 200 anos do nascimento de Charles Darwin e 150 anos de publicação do seu livro "A Origem das Espécies").
Tempos e Espaços nas Artes Visuais

Os espaços de uma aula de artes podem e devem ser os mais variados possíveis. Para começar não sei nem se o termo “aula de artes” é viável, visto que, do meu ponto de vista, ninguém ensina arte, mas sim incentiva o gosto por ela, a sua interpretação e a sua produção. Levando em consideração esse conceito, é pertinente que a convivência com ela comece desde cedo e seja frequente e discutida, fazendo visita a exposições, conversando com artistas dentro ou fora da sala de aula. É importante também desenvolver o olhar do estudante com provocações, estimulando o olho e o pensamento com imagens diversas e evitando as paredes brancas e o quadro negro da sala de aula que só minimizam o pensamento de alguém que está em época de descobrimento e associação de informações.
Eu penso que se o ser humano é obrigado a seguir coisas que são impostas como o melhor e o mais eficaz (no caso a narrativa escolar atual, segundo o autor Fernando Hernàndez em Catadores da Cultura Visual), tende a ser uma pessoa que não questiona, não soluciona e sem (ou pouca) capacidade de organização de pensamento. Para mim é isso que as Artes desenvolvem: o senso crítico do indivíduo juntamente com sua expressão de ideias e opiniões que nunca estão erradas, pois uma obra de arte permite ser lida por diferentes ângulos, o que reflete em um posicionamento perante a sociedade em que ele vive.
Em novembro de 2008 tive a experiência de observar uma manhã do Centro de Desenvolvimento da Expressão, segue o relatório:

No dia 18 de novembro eu e Clarissa visitamos o Centro de Desenvolvimento de Expressão para observarmos o andamento de uma aula de artes de ensino infantil. Chegando lá, uma das alunas e a professora me receberam mostrando os trabalhos das crianças. Trabalham com argila, recortes, costura, teatro, música, dança, informática, fazem “livros”, pintam com aquarela, lápis de cor, tinta guache, lápis de cera, etc. Na quinta-feira, dia 20 de novembro, iniciará uma exposição com os seus trabalhos, o que é importante para o reconhecimento da sua arte no espaço e contato com a reação de diversos tipos de espectadores. À medida que foram chegando, as crianças sentavam-se onde queriam e criavam seus próprios roteiros de atividades, indo diretamente à produção. A educadora estimulou a criação e modos de solução o tempo inteiro e manteve a disciplina de todo grupo sem muito esforço. Era notável que todos estavam interessados e não se sentiam pressionados. A turma permaneceu em harmonia e num ritmo desde o início da aula, interagiam entre si permanecendo focados em sua produção individual. Enquanto criavam as crianças viajavam em uma linguagem que é específica de cada um, eles usavam gestos, cantavam, interpretavam e conversavam. Admiravam a produção dos colegas e davam opiniões pessoais. Ao deixar uma atividade eles organizavam, limpavam e deixavam como encontraram o local onde trabalharam. Algumas crianças compuseram músicas e peças de teatro. Descendo a escada vi a oficina de cerâmica. Na produção com argila eles usam estecos e, como as peças são queimadas no forno que está na oficina, a professora ensinou todas as técnicas de cerâmica para que as peças queimem com sucesso. Saindo da oficina de cerâmica vi um pátio, nele algumas crianças jogando bola. O pátio tinha o chão de terra e árvores espalhadas aleatoriamente, lembrando um pátio de casa. Subindo vi a turma dos menores (4 à 6 anos) nos computadores desenhando no Paint. Dominavam o programa. Uma das crianças desenhou dois ursinhos, os outros usavam imagens prontas por escolha própria e desenhavam a partir delas. Na hora de ir embora todos organizaram seus trabalhos com zelo, pois a exposição está próxima.
Concluo nesse relatório que infelizmente não pude observar mais calmamente as atividades das crianças, pois fizeram coisas diferentes aleatoriamente, o que é bom para eles, porém pelo que vi dos trabalhos expostos, a maioria está na fase do realismo intelectual e alguns (2 ou 3, os mais quietos) são um pouco desatentos e fazem desenhos mais gestuais, tentando imitar a figuração dos colegas, nomeando os elementos e fazendo detalhes reconhecíveis.

Relendo meu relatório, acho ele um bom exemplo te outros modos de explorar o tempo e espaço. No CDE o tema, a atividade, os materiais são livres, possibilitando que os próprios alunos construam o seu tempo e dominem seu espaço.

http://cdepoa.blogspot.com/


Problemas Filosóficos

A noção da paridade tempo e espaço é uma das abordagens mais amplas presentes no pensamento filosófico. A bem da verdade, parece lícito dizer desta questão que não é propriamente filosófica, mas, mais exatamente, metafilosófica, na medida em que pode, no ramo do pensamento, propiciar investigações sobre a filosofia. Tal pesquisa permeia toda história do pensamento, podendo ser dividia, ainda que com diversas variantes, em duas vertentes principais, a saber, as do que defendem que os problemas filosóficos são "descobertos" e a dos que defendem que problemas desta natureza são "inventados". Para os primeiros se usa a expressão "filosofia perene"(1), tendo como um dos principais representantes os filósofos Leibniz e Santo Agostinho. Nesta perspectiva de raciocínios também encontramos os defensores da existência de "problemas eternos"; Para os segundos defensores da existência de "atestdos de óbitos" para os mesmos problemas.
As consequências de ambas as teses, bem como das variantes de cada uma delas, não são poucas nem irrelevantes. A imagem causada pela tese de que os problemas filosóficos nos são impostos, apesar de poder ser utópica e poética, pode antes remontar a um ceticismo, segundo o conhecimento é pura ilusão; em contrapartida, a tese contrária faz pura ilusão da filosofia, reduzindo-a a um mero produto do ócio e complicações humanas, sem correspondência com a realidade. Lembrando Wittgenstein, a filosofia, neste último caso, é um meio pelo qual nós, após nos enredarmos em vocabulários específicos, voltamos a utilizar a linguagem comum.
A segunda alternativa parece ser a mais coerente. Isto é patente em quase todas as introduções das grandes obras: a pretensão de fazer um novo método, bem como a de mostrar o erros dos anteriores. Ademais, se a existência de problemas eternos não fosse pura ilusão, deveria haver, mesmo que muito menos que qualquer outra ciência, alguma ciêcia filosófica, onde, assim como em qualquer outro empreendimento humano, diferentes pensadores contribuem para um saber comum. O caso, todavia, é que, para cada pensador há uma filosofia espeífica.


1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_perene

O tempo e o espaço da Química na escola


O espaço da Química? Que difícil definir... A Química, por ser uma ciência abstrata, habita o espaço mental, o espaço da abstração. Por um olhar mais prático, a Química - como componente curricular - pode acontecer em qualquer espaço da escola e também fora dela: na sala de aula, na biblioteca, no laboratório de Química, no laboratório de ciências e no de informática, no pátio, no supermercado, em casa... A Química está presente - de maneira implícita ou explícita - em todos os espaços da vida de cada um de nós. Se essa idéia nós conseguirmos passar aos nossos alunos e eles a integrarem ao seu cotidiano, irão entender que o tempo da Química - assim como as outras disciplinas - pode e deve ultrapassar as poucas horas que passam na escola.



http://www.quiprocura.net/quiptabela/
qnesc.sbq.org.br
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Os Espaços da Filosofia



A obrigatoriedade do ensino de filosofia no Ensino Médio, questão atualíssima para nós, indica uma mudança, não só do modo como vemos essa disciplina, mas também do tipo de cidadão que julgamos ser o mais adequado para a vida social, a saber, aquele que é capaz de lidar com problemas com os quais a reflexiva mente humana naturalmente se depara.
De questões existenciais à análise da possibilidade e força do conhecimento humano, passando por debates sobre política, o estudo da filosofia ocupou diferentes espaços ao longo da história; Platão e Aristóteles, por exemplo, tinham em suas Escolas o espaço no qual a filosofia recebia sua expressão máxima, fosse pelo empenho nas investigações, fosse pela possibilidade de livre discussão. Depois de um grande período em que a atividade filosófica ficou bastante dispersa, o surgimento das Universidades na Idade Média restabelece essa atividade como dotada de um espaço, voltando a ser localizada, visível. Com o Iluminismo, perde-se em grande parte a noção de que a filosofia é algo que se desenvolve apenas nas intituições especializadas: uma mudança cultural que passa a encher os salões franceses, por exemplo. Fruto dessa noção expandida de filosofia, como algo que se realiza (entre outros lugares) na Universidade, nasce o modo contemporâneo de se pensar a filosofia e, com ele, o reconhecimento de um espaço diferente para ela: a filosofia está em todos os lugares e, dada sua importância para a formação de cidadãos críticos, ela deve ser inserida dentro das escolas , instituições pelas quais passam todos os membros da sociedade. Este último caso rdiz respeito a nós, brasileiros, que recentemente passamos por um período em que a filosofia perdeu seu espaço (ou foi perdida) por questões ideológicas; visto que esse período passou, nada mais natural do que pensar livremente o tipo de sociedade que queremos e, se for o caso, ver na filosofia um instrumento para obtenção desse fim.


Tempos e Espaços no ensino de Química

E qual é o espaço que não podemos utilizar para ensinar Química? Uma área que explora a natureza, seus fenômenos e partes constituintes é passivel de ser ensinada em qualquer ambiente, dependendo assim da preparação do professor, seus conhecimentos, experiências e possibilidades.

No nosso caso (época/tempo), as possibilidades são várias, mas é tanta coisa que as vezes fica difícil extrair uma informação realmente útil do mar de informações que virou o mundo, ainda mais se formos incluir a web (e não tem como deixar de fora, né?!). Neste sentido seguem algumas dicas de bons sites/blogs de onde dá para tirar idéias bem legais para incrementar as aulas.

Glúon - novidades no mundo da ciência;
De Rerum Natura - fala, como diz o título, "sobre a naturaza das coisas", desde sua composição até as implicações que estas trazem para a nossa vida no mundo;
Humor na Ciência - acredito que seja um velho conhecido de quase todos nós, mas para quem não conhece, é uma opção divertida;
ENEM e ENADE - provas interessantes (para todas as áreas)...

Ainda temos como opções mais abertas, o youtube (vídeos, humm, precisava dizer?), slideserve e slideshare (apresentações em ppt, estes sites também servem de servidores para as apresentações, tu faz o upload no site e pode "embutir" no teu blog) ou ainda fazer uma boa pesquisa em sites de procura.

Sempre que pensamos em buscar informações para aulas de Química o que nos vem à mente são experiências, mas é importante lembrar que atualidades ou usos alternativos de materiais que já conhecemos também são legais e despertam o interesse dos estudantes. E nestes sites indicados tem tudo isso! Bom Proveito! :]

Tempo e espaço biológico

Quando penso em tempo e espaço na área que escolhi, a das ciências biológicas, me vem um turbilhão de possibilidades.
O tempo pode ser este comum, de todos nós, dos desunidos relógios, o cronológico. Pode ser um tempo "organísmico", se pensarmos que cada ser tem seu tempo, tempo de se alimentar, tempo de crescer, tempo de fugir, tempo de interagir, tempo de se reproduzir, e todos os outros tempos inerentes à existência biológica. Ainda podemos pensar num tempo "humano" (não menos biológico), tempo de sermos amorosos, tempo para sermos atenciosos, tempo de estudar, tempo de se aperfeiçoar, tempo para ganhar dinheiro, tempo de virarmos adultos, tempo de assumirmos responsabilidades, tempo de aproveitarmos as oportunidades que o bom emprego do nosso tempo nos renderão. (Relógio de flores de Viña del Mar, disponível em http://www.baixaki.com.br/papel-de-parede/4056-relogio-de-flores-vi%C3%B1a-del-mar.htm).
O espaço na biologia é algo! Algo no sentido de ser algo realmente fascinante. Podemos tratar da luz de uma organela, na microsco
picidade de uma célula, ainda pensar no mar de partículas, infinitamente microscópicas que co-habitam dentro desta mesma. O espaço pode ser todo o volume de um estômago, ou o comprimento da praia, ou a profundeza do mar. O interior de uma flor, a polpa do fruto, um oco de árvore. Uma gruta, um cânion, leito de rio. Tudo isso e muito mais é espaço em biologia, dependendo do critério, do "olho", da escala, do observador. E é isso o mais mágico, o mais fascinante da bio. A Biologia pode ser tudo, basta que seja vivo e já é. Ao lado vista do mar entre a Pedra Furada e o continente (Jijoca de Jericoacoara/CE), foto de Valesca Gomes.

Bibliotecas... tempos e espaços


Se formos parar para pensar no que é uma biblioteca, em seus objetivos e no universo que pode existir dentro dela, podemos perceber o quanto seus tempos e espaços podem ser ricos ou medíocres.

Biblioteca é um espaço onde se conserva, organiza, divulga e disponibiliza informação e cultura. Ou, pelo menos, é o que deveria ser. Algumas AINDA preferem ingorar a parte de divulgação e disponibilização, mas isso, por enquanto, deixa pra lá.

Uma biblioteca, para uma criança deve ser algo divertido, alegre. Para um adolescente, deve representar um espaço cheio de mistérios, novidades e coisas interessantes. Para um adulto, depende do que o adulto deseja... Mas, será que são mesmo assim? Bibliotecas Públicas, Esclolares, Especialzadas, todas têm necessidades e, como consequência, espaços muito diferentes.

INFORMAÇÃO em todos os suportes, e não apenas LIVROS. Esse entendimento é fundamental quando se fala em biblio
tecas em diversos tempos. As primeiras bibliotecas tinham seus acervos exclusivamente de peças de argila. E, hoje, há uma séria preocupação a respeito de um risco de que as bibliotecas desapareçam. Mas não se trata de desaparecer, apenas mudar, mais uma vez.


Breve histórico da Bibliotecas do passado.

Caminhão biblioteca.

Biblioteca no ônibus.

Biblioteca em cima de um burro

Tempo e espaço no teatro

Pra mim, o tempo e o espaço no teatro é variável. Quando falamos em tempo no teatro, podemos nos referir ao tempo de um ensaio para apresentação, tempo de duração de uma peça teatral, tempo de uma aula de teatro, tempo (época, ano) em que se passa a história da peça.
Quando penso em espaço, também acredito na variação. Os espaços podem incluir desde uma pequena sala até a rua, onde temos vários exemplos de espaço: palco italiano, elizabetano, arena, semi-arena, etc.
Se pararmos para pensar metaforicamente, também diria que o tempo no teatro é o amadurecimento do ator, o trabalho aperfeiçoado levando ao desenvolvimento artístico sensível. O espaço é o respeito adquirido em face desse amadurecimento.