terça-feira, 30 de outubro de 2007

Planeta Terra...



Da perspectiva na Terra, o nosso planeta parece ser grande e robusto, com um oceano interminável de ar. Do espaço, os astronautas muitas vezes têm a impressão de que a Terra é pequena, e tem uma fina e frágil camada de atmosfera. Para um viajante do espaço, as características que distinguem a Terra são as águas azuis, as massas de terra verdes e castanhas, e o conjunto de nuvens brancas contra um fundo negro.


Muitos sonham em viajar pelo espaço e ver as maravilhas do universo. Na realidade, todos nós somos viajantes espaciais. A nossa nave é o planeta Terra, viajando a uma velocidade de 108.000 quilômetros (67.000 milhas) por hora.







Planeta Terra visto da Lua (NASA Terra & Aqua Satellites).


A Terra é o terceiro planeta a contar do Sol, a uma distância de 150 milhões de quilômetros (93,2 milhões de milhas). Demora 365,256 dias para girar em volta do Sol e 23.9345 horas para a Terra efetuar uma rotação completa. Tem um diâmetro de 12.756 quilômetros (7.973 milhas), apenas poucas centenas de quilômetros maior que o de Vênus. A nossa atmosfera é composta por 78% de azoto, 21 % de oxigênio e 1 % de outros componentes. A Terra é o único planeta conhecido, do sistema solar, a abrigar vida.

O núcleo do nosso planeta, de níquel-ferro fundido, girando rapidamente, provoca um extenso campo magnético que, junto com a atmosfera, nos protege de praticamente toda a radiação prejudicial vinda do Sol e outras estrelas. A atmosfera da Terra nos protege dos meteoros, cuja maioria se queima antes de poder atingir a superfície.

Vale apreciar este espetáculo!
O nascer do Sol visto do espaço. Nesta foto (à direita) observa-se parte da energia solar espalhada pelos resíduos liberados pela erupção vulcânica do Monte Pinatubo, nas Filipinas, em junho de 1991. A faixa negra, entre os resíduos e a Terra, é formada por aerossóis compostos de cristais de ácido sulfúrico.




Imagem do Brasil!!!

Olá colegas copiem o link e colem no navegador, relacionado com o tema :
A história mosaica: o mundo acossado pelo dilúvio universal.

http://br.youtube.com/watch?v=aH9gyn4D_7o

Juliana
http://br.youtube.com/watch?v=aH9gyn4D_7o
A história mosaica: o mundo acossado pelo dilúvio universal

Na Idade Média, a visão bíblica de mundo predominava. Nela, a Terra foi criada por vontade de Deus, o qual poderia interferir na história humana e natural. o Gênesis relata o surgimento do mundo, dos animais e do homem. Este, como ser supremo, seria predestinado a dominar e povoar o mundo, fazendo uso dos bens naturais. Grandes catástrofes, como o dilúvio universal que levou Noé a fazer uma arca, são apresentadas com intervenções do criador para corrigir o curso da história humana. em uma descrição seminal dessa visão, está a obra A Divina Comédia(1307-21), de Dante Alighieri, na qual é relatada pormenorizadamente uma viagem pelo Inferno, Purgatório e céu. Mas o conhecimento naturalista dessa época expressa-se com vigor nos livros da sábia Hildebarg de Bingen(1098-1179), para quem Deus, a Terra e o homem estariam estreitamente conectados.

No princípio, Deus criou o céu e a terra.....(Gen.,1,1)

No ano seiscentos da vida de Noé,...jorraram todas as fontes do abismo e abriram-se as comportas do céu.

Hildebard de Bingen
A terra, o cosmo e a mística de Hildebarg de Bingen(1098-1179). Exemplo do espírito feminino da idade média, ela estudava botânica, zoologia e mineralogia. Possuía uma grande visão cosmo-teológica que se refletia em suas idéias sobre a criação do mundo e do homem e, também sobre a saúde e o sentido da vida.

"A terra é também mãe; mãe de tudo o que é natural, mãe de tudo o que é humano. Ela é mãe de tudo, porque contém em si as sementes de tudo.(...) Contém a unidade e o poder de fazer germinar...É frutífera em múltiplos modos. Nela tudo tem origem."
Hildebard de Bingen(1098-1179)


" O ser humano foi criado com a terra. todos os elementos se vinculam ao homem e , enquanto ele vive, eles o ajudam em sua vida diária. E o ser humano se ocupa com eles. A terra dá sua energia vital, de acordo com a naturaza e os hábitos de cada pessoa'.


"Homem, observa bem o homem: ele tem o céu, a terra e todas as criaturas já em si mesmo e é um todo".

Dante Alighieri

Dante nasceu em Florença, na Itália, em uma época em que se construíam grandes catedrais e realizavam-se Cruzadas. Contemporâneo de Tomás de Aquino, ele foi um importante pensador de sua época. em seu poema A Divina Comédia, misturou cosmologia, naturalismo, filosofia e teologia, sintetizando a visão medieval de mundo. a obra foi organizada em três livros - Inferno, Purgatório e Paraíso - cada qual com 33 cantos.

O barranco derrubado esculpia vários caminhos íngremes e irregulares da beira do precipício até embaixo, permitindo a descida com dificuldade
Dante Alighieri


Juliana, Mariana e Daniel

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Visões da Terra




Desde o início do semestre temos feito discussões sobre novas possibilidades de tempos e espaços escolares. Explorar outros espaços educacionais fora da escola é uma dessas possibilidades. Que tipo de aulas podemos criar a partir da visita a um museu? Que interfaces interdisciplinares são possíveis? O que uma exposição sobre "Visões da Terra" pode ter a ver com as diferentes disciplinas na escola?




Como vemos a Terra? Como habitamos esse lugar? De que forma a humanidade se vê entre deuses e máquinas? O que temos a ver com tudo isso? Vamos descobrir?




Exposição Visões da Terra - Entre Deuses e Máquinas - qual o lugar da humanidade no mundo em que vivemos - Museu da UFRGS - de 31/08 a 30/12/2007.

domingo, 28 de outubro de 2007

Os movimentos da Crosta Terrestre

A teoria da Tectônica de placas - que revolucionou as geociências assim como a teoria da origem das espécies modificou as Biociências e as teorias da Relatividade e da Gravitação universal mudaram os conceitos de física - nasceu quando surgiram os primeiros mapas das linhas das costas atlânticas da América do Sul e da África. Em 1620, Francis Bacon, filósofo inglês, apontou o perfeito encaixe entre essas duas costas e levantou a hipótese, pela primeira vez historicamente registrada, de que estes continentes estiveram unidos no passado. Nos séculos que se seguiram, esta idéia foi diversas vezes retomada, porém raramente com argumentação científica que lhe desse suporte teórico.

A origem da tectônica de placas ocorreu no início do século XX com as idéias visionárias do cientista alemão Alfred Wegener, que se dedicou a estudos metereológicos, astrônomos, geofísicos e paleontológicos principalmente. Wegener passou grandes períodos de sua vida nas regiões geladas da Groenlândia fazendo observações metereológicas e misturando atividades de pesquisa com aventuras. Entretanto sua verdadeira paixão era a comprovação da uma idéia, baseada na observação de um mapa-mundi nos quais as linhas de costa atlântica atuais da América do Sul e África se encaixaram como um grande quebra-cabeça, em que todos os continentes poderiam se aglutinar. Para explicar estas coincidências, Wegener imaginou que os continentes poderiam, um dia, terem estado unidos e posteriormente terem sido separados. Ele chamou o supercontinente de Pangea (Pan significa todos e Gea Terra) que iniciou sua separação a cerca de 220 milhões de anos em dois continentes chamados de Laurásia e Gondwana. Mas como ele chegou a essas conclusões?

Quando esteve na Groenlândia ele mediu o ângulo de incidência de um mesmo ponto com o sol e descobri que a cada ano que fazia essa marcação o ângulo se alterava, ou seja, algo estava se mexendo! Mas existia uma evidência biológica muito mais valiosa para conseguir chegar a essa conclusão, afinal muitos outros fatores poderiam estar influenciando os ângulos de incidência. Mas que evidência seria essa? Foram encontrados fósseis de Glossopteris (tipo de gimnosperma primitiva) em regiões da África e Brasil, cuja ocorrência se correlacionava perfeitamente, ao se juntarem os continentes. Outros fósseis também foram encontrados em regiões diversas do Brasil, em especial no Rio Grande do Sul foi encontrado um grande mamífero que também foi encontrado no Sul da China! Como estas árvores e animais teriam conseguido atravessar o oceano atlântico? Seria possível ir a nado, ou dispersão de sementes a milhares de quilômetros? Ele também trouxe outra evidência muito relevante, a glaciação de regiões do Sul e Sudeste do Brasil, Sul da África, Índia, Oeste da Austrália e Antártica, sugerindo que essas porções da terra estariam cobertas por camadas de gelo, portanto estariam submetidos ao clima polar, ou seja, todas essas extensões estariam no pólo sul. Como exemplo, no Rio Grande do Sul não existe registros fósseis de anfíbios e répteis, porque na explosão populacional evolutiva desses organismos (Devoniano e Carbonífero) ele estava localizado muito próximo pólo Sul.

Em 1915, Wegener reuniu todas as evidências que encontrou para justificar a teoria da Deriva Continental, o que para ele já seriam provas convincentes, em um livro denominado A origem dos Continentes e Oceanos. Entretanto ele não conseguiu responder a questões fundamentais, como por exemplo: que forças seriam capazes de mover os imensos blocos continentais? Como uma crosta rígida como a continental deslizaria sobre uma outra crosta rígida como a ocêanica, sem que fossem quebradas pelo atrito? Infelizmente naquela época as propriedades plásticas da astenosfera (camada abaixo da litosfera ou crosta terrestre, que não apresenta solidez pelo calor do núcleo da terra) não eram ainda conhecidas, o que o impediu de explicar sua teoria. Após sua morte em 1930, passou quase vinte anos esquecidas suas idéias, pelo não acontecimento da construção de uma explicação lógica e aceitável.

Após a segunda guerra mundial, com grande avanço de sonares por razão das batalhas marinhas em todos os oceanos contra os submarinos, se tinha instrumentos para conseguir mapear o fundo dos oceanos. Acreditava-se que o fundo do mar nada mais era, que planaltos e planícies monótonas. Porém, descobriu-se que existiam grandes fossas e trincheiras, havendo grande amplitude e diferentes formas estruturais da crosta oceânica. A cartografia da cadeia Meso-Oceânica realizada pelas universidades de Columbia e Princeton (EUA) mostrou a existência de uma cadeia de montanhas submarina no Oceano Atlântico. Essa cadeia emerge na região da Islândia, e apresentam 84000 km de extensão, de até 1000 km de largura e diferentes alturas por terem sido descobertos vales e riftes em sua extensão. Posteriormente foi constatado um fluxo térmico nas áreas contíguas de crosta oceânica com forte atividade sísmica e vulcânica. O mais importante aqui era que esta cadeia meso-oceânica dividia a crosta submarina em duas partes, podendo representar, portanto, a ruptura ou a cicatriz produzida durante a separação dos continentes. Se assim fosse, a teoria da Deriva Continental poderia ser aceita.

No final dos anos 50 foram feitos aperfeiçoamentos da geocronologia (estudo da idade das rochas) que constatou algo diferente do que se pensava. Acreditava-se que as rochas no fundo dos oceanos seriam muito antigas, porém viu-se que, existiam rochas muito jovens com menos de 20 milhões de anos nas cadeias submarinas. As rochas mais próximas das cadeias são muito jovens e as mais próximas dos continentes são mais antigas. Mas como isso seria possível? Outros pesquisadores descobriram anomalias positivas e negativas nos campos magnéticos e constataram que isso acontecia pela extrusão de lava no fundo do oceano. Em palavras mais simples, os campos se alternam pela saída de lava do manto, ou seja, pela expansão e de aumento da massa nas regiões onde a lava saiu. Com esses dados Harry Hess na década de 60, propôs que o material magmático ao entrar em contato com a superfície, se movimentaria lateralmente e o fundo oceânico se afastaria dorsalmente. A fenda existente na crista dorsal não continua a crescer porque o espaço deixado pelo material que saiu para formar a nova crosta oceânica é preenchido por nova lava, que, ao se solidificarem, formam um novo fundo oceânico. A continuidade desse processo produziria, portanto, a expansão do assoalho oceânico. A deriva continental e a expansão do fundo dos oceanos seriam assim uma conseqüência das correntes de convecção.

Assim, em função da expansão do fundo oceânico os continentes viajariam como passageiros fixos em placas como se estivessem em esteiras rolantes. Com a continuidade do processo de geração de crosta oceânica, em algum outro local deveria haver um consumo ou destruição desta crosta, caso contrário a Terra expandiria. A destruição da crosta oceânica mais antiga ocorreria nas chamadas zonas de subducção, que seriam locais onde a crosta oceânica mais densa mergulharia para o interior da Terra até atingir condições de pressão e temperaturas suficientes para sofrer fusão e ser incorporada novamente ao manto.


http://www.youtube.com/watch?v=QXzjSZ1qapI

Falta ainda as imagens e filmes. Em breve...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007


Na última quinta, nosso grupo trabalhou com vocês uma oficina sobre leitura. Logo abaixo colocamos indicações de leitura na internet que tratam dos temas leitura e letramento.

Dêem uma olhada! São textos interessantes.


"LETRAR É MAIS QUE ALFABETIZAR" - Entrevista com Magda Becker Soares.
http://intervox.nce.ufrj.br/~edpaes/magda.htm

"A importância do ato de ler" – Texto de Paulo Freire
http://extralibris.info/artigo/146


“O ato de ler e escrever deve começar a partir de uma compreensão muito abrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos fazem antes de ler a palavra.

Até mesmo historicamente, os seres humanos primeiro mudaram o mundo, depois revelaram o mundo e a seguir escreveram as palavras.”

Paulo Freire

terça-feira, 23 de outubro de 2007

A Vida teve uma longa evolução, que começou há 6,5 bilhões de anos, Desde o Big Bang, a grande explosão que deu origem a Terra e ao Universo. A vida começou na terra há 3,5 bilhões de anos, no periodo Arqueano. No começo, tudo na terra era rocha derretida, que, depois de algum tempo, se solidificou e formou a superficíe terrestre. Naquela época haviam muitas erupções vulcânicas, e por essa razão, a atmosfera da terra era tóxica. Houve um grande periodo de chuvas, que durou milhões de anos, e as partes de terra que ficaram emersas formaram os continentes.As primeiras formas de vida do planeta foram os Procariontes, formas de vida unicelares que continham DNA, a célula fundamental da vida. Depois dos Procariontes, vieram os Eucariontes que já eram organismos multicelulares e mais complexos, continham um núcleo e organelas. Tempos depois, surgiram os vermes achatados e criaturas invertebradas mais complexas, como os Trilobitas. De pequenos seres chamados conodontes, surgiram os peixes, que se tornaram no Devoniano os donos dos mares, e que por alguma razão desconhecida, talvez em busca de alimentos ou para fugir de predadores, alguns peixes começaram a sair para a terra firme, e deram origem aos anfíbios que podiam andar na terra, mas nescessitavam viver em pântanos pois não sobreviviam muito tempo fora da água. Os anfíbios evoluiram aos répteis, que viviam sem dependência da água e dos répteis evoluiram os sinapsídeos, ancestrais dos mamíferos, que se permaneceram escondidos durante o longo reinado dos dinossauros até se tornarem os donos do mundo.
Essa é a explicação cientifica que temos da evoluçao da Terra e da vida, agora gostaria de falar sobre isso de um outro ponto de vista...
A evolução humana
Esta manhã eu “coloquei” roupas para esconder as imperfeições que eu não queria mostrar.Quando você me vê, totalmente vestido, você não pode ver minhas pintas, cicatrizes ou machucados. Eles estão escondidos.Sorrio para esconder minhas tristezas. Demonstro atitudes polidas para esconder as atitudes errôneas que tive a capacidade de engendrar.Me faço mais apresentável porque em meu âmago escondo meus defeitos.Meu carro possante e brilhante são a couraça que recobre a minha inferioridade.Palavras bonitas para esconder palavrões que solto quando meu ego é atingido. Sou a perfeita imperfeição disfarçado na imagem do bom moço.Quantas são as "cirurgias plásticas" que fiz para negar a mim mesmo o horror que tenho da morte, da velhice? Quero o meu belo corpo sempre, idolatro as boas formas físicas, semrugas, imbátiveis frente à passagem do tempo.Hipocrisia é o lema para parecer melhor, mais bonito, mais apresentável, mais humano, daquilo que a minha animalidade, minha instintividade, minha mesquinhez, meus ataques ególatras de fato são.Não choro para não demonstrar minha verdadeira condição de fraco como qualquer um. Digo "não" ao auxílio de outrem só para demonstrar que estou por cima do controle de meus problemas e nada me atinge.Nego a Deus para não me submeter a nenhum ser superior a mim, mas de fato sou um rastejante verme da lama imunda dessa sociedade mentirosa e exigente quanto à forma e sem importância alguma ao conteúdo.Sou a casca social: bonito por fora, podre por dentro.Minhas gravatas italianas disfarçam o engolir a seco quando a minha consciência prega peças momentâneas, cobrando-me integridade, humanidade, honestidade e verdade.As marcas mais famosas apenas denotam que corro atrás da imagem, não me importando com a funcionalidade, utilidade ou qualidade.A minha sede de poder me faz uma ave de rapina, um trator que esmaga tudo à sua frente.Este é o estado evolutivo que a sociedade moderna chegou. Século XXI e corações de bárbaros.O "Juizo Final" está decretado pela própria ilusão humana de sentir-se a raça superior.
Achei essa passagem na internet e achei muito interessante para discutir a evolução humana. Será que podemos chamar de evolução o que presenciamos no cotidiano de nossas vidas? Pessoas que interpretam papeis para esconder a mediocridade da vida real, fingindo ser o que não sao para se manter em um pedestal imaginário. Por que a vida tem que ser vivida dessa maneira? Não seria mais simples descermos do pedestal e viver como pessoas "normais"?

quarta-feira, 17 de outubro de 2007


Colegas,

Na próxima quinta, dia 18, trabalharemos com vocês uma oficina sobre leitura.

Todos nós um dia aprendemos a ler, isto é, adquirimos a habilidade da leitura. E, por isso, sabemos que não basta conhecer e juntar as letrinhas para que um texto faça sentido: é preciso algo mais.

Pedimos que vocês pensem um pouco sobre a importância que a leitura tem em sua área de conhecimento e em qual é o seu papel enquanto professor no desenvolvimento da habilidade de ler dos estudantes.

Esperamos vocês. Abraço e até lá.


"Ler com proficiência implica ser capaz de apreender os significados inscritos no interior de um texto e de correlacionar tais significados com o conhecimento de mundo que circula no meio social em que o texto é produzido."

Platão & Fiorin


ARTE/EDUCAÇÃO

Em entrevista à revista Nova Escola, Luis Camnitzer, o curador da Bienal, fala um pouca da relação sobre arte e educação. Abaixo um trecho da entrevista.

Qual a relação entre arte e educação?
Quando damos importância à comunicação entre o artista e o público por meio da obra, a peça deixa de ser objeto de contemplação e a atividade artistica nivela-se à educação. Isso quando se entende que essa última não se limita a transferir dados, mas a gerar especulações por parte dos estudantes. Nesse sentido, as informações e os exercícios dados pelo professor deveriam equivaler à obra do artista. Quem vai a uma exposição ou freqüenta uma sala de aula deveria ter sempre a sensação de ter participado de um processo criativo memorável e sair dali se sentindo preparado para inventar os próprios meios. Quero que os visitantes da Bienal tenham contato com essa idéia e se proponham, a partir daquele momento, a fazer de cada uma de suas aulas uma peça artistica, no qual os alunos possam descobrir a si mesmos, reinventar e reordenar o Universo e assumir o papel de criadores, e isso vale para todas as disciplinas.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

E por falar em memória...

MEMÓRIAS BURRAS NUNCA ESQUECEM
Rubem Alves
"Eu confesso: se tentasse entrar na universidade via vestibular, não passaria. Meu consolo é saber que eu não estaria sozinho. Teria muitos companheiros. Os reitores de nossas grandes universidades seriam os primeiros. A seguir, respeitáveis professores e pesquisadores. Eles talvez não passassem nem mesmo em suas próprias disciplinas.
É duvidoso que um professor que há anos se dedica a pesquisas de biologia molecular ainda se lembre de como resolver problemas estatísticos de genética. Também os professores dos cursinhos: cada um passaria brilhantemente na disciplina de sua especialidade. Mas também é duvidoso que um professor de português consiga resolver problemas de química ou física. Com eles, os professores que elaboram as questões que os alunos terão de responder. Para eles, vale o que foi dito sobre os professores dos cursinhos. Por fim, os diretores das empresas que preparam os vestibulares...
Essa hipótese desaforada poderia ser testada facilmente: bastaria que os personagens acima mencionados se submetessem aos vestibulares. Claro: seria proibido que se preparassem. O objetivo seria testar o que foi realmente aprendido. O que foi realmente aprendido é aquilo que sobreviveu à ação purificadora do esquecimento. O aprendido é aquilo que fica depois que o esquecimento faz o seu trabalho...
Vestibular: porta de entrada para a universidade? Seria bom se sua função se limitasse a isso. O sinistro está não no que é dito, mas no que permanece não dito: os vestibulares são um dragão devorador de inteligências cuja sombra se alonga para trás, cobrindo adolescentes e crianças.
Desde cedo, pais e escolas sabem que a escola deve preparar para os vestibulares. Os vestibulares, assim, determinam os padrões de conhecimento e inteligência a serem cultivados. Mas não existe nada mais contrário à educação que os padrões de conhecimento e inteligência que os vestibulares estabelecem.
O escritor Mário Prata escreveu uma crônica sobre as meninas jogadoras de vôlei. Era uma crônica leve, bem-humorada, picante. Era impossível não sorrir ao lê-la. Lida, ficava para sempre na memória, pois a memória guarda o que deu prazer. Passados alguns meses, ele voltou ao assunto da primeira numa crônica dirigida, se não me engano, ao então senhor ministro da Educação. É que sua primeira crônica fora usada, na íntegra, num exame vestibular.
Para um escritor, ter uma crônica transcrita, na íntegra, num exame vestibular, equivale a uma consagração. Mário Prata estava felicíssimo. Exceto por um detalhe: os examinadores, para transformar sua crônica em objeto de exame, prepararam uma série de questões sobre ela, cada uma com várias alternativas de resposta. Mário Prata resolveu, então, brincar de vestibulando. Tentou responder às questões. Não acertou uma! (Eu me saí pior do que ele. Tentei responder às questões, mas houve algumas que nem mesmo entendi!)
Se o vestibular fosse para valer, ele teria zerado no texto que ele mesmo escrevera. Ele se dirigiu, então, ao senhor ministro da Educação comentando esse absurdo. E perguntou se não teria sido muito mais inteligente se os examinadores, gramáticos, tivessem pedido que os moços escrevessem um parágrafo sobre seu artigo. Aqueles saberes esotéricos que lhes eram pedidos nunca teriam qualquer uso em suas vidas. Compreende-se que, como resultado do seu preparo para os vestibulares, os jovens passem a detestar literatura.
Minha filha queria ser arquiteta. Como não havia outro caminho, matriculou-se num cursinho. Eu a via sofrer tendo de memorizar coisas que não lhe faziam sentido. Fiquei com dó e, por solidariedade, resolvi fazer um sacrifício: passei a estudar com ela. Estudei meiose e mitose, as causas da Guerra dos Cem Anos, cruzamento de coelhos brancos com coelhos pretos... Estudei também, contra a vontade e sem interesse, a necropsia da língua chamada análise sintática. Não sei para que serve. E dizia à minha filha, à guisa de consolo: "Você tem de aprender essas coisas que você não quer aprender porque a burocracia oficial assim determinou. Mas não se aflija. Passados dois meses, quase tudo terá sido esquecido. Só sobrarão os conhecimentos que fazem sentido...".
Pergunto a você, meu leitor: de tudo o que você teve de estudar para passar no vestibular, o que sobrou?
Por que nós, professores universitários, não passaríamos no vestibular? Por termos memória fraca? Não. Por termos memória inteligente. Burras não são as memórias que esquecem, mas as memórias que nada esquecem... A memória inteligente esquece o que não faz sentido. A memória viaja leve. Não leva bagagem desnecessária.
E aí eu pergunto: se nós, professores já dentro da universidade, não passaríamos nos exames vestibulares, por que é que os jovens, que ainda estão fora, têm de passar? É irracional. Especialmente em se considerando que irá acontecer com eles aquilo que aconteceu conosco: esquecerão... Haverá uma justificação pedagógica para esse absurdo? Ainda não a encontrei. "

Referência consultada:
http://intervox.nce.ufrj.br/~edpaes/memoria.htm
em: 16/10/2007.

[Rubem Alves é educador e escritor. Possui um site pessoal -
www.rubemalves.com.br- o qual vale dar uma olhada]
E aí eu pergunto também: nós (futuros professores) queremos contribuir para o esquecimento dando mais trabalho para a memória inteligente ou para o que faz/tem sentido.
Você decide!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

A vida trouxe você até aqui

Um comercial pode ser um bom pretexto para discutirmos de que são feitas as nossas memórias?


sábado, 13 de outubro de 2007

Bienal

Nossa visita a Bienal...
Mesmo tarde eu gostaria de comentar sobre o trabalho do artista Daniel Bozhkov. Desde o simpósio venho me questionando sobre alguns trabalhos apresentados no material pedagógico da 6ª Bienal do Mercosul, mas admito que o trabalho de Daniel tinha me passado desapercebido ou melhor, não tinha me chamado a atenção em nada.
Em nossa visita, sem dúvida, foi o trabalho que (para mim) melhor traduziu o tema “A Terceira Margem do Rio”.
A obra nos leva, remete a um outro local, o artista nos coloca dentro do seu ambiente de estudo, mais do que isso nos coloca dentro da “sua” obra. (elaborada por ele, construída pelos Guaranis locais).
A obra nos leva para um outro espaço e para um outro tempo. Sugere o primitivo, como se tivéssemos voltado no tempo, para uma época predominantemente indígena, ou simplesmente, para um tempo que não é comum em nossa sociedade, em meio as grandes cidades e nossa pressa diante da passagem do tempo.
* A história da confecção dos animais esculpidos em madeira como pedido de desculpa pela sua morte a natureza, a devolução da argila restante ao meio ambiente são lições importantes, pequenos gestos que aprendemos quando crianças e esquecemos com o passar dos tempos.
* A palavra que pode significar duas coisas distintas se confronta diretamente com a sociedade extremista em que vivemos (bem X mal, bonito X feio, certo X errado...).

Segundo o material pedagógico: Bozhkov quer entrar na produção a partir do ponto de vista do consumidor da escultura, ao invés do ponto de vista do consumidor do produto caçado. É uma forma de pedir desculpas ao objeto comprado no circuito turístico e não para o animal que originalmente gerou a escultura.

Teatro da Merenda Escolar


"Teatro da Merenda Escolar" é recebido com muita alegria pelos alunos de Rio Verde
A Secretaria de Educação de Laranjeiras do Sul realizou nesta quinta-feira (10), na comunidade do Rio Verde, mais uma etapa do projeto, ‘Teatro da Merenda Escolar’.

O evento contou com a participação de aproximadamente 40 alunos das escolas, Padre Jósimo Tavares e Alberto Santos Dumont.

A tarde recreativa, com o ‘Teatro da merenda Escolar’, começou às 13h com a realização de duas palestras sobre educação alimentar, ministradas pela nutricionista Joselaine de Miranda. Atentos às palavras da nutricionista os alunos puderam entender melhor, sobre a importância de se praticar bons hábitos alimentares no dia-a-dia. A nutricionista, Joselaine de Miranda, também coordenou atividades teóricas relacionadas às questões nutricionais com a participação direta das crianças.

As palestras não foram às únicas atividades levadas aos alunos do Rio Verde. A equipe da Secretaria de Educação, através do departamento de Cultura e departamento de educação do interior e merenda escolar, desenvolveu outras recreações, com motivação pedagógica. Uma das atrações foi o teatro de fantoches com motivos de alimentos.

Para garantir a diversão das crianças foram montados vários brinquedos. O ‘pula-pula’ e a ‘cama elástica’ se destacaram como os preferidos da criançada. Também, houve um espaço destinado à alimentação das crianças, quando foi servido lanche a base de cachorro quente, sorvete, algodão doce, entre outros.
11/11/2005

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Sua vida trouxe você até aqui

Um texto preparando a discussão da próxima aula: quais são as nossas memórias?


Zero Hora – 24/10/2006- DlANA CORSO - E-mail:dianacorso@portoweb.com.br

"Sua vida trouxe você até aqui"


Essa frase é o texto de um comercial Na imagem que acompanha, um rapazote cabeludo, em idade de andar de ônibus, observa o que a propaganda anuncia como "Novo Prisma. Seu primeiro grande carro". Atrás dele a vida é simbolizada por um bizarro e interessante grupo amontoado: familia, amigos, amores, colegas de di­versas fases da vida, médicos, reli­giosos, professores, mas também há personagens ficcionais, representan­tes da cultura pop e de comerciais.

Cada um tem sua própria seleta de elementos que integram o acervo da memória, dela é composta a vi­da que nos leva a algum lugar. São histórias, frases, nomes, músicas e imagens que constituem uma baga­gem afetíva e intelectual Na memó­ria os fatos e a ficção se confundem. O mesmo ocorre quanto a eventos marcantes que disputam espaço com outros de aparente banalidade. Por isso imagens ou palavras prove­nientes de um gibi ou de uma em­balagem de cereais podem rivalizar em importância no acervo da me­mória com a última frase da nossa avó em seu leito de morte.

Examinando o conteúdo de nosso acervo pessoal veremos que a me­mória não prega prego sem estopa e tudo está ali por alguma razão. Nas minhas catacumbas, por exemplo, mora a imagem da Ipirela, uma loi­ra escultural pintada na parede do posto da esquina, garota propagan­da do local Contemporânea dessa lembrança, da época em que come­çava a ir à escola sozinha, é a ima­gem de um gato eviscerado, caído do alto de um prédio. A mulher irre­sistível que eu esperava ser no futuro e a morte colhendo aquele que era para ter sete vidas aparecem através de eventos ou imagens aparente­mente banais. Porém, não é irrele­vante o início da independência, os primeiros passos a sós no mundo sem uma mão para nos guiar. Cer­tamente é também o momento de encarar o crescimento, a sexualidade e a morte.

O Dr. Ivan Izquierdo e sua equipe na PUCRS avançaram mais um passo na pesquisa sobre a memória, eles investigam a formação e a con­solidação de memórias e lembran­ças. Desvendaram "como ocorre a síntese de proteínas que possibilitam à mente registrar os eventos para sempre" (em ZH do último dia 19). Eles também investigam o que acontece com as memórias quando evocadas, pois a mente é como um armário remexido, nunca mais fica do mesmo jeito, mesmo que depois se arrume. Como se vê o significado e a importância do que se guarda depende do contexto e o que se evo­ca acaba sendo reeditado, lembrar é algo que se altera e nos altera.

Independente do rumo que nossa vida tenha tomado, o que não mu­da é o fato de o destino alimentar-se das memórias, boa a sacada do co­mercial Ainda bem que há cientis­tas trabalhando para nos ajudar a preservá-las quando a idade ou al­guma doença nos privam delas. O mesmo fazem os psicanalistas, pro­curando lembranças nos porões pes­soais e alheios. Outra coisa são os pontos de chegada, espero que sejam tão particulares e variados como as memórias. Para mim um carro não é uma perspectiva atraente. Queria era ter ficado parecida com a Ipirela. Não deu!

A psicanalista Diana Corso escreve quinzenalmente no Segundo Caderno

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Mais um pouco de poesia...

Tudo o que a gente sente,
gosto, som, cheiro, visão,
se está frio ou se está quente,
aqui vai a explicação.
Cinco são nossos sentidos:
e começo pelo tato.
Áspero, macio ou liso,
nossa pele sabe a jato.
Gato é fofo e tão macio,
diferente do elefante.
Gelo é liso e bem mais frio
que uma sopa borbulhante.
Tudo eu sei com o meu tato
e enxergo com a mão.
Só que cortam meu barato:
_Ei! Não mexe nisso, não!
Chama olfato ou olfação
o sentido de cheirar.
Ele é bem melhor no cão
porque ajuda a caçar.
Para nós o tal olfato
dá tempero à comida.
Faz sentir melhor o prato
ou a panela esquecida.
Outro dia na cantina
tinha torta de banana.
_Quem te disse isso, menina?
_Meu nariz, que não se engana!
Já de longe você sente
fumaça, sujeira ou poluição.
Ele ajuda toda gente
a escapar de confusão
Mas falando em comida...
dá até gosto lembrar
de uma tortade morango
mas que bom! Que paladar!
É na língua este sentido
que na gente é apurado.
Em quatro tipos dividido:
amargo, azedo, doce e salgado.
Olha só que engraçada
esta informação doidona:
só mesmo estando molhada
nossa língua funciona.
Ei! Capriche na receita
pra papila gustativa.
Se a comida está bem feita
ela sente e grita: viva!
Bata palmas que chegou
a hora da audição.
Um sentido do barulho
pra dançar rock ou baião!
Ligue um som bem animado,
mas cuidado com a altura!
Nosso ouvido é delicado
e precisa de ternura.
Este órgão enrolado
tem até um labirinto.
Tem martelo, tem bigorna.
Como é que eu nem sinto?
Uma música bonita,
um pedido de socorro...
se uma pessoa grita,
ele avisa e eu corro.
Tem sentido mais bonito
que o sentido da visão?
Você vê o infinito,
céu, cinema, televisão.
A visão alcança longe, vai até o horizonte.
Mas se o que se vê é feio
ou dá medo... nem me conte!
Cada olho é um convite
pra saber que a vida é bela.
Ele mostra que o limite,
do seu corpo é a janela.
Olho é coisa tão bonita
como estrela a brilhar.
Qualquer cor: do azul ao negro,
o que importa é o olhar.
Ver, ouvir, sentir, falar
e curtir o paladar.
Tanta coisa pra viver...
Mas você pode ajudar?
(Ângela Finzetto. Coleção Poesias para crianças)
Pergunto:
Quais os sentidos mais "valorizados" na sala de aula?
E os outros, fazemos o que com eles? Deixamos em casa?
OI!

A próxima aula será sobre os sentidos. Pedimos a todos (as) que compareçam com uma roupa confortável e tênis.

O nosso corpo é dotado de vários sentido que são responsáveis por todas as nossas sensações. Esses sentidos ao serem estimulados nos orientam, equilibram e direcionam. Eles nos dão os sinais de perigo ou de prazer. Por todo o nosso corpo, dentro e fora dele, muitas células estão trabalhando para manter o equlibrio de nossas reações químicas e físicas.

Por enquanto pensem nisso.
Encontrei no linck abaixo o texto (abaixo)...


Aproveitem a visão...

http://blog.gruponogues.com.br/2007/02/05/os-cinco-sentidos/

Os Cinco Sentidos

Olhe as cores, ouça o som, sinta o toque, o cheiro e o gosto do mundo. Assim saberá que ele existe. O material é tão instável, e de repente desaparece. É preciso saber ouvir, sentir, saborear, tocar. Porque os cinco sentidos cobram vitalidade.

Então você pode ouvir as vozes da natureza e ver as belezas que só estavam ao alcance dos mais ousados. Não apenas as belezas da forma, mas a beleza do que pode fazer por você.

Veja e enlouqueça com seus tons, suas nuances, com suas formas únicas.

Ouça a melodia que ele produz e desvende os segredos que ele guarda, os sons que te acalmam, a história que ele criou pra você com tão poucas palavras.

Cheira, as flores de encanto, o cheiro do campo, o aroma que emana da tua pele. Sinta seu perfume de desejo e delire com o novo.

Saboreia esse banquete, por todos os poros. Tempere seu corpo.

Toca. Ele é mais que um objeto. Conheça suas formas se delicie com sua textura. Sinta seu corpo transformar.

Toda arte passa pelos cinco sentidos. Entregue-se a eles com total intensidade, e por um momento poderá perdê-los.


quarta-feira, 26 de setembro de 2007

OFICINA ARTES VISUAIS

O TEMPO E ESPAÇO DA ARTE NA ESCOLA É CRIATIVIDADE?

A Oficina de Criatividade proposta pela colega das Artes Visuais da disciplina vem com a idéia de desmistificar e apresentar algumas abordagens que reconhecemos a respeito do que é criatividade. Alguns questionamentos...
Todos somos criativos?
Quando usamos o adjetivo criativo ou criativa?
Conhecemos pessoas criativas?
Você já reconheceu alguma ação criativa própria?

Dessa maneira na aula desta quinta-feira 27 de setembro juntos iremos constituir o conceito de CRIATIVIDADE e suas implicações nas diferentes disciplinas e na EDUCAÇÃO !

Até lá , abraço colega Jessica

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Visita mediada a Bienal do Mercosul - Mostra Três Fronteiras







Turma da disciplina "Tempos e espaços escolares: atravessando fronteiras" visita a Bienal do Mercosul, no dia 13 de setembro de 2007.

sábado, 22 de setembro de 2007


Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos Castanhos...
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...
Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...
Tão Jovens! Tão Jovens! (Renato Russo)

Exclusão

Ola colegas! Na proxima aula, vou contribuir para a nossa cadeira e achei legal postar aqui para chegarmos na aula com alguma ideia do que vai ser apresentado.

A exclusão é uma forma de violência que fere profundamente. Ela não é, necessariamente, econômica, social, ou racial: muitas vezes entre pares utilizam-se formas sutis de exclusão, com o intuito de ferir, vingar-se, humilhar.
Portanto, pode-se refletir aprofundando o sentido de três palavras:
Excluído: alguem que nao tem espaço, vez, perspectiva. Alguem que é isolado, submetido a limites espaciaia, temporais, culturais, economicos, etc. Alguem que é propositadamente, ou institucionalmente, desprezado num espaço limitado.
Excludente: o autor da exclusao. Devemos questionar as formas assumidas, ou disfarçadas, de exclusao, a omissao de encarar a exclusao como problema social, politico e ético numa sociedade. E o problema de procurar alibis para nao nos sentirmos culpados, responsabilizados psicologicamente pelas situaçoes de exclusao.
Exclusão: o fato em si, a realidade. Viver num pais de imensos recursos naturais, de rara riqueza de raças humanas, e ao mesmo tempo de uma inegavel tragica realidade excludente, torna a revisao de nosso modelo cultural uma tarefa ética e formativa urgente e primaria.

Exclusão: é destino? é carma? é natural? é questão de ética? é problema social? é problema político?

No mundo vegetal e no universo animal sobrevivem os mais fortes à custa dos mais fracos. Seria ssim também entre os humanos? O desenvolvimento da humanidade, sua evoluçao, se daria naturalmente atraves do progresso dos mais aptos explorando os mais fracos?

Bom colegas, por enquanto é isso, acho que temos bastante assunto para discutir na proxiam aula...até quinta!!!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Turma da FACED "atravessa fronteiras" na Bienal do Mercosul



Estavam presentes: Anelise, Betina, Camila, Carina, Catiuscia, Cláudio, Daniel Ribeiro, Daniel Perin, Daniela, Flávia, Jessica, Juliana, Marc, Mariana, Silvia, Sofia e Vanessa Melissa.

Os alunos são das seguintes licenciaturas: Teatro, Artes Visuais, Música, Filosofia, Letras, Química, Biologia e Educação Física.

Nossa visita na Mostra Três Fronteiras foi no dia 13 de setembro, com mediação de Fabiana Westphalen.

(Logo mais fotos nos próximos posts...)

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Bienal do Mercosul, "Muito legal"...

No caminho da valorização de uma geografia cultural, criada a partir da voz do artista, extrapolar limites de fronteiras geopolíticas mostrou-se um passo necessário. Por isso, o projeto curatorial da 6ª edição da Bienal do Mercosul é inspirado na metáfora A Terceira Margem do Rio, uma imagem tomada do célebre conto de Guimarães Rosa e adotada na 6ª Bienal do Mercosul. Segundo o curador-geral da mostra, Gabriel Perez-Barreiro, a terceira margem simboliza uma mudança de perspectivas. Enfatiza a possibilidade de criação de uma terceira forma de perceber a realidade, rompendo com as dualidades que a definem e delimitam – nacionalismo e globalização, direito e esquerdo, bem e mal, figuração e abstração, entre outros. A terceira margem é ainda uma metáfora da geografia regional, definida por fronteiras pluviais, e faz alusão ao antagonismo entre regionalismo fechado e globalização sem diferenças. “Nas questões políticas, quase todos os países do Mercosul estão envolvidos em algum tipo de experiência de 'terceira via' entre o socialismo e a economia de mercado. Na 6a Bienal do Mercosul, a ênfase será sobre os artistas que criaram seu próprio espaço dentro de um sistema estabelecido”, explica Pérez-Barreiro. A imagem da terceira margem também aponta para um dos princípios metodológicos desta curadoria: o diálogo entre dois sujeitos com vivências diferentes que gera uma terceira realidade.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Daniel Bozhkov

Daniel Bozhkov nasceu em 1959 na cidade de Aytos, na Bulgária. Sua formação acadêmica foi nas seguintes instituições: Academy of Fine Arts, Sofia, Bulgária; Skowhegan School of Painting and Sculpture, Skowhegan, Maine; Hunter College, Cuny, Nova York, onde obteve o título de mestre, MFA; e Centro Europeo di Venezia, Veneza, Itália. Foi artista-residente na Pôlonia em 2005 - Art in General Eastern European Residency Exchange. Suas últimas exposições individuais: Daniel Bozhko, Recent Works, Contemporary Art Center, Atlanta, Georgia, EUA; Daniel Bozhkov - Underground Waterworks and Recent Projects, Arthouse, Austin, Texas, EUA. Entre suas exposições coletivas estão: Biennale Cuvee, OK Centrum fur Gegenwart Kunst, Linz, Áustria; 9th International Istanbul Biennale, Istambul, Turquia; 9th Baltic Triennale of Contemporary Art, Vilnius, Lituânia; 1st International Moscow Biennale, Moscou, Rússia. Desde 1998, trabalha com performances e instalações, tais como: The Fastest Guided Tour of Atlanta, Atlanta, Georgia, EUA (2006); Logomogul – performance, Sculpture Center, Nova York (2004); Learn How To Fly Over A Very Large Larry, East Madison, Maine (2002). Sua obra é citada em vários livros, artigos e jornais pelo mundo. Mora e trabalha nos Estados Unidos, sendo membro adjunto das universidades Rhode Island School of Design e Columbia University School of the Arts. Também ministra palestra em diversas universidades pelo país.

É artista expositor da mostra Três Fronteira na 6º Bienal do Mercosul.

TRÊS FRONTEIRAS: A zona das três fronteiras (Argentina/Brasil/Paraguai) constitui o coração da condição multinacional, comercial, ecológica e cultural do Mercosul. Onde as fronteiras se encontram literalmente é onde podemos começar a falar de uma cultura de intersecções e co-dependências, de fluidez e intercâmbio, de conflitos e de convivência. Sendo este o lugar da primeira comunidade transnacional colonial, com as expedições jesuíticas e, em seguida, um lugar de conflitos entre a coroa espanhola e os interesses comerciais do Brasil e da Argentina, é também o cenário da guerra da Tríplice Aliança, que marca para sempre e brutalmente a história do Paraguai. Hoje em dia, o local é centro de uma complexa rede de circulação de mercadorias – legais e ilegais -, e está sob suspeita de fazer parte de uma rede de apoio ao terrorismo internacional. Situado no seio geográfico da região do Mercosul, está longe, entretanto, dos discursos culturais das grandes cidades da região, mas paralelamente a isso, ocupa um papel chave nas economias locais e internacionais.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Minerva Cuevas

Minerva Cuevas é artista, nascida na Cidade do México, México, em 28 de março de 1975. O ponto de partida da obra de Cuevas é a intervenção social em espaços diversos que vão desde o virtual, da Internet, até o urbano e os museus. Seja ao criar uma empresa distribuidora de produtos e serviços, tais como carteira internacional de estudante e auto-adesivos com códigos de barras cuja função é promover a redução dos preços de alimentos nos supermercados, seja conduzindo experimentos culturais tais como recital de músicos ambulantes, Cuevas assume o papel ambivalente de protagonista político e artístico. A obra do artista tem sido exibida em várias mostras que incluem a VII Bienal Internacional de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos (2005); "Not Impressed by Civilization", na Walter Phillips Gallery, The Banff Centre, Canadá (2005); "Populism", no Contemporary Art Centre, Vilnius, LT, Frankfurter Kunstverein, Frankfurt; Stedelijk Museum, em Amsterdã (2005); "Schwarzfahrer are my heroes" na DAAD Galerie, em Berlim (2004); "Hardcore", no Palais de Tokyo, em Paris (2003); "Casino 2001", no S.M.A.K., em Gent (2001); "Da Adversidade Vivemos", no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris, Paris (2001); "MVC-Biotec" no Secession, em Viena (2001); Bienal de Sidney (2004), Bienal de Istambul (2003) e "Dream Machines", na Hayward Gallery, em Londres (2001).

Na 6ª Bienal do Mercosul, Minerva Cuevas participa do projeto Três Fronteiras, junto com outros três artistas – Aníbal Lopez (Guatemala), Jaime Gilli (Venezuela) e Daniel Bozhkov (Bulgária). O Três Fronteiras é um programa internacional de artistas em residência na zona da Tríplice Fronteira do Mercosul, entre a Argentina, Paraguai e Brasil. Sob a curadoria do paraguaio Ticio Escobar, crítico de arte e diretor do Museu del Barro / Centro de Artes Visuais de Assunção/Paraguai, o trabalho dos artistas parte da pesquisa da diversidade cultural da fronteira para criar uma obra que vai ser exposta na Bienal do Mercosul.

Projeto pedagógico



Simpósio
Terceira Margem:
Educação para a arte/arte para a educação

...és bastante difícil que un grano de arena pueda cambiar toda la montaña. Pero, innegablemente, el grano ayuda a darle forma, y eso es todo a lo que podemos aspirar.
Luis Camnitzer

Inspirados no tema da 6ª Bienal do Mercosul, A terceira Margem do Rio, artistas e educadores brasileiros foram convidados a testemunhar sobre projetos e ações que contemplam rupturas de paradigmas e que negociam novas fronteiras entre a arte e a educação. Segundo o curador geral da mostra Gabriel Pérez-Barreiro, a terceira margem é uma metáfora que enfatiza a possibilidade de a cultura criar um terceiro lugar onde antes parecia haver apenas dois. Rompe-se assim, com os binômios que definem e limitam nosso mundo – o direito e o esquerdo; o bem e o mal; a figuração e a abstração; o sul e o norte. Mais que atravessar fronteiras, deseja-se uma mudança de perspectivas.
No simpósio Terceira Margem: arte para a educação/educação para a arte, iniciativas da comunidade, iniciativas privadas, artistas envolvidos em práticas artísticas são alguns dos diversos temas a serem abordados. Em comum, a busca constante por contruir um terceiro e novo lugar.
Essas experiências são pontos de partida para a reflexão e o debate do complexo tema “arte e educação”, na busca de novas posturas no processo de construção do conhecimento. Ao possibilitar rupturas com antigos paradigmas, vislumbramos um espaço de terceira margem no qual o professor ocupa papel fundamental, dando forma ao processo cotidiano da educação como um pequeno e importante grão de areia.

O TEMPO


Tempo no fazer teatral, segundo Patrice Pavis, Dicionário de Teatro
O tempo é um dos elementos fundamentais do texto dramático e/ou manifestação cênica da obra teatral, de sua apresentação (presentificação) cênica. Noção que tem a força da evidência e que não é, contudo, fácil de descrever, pois fazê-lo, seria necessário estar fora do tempo, o que, evidentemente, não é uma coisa cômoda. Diríamos de bom grado com Santo Agostinho: “Sei o que é o tempo, se não me perguntam”.
Partiremos da dupla natureza do tempo: o tempo que remete a si mesmo, ou tempo cênico, e o tempo que é preciso reconstruir por um sistema simbólico, ou o tempo extracênico.

O espaço no teatro

Espaço no teatro
O espaço no fazer teatral segundo Patrice Pavis, Dicionário de Teatro.
A noção de espaço, cuja fortuna na teoria teatral tanto quanto nas ciências humanas é hoje prodigiosa, é usada para aspectos muito diversos do texto e da representação. Separar e definir cada um desses espaços é uma empreitada tão vã quanto desesperada. Não obstante, dedicar-nos-emos a ela na esperança de clarificação.
1. Espaço dramático:
É o espaço dramatúrgico do qual o texto fala, espaço abstrato e que o leitor ou espectador deve construir pela imaginação. (ficcionalizando).
2. Espaço cênico:
É o espaço real do palco onde evoluem os atores, quer eles se restrinjam ao espaço propriamente dito da área cênica, quer evoluam no meio do público.
3. Espaço cenográfico: (ou espaço teatral)
É o espaço cênico, mais precisamente definido como o espaço em cujo interior situam-se público e atores durante a representação. Ele se caracteriza como relação entre os dois, relação teatral.
Poder-se-ia reservar o termo espaço (do) público ao lugar que é ocupado pelo público no decorrer da representação e durante os intervalos (ou exatamente antes do início do espetáculo).
O espaço teatral é a resultante dos espaços (nos sentidos 1,2,3,4,5 e 6); ele se constrói, “a partir de uma arquitetura, de uma mirada sobre o mundo (pictórica), ou de um espaço esculpido essencialmente pelo corpo dos atores.”
4. Espaço lúdico:
É o espaço criado pelo ator, por sua presença e seus deslocamentos, por sua relação com o grupo, sua disposição no palco.
5. Espaço textual:
É o espaço considerado em sua materialidade gráfica, fônica ou retórica; o espaço da “partitura” onde são consignadas réplicas e didascálias.
O espaço textual é realizado quando o texto é usado não como espaço dramático ficcionalizado pelo leitor ou pelo ouvinte, mas como material bruto disposto à vista e ao ouvido do público como “pattern” ou como repetição sistemática.
6. Espaço interior:
É o espaço cênico enquanto tentativa de representação de uma fantasia, de um sonho, de uma visão do dramaturgo ou de uma personagem.
O funcionamento do espaço na encenação contemporânea é abordado em cada um desses seis tipos de espaços e nas entradas cenografia, dispositivos cênicos, maquina teatral, percurso, tablado, teatro de rua, teatro de massa, imagem.

domingo, 9 de setembro de 2007

Quem é Jaime Gili?


Contribuição da Melissa sobre os artistas da mostra "Três Fronteiras":





Reflexão sobre tempos e espaços

Rápida reflexão sobre tempos e espaços...

Fiquei muito tempo pensando sobre o que eu pensava sobre a questão tempos e espaços escolares . Descobri que não pensava nada mesmo, então, tirei uma tarde para me dedicar à reflexão.
Como estudante de teatro, posso dizer o quanto a questão do tempo me aflige.
Estudamos sempre para tentar “representar” o homem do nosso tempo e creio que isso faz de todo ator um tipo instintivo de filósofo do ser humano, e que a educação é um ótimo um ponto de partida para se pensar o homem e suas necessidades.
A educação que vejo hoje já não supre essas necessidades. Em tempos em que tudo é rapidamente apreendido, ultrapassado e descartado, a educação ainda convive com um sistema baseado em importâncias que já não nos importam mais.
Acredito numa educação transformadora de tempos e espaços, numa educação que resulte em homens capazes de subverter a ordem se essa for a necessidade de seu tempo. É preciso que a escola esteja inserida nessa mudança, e que a arte esteja presente.




Melissa

sábado, 8 de setembro de 2007

Três fronteiras

O Três Fronteiras é um programa internacional de artistas em residência na zona da Tríplice Fronteira do Mercosul - Paraguai-Argentina-Brasil, baseado no raciocínio central do projeto curatorial desta sexta edição. A região limítrofe entre Paraguai, Argentina e Brasil é definida por uma fronteira pluvial, remetendo novamente à Terceira Margem do Rio, além de ser uma região de fluxos econômicos, culturais, políticos e lingüísticos. Nesta linha, o co-curador do projeto Três Fronteiras, o crítico de arte e diretor do Museu del Barro - Centro de Artes Visuais de Assunção/Paraguai Ticio Escobar, propõe neste projeto o questionamento das fronteiras geográfico-culturais dos países que compõem o Mercado Comum do Sul.

6ª Bienal do Mercosul

A 6ª Bienal do Mercosul ocorre em Porto Alegre (RS) de 01/09 a 18/11A 6ª Bienal do Mercosul apresenta em três espaços de Porto Alegre (RS) de 01/09/07 a 18/11/07 cerca de 250 obras, de 67 artistas de 23 países. São seis mostras, sendo três monográficas e as coletivas Zona Franca, Três Fronteiras e Conversas. Em 79 dias em cartaz, aberto diariamente com entrada gratuita, o evento espera receber 850.000 pessoas. Nos armazéns do Cais do Porto estão as obras pertencentes às mostras Zona Franca, Conversas e Três Fronteiras. O MARGS (Museu de Artes do Rio Grande do Sul) abriga as mostras monográficas dos artistas Francisco Matto e Öyvind Fahlström. E o Santander Cultural recebe a exposição monográfica de Jorge Macchi. O projeto da Bienal do Mercosul, do curador-geral Gabriel Perez-Barreiro, é inspirado na metáfora “A Terceira Margem do Rio”, uma imagem tomada do conto de Guimarães Rosa. A “terceira margem” simboliza uma mudança de perspectivas. Enfatiza a possibilidade de criação de uma terceira forma de perceber a realidade, rompendo com as dualidades que a definem e a delimitam – nacionalismo e globalização, direito e esquerdo, bem e mal, figuração e abstração, entre outros. #

Padeiro ou DJ?

Será que padeiro e DJ conseguem trabalhar juntos?
Pense bem na resposta, pois mais que trabalhar juntos "eles" fazem tudo ao mesmo tempo.
Viva à ousadia e à criatividade!
Tempos e espaços se interrelacionando.

http://yahoo.guiadasemana.com.br/yahoo.iframe/channel_event.asp?id=2&cd_city=1&cd_event=28662

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

6ª Bienal do Mercosul : A Terceira Margem do Rio



O que uma exposição de arte contemporânea pode ajudar a pensar sobre os tempos e espaços escolares? Porto Alegre tem o privilégio de contar com a Bienal do Mercosul, de setembro a dezembro de 2007. O que uma exposição dessas pode ter a ver com as diferentes disciplinas na escola? Vamos descobrir?


Uma palavra-chave pra pensar: metáforas


Divulgação
Professores de Porto Alegre na obra 'Marulho', de Cildo Meireles http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art44445,0.htm

6ª Bienal do Mercosul: A Terceira Margem do Rio

http://www.bienalmercosul.art.br/

Na história “A Terceira Margem do Rio” de João Guimarães Rosa, de 1962, um homem decide súbita e inexplicavelmente viver em um barco no meio do rio; rio em cujas margens ele vivera antes uma vida aparentemente normal com a sua família. O barco, também inexplicavelmente, permanece estacionário neste lugar. Após certo tempo, sua família passa a aceitar sua presença silenciosa, e assim ele constitui uma terceira margem para esse rio, mudando sua ecologia cultural para sempre através de sua presença teimosa.
Essa metáfora de uma terceira margem ressoa em muitos níveis como uma necessidade profundamente humana e contemporânea de se ir além das oposições binárias que estruturam as nossas vidas. Após um século XX repleto de jogos de soma zero entre a esquerda e a direita, o formal e o social, o velho e o novo, ou qualquer número de construções mutuamente-destrutivas similares, a terceira margem abre a possibilidade para uma perspectiva independente, um espaço no meio a partir do qual ambas as alternativas podem ser vistas, julgadas e consideradas. A terceira margem é, desse modo, um espaço radicalmente independente, um espaço livre de dogmas ou imposições, um lugar de observação. A terceira margem também une os que antes eram antagonistas num único campo de discussão. Quando Heidegger discutiu a imagem de uma ponte, ele poderia estar falando de uma terceira margem: “A ponte […] não une somente as margens que já estavam lá. As margens emergem como margens somente na medida em que a ponte atravessa o regato […] Ela traz o regato, a margem e a terra para a vizinhança um do outro. A ponte congrega a terra como uma paisagem em torno do regato.”¹ Numa paisagem mental, a ponte é a terceira posição que une as duas ideologias opostas, permitindo uma distância crítica de ambas, e a possibilidade de vê-las como parte de um mesmo sistema.

Projeto Pedagógico da 6ª Bienal do Mercosul
O projeto pedagógico é considerado fundamental no projeto curatorial da 6ª Bienal do Mercosul. A partir de diretrizes do Conselho de Administração da Fundação Bienal do Mercosul, sua diretoria tem realizado um significativo esforço no sentido de priorizar e consolidar as ações pedagógicas da Bienal do Mercosul. Conforme Beatriz Johannpeter, diretora de educação da 6ª Bienal do Mercosul, "o projeto pedagógico se antecipa e se expande, pensando a visita à exposição como uma das etapas de um importante processo educativo iniciado em 2006 e que prevê uma série de ações ao longo de 2007". Essas ações contemplam o envolvimento de professores das redes pública e privada de ensino com acompanhamento até a visita dos alunos à exposição; a realização de ciclo de conferências e mesas-redondas; a inserção do projeto da 6ª Bienal do Mercosul no calendário escolar da Rede Pública de Ensino/RS; a realização de simpósios de arte-educação e encontros com mais de 7,5 mil professores do interior dos Estados do RS e SC; a realização de curso para formação de Mediadores; a produção e distribuição de Material Educativo para escolas das redes públicas e privada; o transporte gratuito para até 100 mil estudantes da rede pública e instituições carentes; e o projeto Diálogos - que contempla a comunidade artística local. O curador responsável pelo projeto pedagógico, Luis Camnitzer, figura das mais relevantes e reconhecidas no campo da arte e da educação, propõe uma inovadora reconfiguração do programa educativo, desde suas metas até sua implementação. Para o curador, o espectador deve ser visto como ser criativo e não como mero receptor passivo de informação.

Espaço pedagógico e Estações pedagógicas
Durante a mostra, junto aos espaços expositivos dos Armazéns, do MARGS e do Santander Cultural, foram construídas 20 estações pedagógicas, além de um espaço educativo multiuso. As estações pedagógicas são espaços interativos junto a determinadas obras de arte, na qual o artista vai explicar seu processo criativo e o problema com o qual estava trabalhando para chegar no resultado da obra. O público, por sua vez, pode deixar seu depoimento, opinando sobre o resultado e trocando experiências com o artista. Os locais de exposição - Armazém A3, MARGS e Santander Cultural - vão contar com espaços pedagógicos compostos de sala de pesquisa, auditórios, sala de atendimento para o professor, ateliê para uso do público escolar, e sala para exposição dos trabalhos realizados pelos alunos.

Os roteiros disponíveis são:
Roteiro 1 - Exposição Monográfica - Jorge Macchi, no Santander Cultural
Roteiro 2 - Exposições Monográficas - Francisco Matto e Öyvind Fahlström, no MARGS
Roteiro 3 - Conversas nos Armazéns A3 e A4 do Cais do Porto
Roteiro 4 - Zona Franca nos Armazéns A5 e A6 do Cais do Porto
Roteiro 5 - Três Fronteiras no Armazém A7 do Cais do Porto
( vamos visitar este roteiro no dia 13 de setembro)

Outros tempos e espaços


Tempos e espaços na escola - já começam a aparecer novos espaços interdisciplinares por aqui - Teatro, Artes Visuais, Letras, Educação Física, Biologia, Música, Química, Filosofia. Alunos de diferentes licenciaturas pensando em formas de atravessar as fronteiras da escola em direção a tempos e espaços mais instigantes.


Algumas palavras-chave dos posts: criatividade (ou seria melhor - criação?), experiência, outros tempos e espaços.
A imagem acima é a "Escola de Matisse", de George Deem. Quais seriam os tempos e espaços dessa escola?