domingo, 20 de junho de 2010

Bruce Nauman

Bruce Nauman ( EUA, 1941)

É referência inquestionável da arte contemporânea internacional.Nos anos 60 e 70, seus trabalhos conceituais exploraram instantaneidade, espaço e intimidade e documentam performances caracterizadas por movimentos repetitivos e protagonizados pelo próprio artista. São ações em que emprega seu corpo em dimensão escultórica, em várias posições em relação à arquitetura do seu studio.

Interessado em novas formas de música e literatura, Nauman usou o poder evocativo da linguagem (em desenhos, roteiros de vídeo e instalações de neon), desmontando a estrutura linguística, criando trocadilhos e oxímoros. Usando placas de neon piscando, ele retirou as palavras e, mais tarde, as ações de seus significados convencionais, deixando ironias e inquietantes dilemas morais.

Fontes:
Material de divulgação da Exposição HORIZONTE EXPANDIDO, Santander Cultural 2010.
Site do Museu de Arte Moderna de Nova York ( MOMA)
http://www.moma.org/collection/artist.php?artist_id=4243



Punch and Judy II Birth & Life & Sex & Death. 1985. Tempera and graphite on paper, 75 1/2 x 72 1/2" (191.8 x 184.2 cm). Gift of Werner and Elaine Dannheisser. © 2010 Bruce Nauman / Artists Rights Society (ARS), New York
http://www.moma.org/collection/object.php?object_id=35304




Bruce Nauman. Sex and Death. 1985. Tubos de neón montados sobre aluminio. Colección Annick y Anton Herbert. © Bruce Nauman, 2005.
http://www.guiarte.com/noticias/la-coleccion-annick-y-anton-herbert.html

sábado, 19 de junho de 2010

VALIE EXPORT
ARTES VISUAIS
HORIZONTE EXPANDIDO

A segunda temporada de Artes Visuais deste ano no Santander Cultural está imperdível! Venha conferir a exibição da mostra Horizonte Expandido, que tem a curadoria de André Severo e Maria Helena Bernardes.

No Grande Hall e Galerias, você vai encontrar um conjunto de trabalhos - em sua maioria inéditos no Brasil - produzidos no contexto dos anos 60 e 70, por 16 artistas que procuraram pensar, não apenas sobre questões do terreno da arte, mas também sobre a vida.

ATIVIDADES SIMULTÂNEAS

Uma das opções da programação simultânea à mostra Horizonte Expandido, é o programa 10 Passeios. Nesta atividade, dez grupos pré-agendados serão conduzidos por André Severo e Maria Helena Bernardes por dez diferentes roteiros pelo espaço expositivo. Em cada passeio serão vistas e comentadas obras distintas. As caminhadas serão pontuadas por paradas para conversa sobre momentos específicos da obra de cada artista, entendidos como instrumentos potenciais para mudanças de curso significativas, momentos de invenção em que os artistas produziram soluções que afetaram o curso de sua produção pessoal, de sua própria geração ou de gerações posteriores.

Essa atividade difere muito de uma visita mediada em função da forma como ela será realizada: os passeios não pretendem passar por toda exposição, mas sim por pequenos fragmentos. Cada artista será abordado em maior profundidade, explorando suas idéias, sua reflexão. O visitante estará ali presente no papel de interlocutor e não como público passivo.
Para participar, inscreva-se pelo telefone 51 3287-5940 - 5941 ou e-mail ecult03@santander.com.br


Veja a programação dos próximos passeios e agende-se!

As inscrições são gratuítas!

Passeio 5: 23 de junho - 11h
Passeio 6: 30 de junho - 11h

Passeio 7 : 07 de julho - 11h
Passeio 8: 28 de julho - 11h
Passeio 9: 04 de agosto - 11h

Passeio 10: 14 de agosto - 11h


VALIE EXPORT

VALIE EXPORT ( Áustria, 1940).

Seu nome de batismo é Waltraud Lehner.

Assume a partir da bizarria do nome, VALIE EXPORT ( adotado em 1967), sempre em letras maiúsculas, um estado de exceção e não-assimilação, como talvez possamos descrever os casos de e.e.cummings, Sousândrade ou Qorpo-Santo.

VALIE EXPORT surge na cena artística européia no final da década de 60. Prescindindo da linguagem e buscando outras estratégias, VALIE EXPORT inicia um questionamento das estruturas de poder que regem, de forma subliminar e sub-reptícia, mesmo nossos complexos linguísticos.


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Gordon Matta-Clark


GORDON MATTA-CLARK


Gordon Matta-Clark nasceu em 1943 e foi um dos principais artistas de vanguarda de Nova York na década de 1970.
Grande parte de sua produção se constitui de intervenções.
Formado em arquitetura, de fato ele nunca chegou a erguer prédios. No final dos anos 60 ele iniciou uma série de intervenções em edificios abandonados ou prestes a serem demolidos. Gordon abria buracos, cortava pedaços, arrancava blocos de paredes e pisos e ao fazê-lo expunha as entranhas de um edificio.

Em 1974, com sua intervenção, Splitting, o artista fatiou uma casa na periferia de Nova York ao meio, chamando atenção para a forma desordenada com que a cidade crescia.

"Ele perseguiu uma ideia que se tornaria hegemônica muito tempo mais tarde, e que pode ser resumida numa palavra: sustentabilidade. Em uma Nova York já repleta de espaços abandonados, muitos condenados à demolição, Matta-Clark surgia com propostas de reciclagem, como em sua Garbage Wall (Parede de Lixo), de 1970. Ou de recuperação social, como no projeto inacabado Loisaida, que visava treinar jovens sem recursos em ofícios de alvenaria e construção." (http://bravonline.abril.com.br/conteudo/artesplasticas/gordon-matta-clark-homem-fatiava-predios-537515.shtml)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Nancy Holt


Nancy Holt nacida em 5 de abril de 1938 é uma artista americana famosa por suas esculturas públicas. Ao longo de sua carreia, Nancy também tem produzido seu trabalho em outras mídias como fotográfia, filmes e escrever livros de outros artistas.
Em suas obras, Holt cria uma conexão íntima com a natureza e as estrelas, dizendo: "Eu sinto que a necessidade de olhar para o céu, a lua e as estrelas é muito básico, e é dentro de todos nós. Assim, quando eu digo que meu trabalho é uma exteriorização da minha própria realidade interior, quero dizer que estou devolvendo às pessoas através da arte o que eles já têm em si."

Víctor Grippo

Na década de 1970 Grippo explorou as relações entre a arte e a ciência. Na sua série de Analogías, explorou o significado metafórico da batata, tubérculo de origem americana que incluía nas suas montagens. Em Analogía IV (III)... faz a confrontação da “realidade” com o seu reflexo artificial: uma mesa servida diante da sua imagem de acrílico, sobre uma toalha em branco e preto.






Víctor Grippo, Buenos Aires, Argentina, 1936-2002
Analogia IV (III), 1972
Madeira, tela, acrílico, e metal
81,5 x 94,3 x 59 cm

quarta-feira, 16 de junho de 2010



Марина Абрамовић (em sérvio)

Natural de Belgrado, Iugoslávia, 1946, Marina Abramović tem sido a pioneira no uso da performance como uma forma de arte visual desde o início de sua carreira no início dos anos 70. O corpo tem sido ao mesmo tempo objeto e meio de trabalho. Explorando os seus limites físicos e mentais, ela experimentou dor, exaustão e perigo na busca de transformação emocional e espiritual.


Produz obras interativas que buscam transmitir uma experiência sensorial ao público.


obra: Waiting for an idea

Recentemente começou a se descrever como a “Avó da arte da performance".

Obra: portrait with an scorpion

Hoje vive e trabalha em New York.Aliás, a trajetória da artista será objeto de uma grande retrospectiva no MoMA de Nova York em 2010.
obra: rest-emergy

Um dos filmes que ela escreveu e atuou é chamado “Balkan Baroque”, onde aparecem várias performances da artista intercalados por falas de fatos de sua vida e do mundo. Alguns pedaços seguem nos links abaixo. Como o trabalho dela é performance é interessante dar uma conferida.

Vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=pno1gCrbeVk

http://www.youtube.com/watch?v=iAIfLnQ26JY

http://www.youtube.com/watch?v=h9-HVwEbdCo

http://www.youtube.com/watch?v=IE5H8k8VE2M

http://www.youtube.com/watch?v=vDg_KWJh1g8

Referências:

http://marinafilm.com/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Marina_Abramović

http://msn.onne.com.br/conteudo/3877/marina-abramovic-no-brasil

http://www.imdb.com/name/nm0009127/

Robert Smithson

Robert Smithson _ (EUA,1938 - 1973)

Dimensões de espaço e tempo que transcendem a experiência e a capacidade cognitiva individuais.

As operações não buscam se adequar ao lugar, criar um senso de identidade, mas confrontar o observador com a complexidade e a instabilidade dessas configurações de grande escala.


Robert Smithson's Spiral Jetty ,1970

A preocupação constante de Smithson era a conexão entre natureza e ambiente. O conceito físico da entropia, o decair da ordem parao caos são aspectos característicos das intervenções paisagísticas de Smithson. O caminho de Smithson vai da pintura expressionista abstracta para o tema non-site: fotos ou mapas documentando um sítio que existe fora da galeria, justapostas algumas vezes com pedra, lixo ou minerais recolhidos do sítio original. Em 1970 desenvolve o seu conceito de escultura de site, que define escultura como parte de um certo espaço, e não como objecto isolado e móvel.


Broken Circle Emmen, Holland Summer, 1971


A expressão "land art " refere-se às criações artísticas que utilizam como suporte, tema ou meio de expressão o espaço exterior.Na origem da Land Art esteve a tendência para utilização de elementos naturais, como a pedra, a terra e o sal como meio expressivo e como elementos constituintes das obras de arte, presente nas obras de Walter de Maria e de Robert Smithson


Referências:

http://www.robertsmithson.com/

http://www.infopedia.pt/$land-art

http://www.pucsp.br/artecidade/itabira/itabira_05_arte_para_paisagem_industrial.pdf

http://www.caleida.pt/clepsidra/paginas/earth_works.html


terça-feira, 15 de junho de 2010



HORIZONTE EXPANDIDO

“Um encontro com a geração que am

pliou os limites da arte contemporânea e construiu novas possibilidades de contato entre arte e público.” (Santander Cultural, 2010).


CHRIS BURDEN

  • Nasceu em 1946 em Boston nos Estados Unidos.
  • Anos 1970: série de ações onde utilizou o próprio corpo como instrumento de trabalho e comunicação. Essas práticas que vão ao extremo e de caráter muito radical que busca questionar práticas sociais e tabus ligados a cultura contemporânea. Essas práticas, muitas vezes, ele utilizava de grande violência sobre o próprio corpo. Sua primeira apresentação pública foi em 1971.

"SHOOT" , VÍDEO DE 1971.

  • Um dos protagonistas do movimento da Body Arte (conhecida também como a arte do corpo, que assim como Burden utiliza o corpo como suporte ou meio de expressão).

  • Nos anos 1980, o artista abordou a questão da comunicação em massa através do rádio e da televisão. Aqui, a violência era menor, mas ele utilizava seu corpo como forma de expressão.

  • Anos 1990: preferiu realizar instalações as quais lhe permitiam relacionar-se diretamente com o lugar onde elas se encontram. (ex.: La Tour des Trois-Museaux).



"A fim de comunicar suas idéias malucas, Burden - adepto da body-art e da opinião de que um tirinho não dói - já se viu crucificado em um fusca, ou com o braço rasgado por uma bala. Em Doomed se propôs a ficar imóvel sob uma placa de vidro e ao lado de um relógio - renunciando a posição de artista e assumindo a de obra - até que alguém ousasse interagir, quebrando o estigma de sacro do "objeto-arte". Bem, ele esperou por dois dias até que um segurança colocasse uma jarra de água ao lado dele, encerrando a coisa toda." (http://isabellagodinhoarq.blogspot.com/2009/10/inhotim.html, ÚLTIMO ACESSO EM 15/06/2010)




"Uma nova obra do cara foi inaugurada no Inhotim, Beam Drop, um monte de vigas de madeira gigantes, soltas de uma altura de 45 metros em cimento fresco, criando um emaranhado de linhas randômico e colossal" (http://isabellagodinhoarq.blogspot.com/2009/10/inhotim.html, ÚLTIMO ACESSO EM 15/06/2010)




Referêcias:
http://www.infopedia.pt/$chris-burden> (último acesso em 14/06/2010)



Desafio de Lógica!!

Ois!!


E aí gente, espero que tenham curtido a oficina! Bom, eu gostei!! rsrs :P

Tá, vou deixar com vocês o Desafio de Lógica. Se vocês repararem, há uma pequena diferença entre esse e o que eu apresentei em aula. Entretanto, isso não é um impeditivo para resolver o problema! Talvez esse daqui esteja até mais fácil...


“Os Chineses e seus Gorros – Três chineses foram condenados à morte. Todavia solicitaram indulto. Este lhes seria concedido, mediante uma condição. Apresentaram-lhes cinco gorros, três brancos e dois pretos e, depois de lhes vendarem os olhos, foi colocado um gorro sobre cada cabaça. Em seguida, tiraram a venda do primeiro, dizendo-lhe: _ Se adivinhares a cor do gorro que tens na cabeça, serás indultado. Podes olhar os de teus dois companheiros, pois, talvez por eles, possas saber a cor do teu, com o que salvarás a tua vida. O chinês olhou os gorros dos companheiros, suspirou e depois, sacudindo a cabeça, declarou-se vencido, sendo, em seguida, conduzido ao patíbulo. Depois de retirada a venda do segundo, foi-lhe feita a mesma proposta, podendo olhar, apenas, o gorro do companheiro restante. Também o segundo chinês suspirou e, sacudindo a cabeça, declarou-se impotente para adivinhar. Foi, igualmente, conduzido ao patíbulo. _ Agora é atua vez _ disseram ao terceiro deles. De que cor é o teu gorro? _ Branco _ respondeu o homem. Era verdade e foi indultado. Como pôde adivinhá-lo? Você, por acaso, saberá explicar? O terceiro chinês raciocinou do seguinte modo..."


Ótima diversão pra vocês!!!
;D

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Da masturbação ao formalismo de mercado

Vito Acconci


Artista norte-americano, Vito Acconci nasceu em 1940 no Bronx, em Nova Iorque. Estudou literatura no Holy Cross College, em Nova Iorque, entre 1958 e 1962, frequentando posteriormente a Universidade de Iowa (1960-1964).
Iniciou a sua actividade artística no final dos anos sessenta, reagindo contra a rigidez matemática e a austeridade formal do movimento minimalista que se desenvolveu durante essa década. Procurou então exprimir-se artisticamente de forma intensa na tentativa de provocar reacções emotivas e apaixonadas no público.
Considerava esgotado o sistema mercantilista que dominava a produção artística nova-iorquina e que assentava na produção de objectos para vender em galerias. Assim, opondo-se ao carácter comercial da arte, desenvolveu manifestações com carácter efémero que se dirigiam directamente ao público. Desta forma, adoptou a performance como manifestação preferencial para concretizar as suas propostas estéticas e realiza em Nova Iorque, em 1969, a sua primeira exposição individual.
O uso do próprio corpo como tema e material de trabalho e veículo para a expressão liga-o ao movimento da Body Art. Nas acções que realizou, Acconci aborda normalmente temáticas ligadas à relação entre o homem, o sexo, o prazer e o desejo. Grande parte das performances foram documentadas em fotografias, como é o caso da acção "Seedbed", apresentada em 1972 em Nova Iorque.


Vito se masturba em baixo do chão por dias durante sua exposição.

Em 1970 realizou trabalhos em vídeo e em película, de que é exemplo o filme Body Art, concretizado entre 1970 e 1972. Produziu também desenhos e colagens como "L'Attico Roma" (1972), uma colagem de fotografias à qual associa textos escritos com giz sobre cartão. Realizou ainda um conjunto de esculturas e de instalações que colocou em espaços urbanos, explorando o potencial da grande escala para estabelecer relações estranhas com os lugares em que as peças se inserem, de que é exemplo a peça "Multi-bed 4", de 1991.
Foi professor de teoria de arte na School of Visual Arts de Nova Iorque entre 1968 e 1971.


instalação/objeto, Instant House #2, de 1980, feita com quatro chapas de madeira, estiradas ao chão, cortadas, cada uma pintada com a bandeira dos E.U.A. Um mecanismo do tipo balanço é ativado por cordas e roldanas presas às peças e quando o espectador senta ao balanço, as placas se fecham e formam um objeto tridimensional – uma caixa – em forma de casa. Do lado de fora, pintada, a bandeira da Rússia. Lembremos da Guerra Fria.
Mas o que estava em jogo tinha a ver com uma continuidade, descontinuidade de espaços. Um abrir-se e fechar. Juntar o dentro e o fora. Casar os inimigos. De tornar algo bi em tridimensional.
Remontava-se, com isso, toda a história da arte, depois do modernismo: colagem, cubismo, construtivismo, Jasper Johns, Pop, Minimal, Conceitual, etc. Em suma, uma peça síntese, cuja aparição, traz em si toda a história, cultura e arte que passou, apontando para uma cultura que devia se desdobrar, se abrir, se permear.


Por Valter: na pequena pesquisa que fiz a respeito de Vito Acconci, percebi que se trata de um artista ousado e criativo. Sua obra alcança um sentido completo por na sua estética e substância. Mostra um olhar provacado e provocativo, que chacoalha as formas viciadas de ver e se ver no mundo das coisas, creio que aí também está sua relação com a Boodyarte. Sua obra atende sim uma temática de tempo e espaço, desafiando diversidade de olhares e formas sobre os ambientes. Encontrei no site Canal Contemporâneo uma critica de Rubens Pileggi Sá sobre sua arte hoje, ele fala de uma palestra de Vito ha pouco menos de um ano no Rio de Janeiro e no texto relata e explica o histórico de Vito e expõe algumas obras. Mas faz uma crítica dura para os caminhos que Vito acabou tomando, tornando seu trabalho muito ligado ao mercado e não tendo mais, na opinião de Rubens, mais nada em seu conteúdo, sendo acrítico e descontextualizado. Achei o texto muito interessante, pois se trata de alguém que conhece bem o artista e se declara fã deste, mas expõe uma grande decepção com o artista atualmente: “E eu nem vou exigir que o cara, aos 69 anos, continue se masturbando debaixo do chão. Claro que não. Mas o que a gente não pode nem deve aceitar é a frouxidão. Arte tem de ter virilidade. Não é uma questão de gênero, continua sendo uma questão de tesão, de saber criar tensão, de colocar amor e generosidade naquilo que se faz. Ou, como diz Douglas Crimp, em “As ruínas do Museu”, no capítulo sobre a redefinição de espaços, onde fala da obra de Richard Serra, que o artista não pode se tornar um “operador técnico” terceirizado à serviço do mercado. (...)E embora tudo aquilo que ele foi e fez tenha sido altamente significativo, o fato é que o que ele realiza agora só é orgânico em relação à forma, sem nenhuma preocupação a mais comigo que queria tanto poder amá-lo, ainda.” (PILEGGI, 2009).

Peço que leiam este texto no site: http://www.canalcontemporaneo.art.br/arteemcirculacao/archives/002495.html

Vamos expandir nossos horizontes?

Para atravessar mais uma fronteira: Visita a mostra Horizonte Expandido no Santander Cultural, no dia 22 de junho de 2010, às 10h30.

HORIZONTE EXPANDIDO | de 26 de maio a 15 de agosto de 2010 | Entrada franca
Um encontro com a geração que ampliou os limites da arte contemporânea e construiu novas possibilidades de contato entre arte e público.

Horizonte Expandido apresenta um conjunto de trabalhos produzidos no contexto dos anos 60 e 70 por artistas que procuraram refletir, não apenas sobre questões do terreno da arte, mas também sobre a vida. Com a colaboração de oito instituições e emprestadores nacionais e internacionais, a exposição propicia um maior contato do público com obras e registros de experiências artísticas radicais – em sua maioria inéditas no Brasil – que inauguraram novas possibilidades de contato entre arte e público. Horizonte Expandido é norteada pelo princípio do encontro. Não apenas entre público e obras, mas entre o público e os artistas presentes na exposição.

Ao visitar a mostra você entrará em contato com obras e documentos que trazem a presença viva do artista no espaço expositivo: sua voz, seu rosto, seu corpo e seus manuscritos deixam um rastro que expõem seus pensamentos. Informações: http://www.santandercultural.com.br/programacao/artesvisuais.asp e http://horizontexpandido.blogspot.com/

Hélio Oiticica


Hélio Oiticica é um dos mais importantes artistas brasileiros a partir da década de 50. Nascido no Rio de Janeiro em 26 de julho de 1937 foi um pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas.
É considerado por muitos um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente. Em 1959, fundou o Grupo Neoconcreto, ao lado de artistas como Amilcar de Castro, Lygia Clark, Lygia Pape e Franz Weissmann.
Na década de 1960, Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de "antiarte por excelência" e uma pintura viva e ambulante. O Parangolé é uma espécie de capa (ou bandeira, estandarte ou tenda) que só mostra plenamente seus tons, cores, formas, texturas e grafismos, e os materiais com que é executado (tecido, borracha, tinta, papel, vidro, cola, plástico, corda, palha) a partir dos movimentos de alguém que o vista. Por isso, é considerado uma escultura móvel.

Em 1965, foi expulso de uma mostra no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro por levar ao evento integrantes da Mangueira vestidos com parangolés. A experiência dos morros cariocas fazia parte da dimensão da sua obra. É autor da conhecida frase "Seja marginal, seja herói", que escreveu em uma bandeira sobre a foto de um traficante morto publicada em um jornal carioca em 1968, durante a ditadura.
Foi também Hélio Oiticica, um dos grandes inspiradores do movimento tropicalista com o penetrável Tropicália. Sua obra ajudou a consolidar uma estética do movimento tropicalista na música brasileira, nos anos 1960 e 1970. Oiticica o chamava de "primeiríssima tentativa consciente de impor uma imagem "brasileira" ao contexto da vanguarda".

Os penetráveis têm como pré-requisito a incursão do visitante, ou seja, os ambientes coloridos só funcionam com a presença do espectador.


Outras de suas criações são os bólides, recipientes cheios de pigmento que trazem a cidade para uma mostra de arte. Um conjunto tem água da Praia de Ipanema e o asfalto da Avenida Presidente Vargas, "que espreitam o espaço" e esperando o público para detonar experiências estéticas.
De 1970 a 1978, Oiticica viveu em Nova York, onde participou da mostra Information, realizada pelo MoMA (Museu de Arte Moderna).
Hélio Oiticica, morreu em 20 de março de 1980, aos 42 anos. Um ano após a sua morte, foi criado no Rio de Janeiro o Projeto Hélio Oiticica, para preservar a obra do artista. A Secretaria municipal de Cultura do Rio criou o Centro de Artes Hélio Oiticica em 1996.

O museu de Inhotim, em Minas Gerais, também conta com obras de Oiticica, incluindo o penetrável "Magic square # 5" e uma versão da série "Cosmococa", feita com Neville D'Almeida.









sexta-feira, 11 de junho de 2010

Victor Grippo


Victor Grippo (Argentina 1936-2002) foi um artista reconhecido internacionalmente por sua arte conceitual. No seu trabalho buscava uma convergência entre a ciência e a arte, logicamente marcado por sua dupla formação ( química e farmácia pela Universidade de La Plata) , fazia uso de materiais nativos de seu país.



Sobre a mesa está escrito :

Ya llegará el tiempo del espiritual prodigio. Ya la luna encantada se transmutará en rosa.


Encontrei muita informação , mas prefiro não postar devido ao fato de não ter certeza da sua autenticidade, espero confirmar essas informações na exposição para depois postar elas com mais convicção.

Feiarte 2010

Ois!!


Não sei se vocês tão sabendo, mas tá acontecendo a Feiarte 2010 aqui em POA!!
Mais informações seguem abaixo:

"A Feiarte – Feira Internacional de Artesanato, um dos maiores eventos de artesanato do Brasil, chega em sua 23ª edição em Porto Alegre. Representantes de 37 países e de quase todos os estados brasileiros estarão presentes com estandes. Esse volume de vendedores traz em torno de 10 mil ítens diferentes para comercializar na feira, distribuídos em aproximadamente 250 estandes. Durante os dias do evento, em torno de 100 mil pessoas visitam a feira.

A FEIARTE é um dos principais eventos de artesanato mundial realizado no Brasil, reunindo o melhor do artesanato de quatro continentes e da produção dos estados brasileiros. Aberta a todas as origens e níveis de trabalhos manuais.

Este ano, a Feiarte – Feira Internacional de Artesanato, que será realizada de 11 a 20 de junho, está em nova casa. Pela primeira vez, o tradicional evento acontece no Pavilhão do Centro de Eventos da Fiergs, (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul). O espaço, mais moderno e com infraestrutura de ponta para atender visitantes e expositores, fica na Avenida Assis Brasil, 8787.

Tradicionalmente participam da feira associações, microempresas, orgãos públicos e privados de fomento e incentivo à produção artesanal, delegações oficiais dos países e artesãos individuais.

O objetivo da FEIARTE é incentivar o intercâmbio cultural, técnico e comercial entre artesãos e visitantes, promovendo negócios no atacado com lojistas e no varejo com o consumidor-final e possibilitando ao público conhecer o que há de melhor em diversas culturas, incluindo, além do artesanato, a culinária, os costumes e as danças típicas."

Para ver a lista completa dos expositores acesse o site do evento: http://www.feiarters.com.br.


Ahh, e na próxima semana é a noosa oficina, minha e do Valter!!!
Mais detalhes na terça... He! He!!
Até lá!! :D

domingo, 6 de junho de 2010

“Um Documentarista se dirige à Cientistas: Arte, ciência e desenvolvimento”

Oi pessoal, estava lendo um artigo chamado “Um Documentarista se dirige à Cientistas: Arte, ciência e desenvolvimento” de João Moreira Salles na Folha de São Paulo, e como falamos muito sobre o assunto da interdisciplinaridade, resolvi colocar um trecho deste artigo aqui, que tem muito a ver com o que falamos:

"(...)Em 1959, o físico e escritor inglês C.P. Snow deu uma famosa palestra na Universidade de Cambridge sobre a relação entre as ciências e as humanidades. Snow observou que a vida intelectual do Ocidente havia se partido ao meio.
De um lado, o mundo dos cientistas; do outro, a comunidade dos homens de letras, representada por indivíduos comumente chamados de intelectuais, termo que, segundo Snow, fora sequestrado pelas humanidades e pelas ciências sociais. As características de cada grupo seriam bem peculiares. Enquanto artistas tenderiam ao pessimismo, cientistas seriam otimistas.
Aos artistas, interessaria refletir sobre a precariedade da condição humana e sobre o drama do indivíduo no mundo. O interesse dos cientistas, por sua vez, seria decifrar os segredos do mundo natural e, se possível, fazer as coisas funcionarem. Como frequentemente obtinham sucesso, não viam nenhum despropósito na noção de progresso.
Estava estabelecida a ruptura: de um lado, o desconforto existencial, agravado pela perspectiva da aniquilação nuclear; do outro, a penicilina, o motor a combustão e o raio-X. Na qualidade de cientista e homem de letras, Snow se movia pelos dois mundos, cumprindo um trajeto que se tornava cada vez mais penoso e solitário.
"Eu sentia que transitava entre dois grupos que já não se comunicavam", escreveu. Certa vez, um amigo seu, cidadão emérito das humanidades, foi convidado para um daqueles jantares solenes que as universidades inglesas cultivam com tanto gosto. Sentando-se a uma mesa no Trinity College -onde Newton viveu e onde descobriu as leis da mecânica clássica- e feitas as apresentações formais, o amigo se virou para a direita e tentou entabular conversa com o senhor ao lado.
Recebeu um grunhido como resposta. Sem deixar a peteca cair, virou-se para o lado oposto e repetiu a tentativa com o professor à sua esquerda. Foi acolhido com novos e eloquentes grunhidos.
Acostumado ao breviário mínimo da cortesia -segundo o qual não se ignora solenemente um vizinho de mesa-, o amigo de Snow se desconcertou, sendo então socorrido pelo decano da faculdade, que esclareceu: "Ah, aqueles são os matemáticos.
Nós nunca conversamos com eles". Snow concluiu que a falta de diálogo fazia mais do que partir o mundo em dois. A especialização criava novos subgrupos, gerando células cada vez menores que preferiam conversar apenas entre si”.

O fato de as exatas e as humanas estarem tão distantes uma da outra não é de agora. Isso vem de muito tempo, e acho que ler esse artigo é muito importante para todas as áreas. Todo o artigo está aqui: http://docs.google.com/View?id=dgv27qmf_60ff7bshdb

sábado, 29 de maio de 2010

Veja o Passado da Educação

Exposição em museu de Porto Alegre revela como era a sala de aula no início do século 20

Um ensino baseado na repetição, na punição, no medo e no respeito ao professor, um sábio que não tem nada a aprender com os alunos. A descrição define um método de educação que hoje mais parece um filme em preto e branco de Alfred Hitchcock, mas que era a base do ensino.

As imagens que formam esse retrato sem cor estão na exposição Ivo Viu a Uva: Mudanças e Permanências na Educação Republicana, aberta a visitação no museu Júlio de Castilhos até agosto. Baseada em uma pesquisa histórica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a mostra traz objetos e conceitos que formaram o método educacional que nasceu com a República, em 1889, e perdurou até meados da década de 50. Durante a visita, estudantes poderão conhecer a palmatória, um antigo instrumento utilizado pelos professores para manter alunos “na linha” ou o Chapéu de Burro, que servia para humilhar o estudante malcomportado.

– Bater nos alunos é impensável nos dias de hoje, inclusive, passou a ser considerado crime desde os anos 80 – afirma o diretor do Museu Julio de Castilhos, Luiz Capra.

Outros instrumentos eram utilizados para reprimir estudantes, como o formato dos prédios das instituições de ensino. Segundo a coordenadora técnica do museu Andrea Reis, muitas escolas já eram construídas buscando a falta de privacidade.

Serviço
- O que: exposição Ivo Viu a Uva: Mudanças e Permanências na Educação Republicana
- Quando: até agosto, de terças a sábados, das 10h às 18h
- Quanto: entrada franca
- Onde: Museu Júlio de Castilhos (Rua Duque de Caxias, 1205, centro, Porto Alegre)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Enquanto isso...

Muitos registros fotográficos das oficinas realizadas na disciplina. Aos poucos vou atualizando as postagens. Peço aos proponentes das oficinas que postem mais material referente ao trabalho que foi realizado.

Neste último mês, muitas perguntas nos inquietaram: que relação podemos fazer entre bolhas de sabão e arte contemporânea? Comer bolo de chocolate em uma aula de química? Em uma aula de biologia podemos desenhar corações? O que pode uma coisa ter a ver com outra e com a discussão desta disciplina?

 Arte contemporânea e bolhas de sabão - Oficina de Camila, Ana Paula e Vânia - 27/04/2010



Bolo de chocolate e aula de química? - Oficina de Jennifer, Fernanda e Daiana - 27/04/2010



Corações na aula de Biologia - Oficina de Amanda - 11/05/2010

Alquimia, Química e Anime


Olá colegas! estou postando um vídeo feito por mim, onde tento aproximar um pouco os interesses do aluno com a Química. Esse vídeo tem por objetivo despertar o interesse do aluno e não ensinar um determinado conteúdo. Fiz o vídeo pensando como público alvo alunos do primeiro ano do Ensino Médio. É um vídeo simples , mas tem como objetivo quebrar o tradicional.
Espero que gostem.

terça-feira, 25 de maio de 2010