terça-feira, 25 de maio de 2010

As escolas de antigamente?


Muitos textos importantes já foram postados!! Ative-me a buscar uma imagem que contribuísse na nossa reflexão sobre o processo de alfabetização, pelo qual todos nós já passamos algum dia!!
Estou muito curiosa para ver a exposição! Com certeza contribuirá muito para enriquecer nossas aulas. Olhando as imagens das cartilhas que já foram postadas fiquei pensando e me perguntando: A escola atual está tão moderna assim... ??

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cartilha de alfabetização e cultura escolar: Um pacto secular

“No Brasil, a partir da última década do século XIX, com a organização republicana da instrução pública, observa-se o início de um movimento de escolarização das práticas de leitura e escrita e de identificação entre o processo de ensino inicial dessas práticas e a questão dos métodos. A partir de então, a cartilha vai-se consolidando como um imprescindível instrumento de concretização dos métodos propostos e, em decorrência, de configuração de determinado conteúdo de ensino, assim como de certas silenciosas, mas operantes, concepções de alfabetização, leitura, escrita e texto, cuja finalidade e utilidade se encerram nos limites da própria escola e cuja permanência se pode observar até os dias atuais. O objetivo deste artigo é, mediante análise dessas questões, problematizar a relação entre cartilha de alfabetização e cultura escolar e seus desdobramentos na história da educação e da alfabetização em nosso país.”

A citação acima é o resumo de um artigo escrito pela professora Maria do Rosário Longo Mortatti (FFC – Unesp/Marília ) sobre as cartilhas de alfabetização escolar. O artigo na integra encontra-se no endereço http://cursoschafic.com/cartilhaalfabetizacao.pdf

O poder na alfabetização...

Ler e escrever deve implicar em uma maior autonomia aos membros de uma sociedade, por isso durante muito tempo não interessava que o "povo" pudesse usufruir desse poder.
A educação e a alfabetização se restringiam à elite, e a cartilha acompanhava igualmente esse processo de elitização e exclusão.
As primeiras que chegaram no Brasil eram importadas, dificultando assim seu acesso e disseminação, mas com o tempo a Cartilha consegui ocupar um papel importante na alfabetização brasileira..
Posto aqui, alguns exemplos que encontrei nesse site

http://www.crmariocovas.sp.gov.br/obj_a.php?t=cartilhas01




Método Castilho para o ensino rapido e aprasivel do ler impresso, manuscrito e numeração, e do escrever.Antonio Feliciano de Castilho. Ilustração de Bordallo.

(Obra tão própria para as escolas como para uso das famílias, inteiramente refundida e augmentada de várias lithographias) Antonio Feliciano de Castilho. 2.e. Lisboa: Imprensa Nacional, 1853. [A 1a. edição é, provavelmente, de 1850. Em 1855, Antonio de Castilho veio ao Brasil divulgar seu "Método" de alfabetização.]







Cartilha MaternalJoão de Deus. (Ilustrações de José Rui) Lisboa: Convergência, 1977.
[A 1a. edição é de 1876 e o Centro de Memória da Unicamp possui um exemplar da 5a. edição, publicado em 1881 pela Imprensa Nacional (Lisboa). Maria do Rosário Longo Mortatti (2000) assinala que o método de alfabetização de João de Deus foi introduzido na Escola Normal de São Paulo em 1883, pelo então professor Antonio da Silva Jardim, e registra que em 1897 o governo paulista importou vários exemplares da Cartilha Maternal de João de Deus para distribuir nas escolas do estado.]






ABC da Infância Primeira coleção de cartas para aprender a ler.
107 e. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1956. [De autoria anônima, a 1a. edição dessas "cartas de ABC" é de 1905. Há, entretanto, indícios de que essa publicação é a introdução do Livro da Infância de Augusto Emílio Zaluar, escritor português radicado no Rio de Janeiro. As "cartas de ABC" representam o método mais tradicional e antigo de alfabetização, conhecido como "método sintético": apresenta primeiro as letras do alfabeto (maiúsculas e minúsculas; de imprensa e manuscritas), depois apresenta segmentos de um, dois e três caracteres, em ordem alfabética (a-é-i-ó-u, ba-bé-bi-bó-bu, ai-ei-oi-ui, bai-bei-boi-bui, etc); e, por fim, palavras cujas sílabas são separadas por hífen (An-tão, A-na, An-dei, A-mar; Ben-to, Bri-tes, Bus-car, Ba-ter, etc. A sobrevivência desse livro até 1956, data desta 107a. edição, denota a sobrevivência desse modelo antigo de alfabetização.]




Cartilha Analítica. Arnaldo de Oliveira Barreto
63.e. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1955. [1a. edição 1909. O método analítico alfabetizava com palavras e sílabas, e se opunha ao antigo método, sintético, que ensinava as letras, o bê-a-bá.]



Nova Cartilha Analítico-Sintética. Mariano de Oliveira.
São Paulo: Melhoramentos, s.d. (1a. edição São Paulo: Weisflog & Irmãos [Melhoramentos], 1916). [Esta cartilha tentava conciliar dois métodos de alfabetização, o moderno e o antigo. De acordo com informações da editora Melhoramentos, foram produzidos 825.000 exemplares desde a primeira edição, de 1916, até a última, a 185a. edição de 1955.]



Cartilha Proença. Antonio Firmino Proença. Ilustrações de Oswaldo Storni
11.e. a 15.e.São Paulo: Melhoramentos, s.d. [1a. edição 1926. Até a última edição (84ª) foram produzidos 145.000 exemplares.]


Cartilha do Povo. Para ensinar a ler rapidamente. Lourenço Filho
116.e. São Paulo: Melhoramentos, 1939. [Teve ampla adoção nas escolas.1a. edição, 1928 e última, a 2.204a. edição, 1994. Conforme dados da editora Melhoramentos, foram produzidos mais de 10 milhões de exemplares. Um fato curioso da Cartilha do Povo foi a omissão do nome de seu autor até a 115ª edição com o intuito de reforçar seu "caráter popular".]








Cartilha Sodré: Benedicta Stahl Sodré
219.e. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1951. [Não foi possível localizar a editora que publicou as primeiras edições, cuja 1a. edição é de 1940. A partir da 46a. edição, de 1948, a Cartilha Sodré passou a ser publicada pela Companhia Editora Nacional. Conforme dados da editora, de 1948 até 1989, data da última edição, a 273a., foram produzidos 6.060.351 exemplares. Em 1977, ela foi remodelada por Isis Sodré Verganini. Além da alteração no formato da cartilha, foram acrescentadas mais de 30 páginas.] Diário de Lições. Delphina Spiteri Passos [Caderno do professor indicando como se deveria trabalhar em sala de aula com a Cartilha Sodré, lição da para.]




Caminho Suave (Alfabetização pela Imagem): Branca Alves de Lima
68. e. São Paulo: Branca Alves de Lima, 1965. Aprovado pela Comissão Nacional do Livro didático (Pareceres no. 398 e 431 de 1948). [Essa cartilha, cuja 1a. edição é de 1948, parece ter sido um fenômeno de vendas no Brasil: calcula-se que todas edições, até a década de 1990, venderam 40 milhões de exemplares.] Há um exemplar de edição bem posterior, dos anos de 1980, quando a cartilha foi modificada e vários exercícios foram incluídos.



No Reino da Alegria : Doracy de Almeida.
São Paulo: IBEP, s.d. [Publicada pelo IBEP - Instituto Brasileiro de Edições Pedagógicas em 1974, a cartilha No Reino da Alegria tem formato bem maior que suas antecessoras. A introdução de exercícios após cada lição e o uso dos quadrinhos e tiras nas ilustrações foram também inovações importantes.]

domingo, 23 de maio de 2010

"Ivo viu a uva": ainda aprendemos a ler assim?

Lembram? Ivo viu a uva, vovó viu o ivo, va ve vi vo vu.... Como aprendemos a ler? Qual o sentido desse tipo de aprendizado em que as sílabas tem que ser repetidas e utilizadas mesmo que não façam sentido algum?

No dia 01 de junho vamos visitar a exposição "Ivo viu a uva": mudanças e permanências na educação republicana, no Museu Júlio de Castilhos, que fica na Rua Duque de Caxias, 1205, no centro de Porto Alegre. Desde então, o que mudou e o que permanece? O quanto ainda somos disciplinados, o quanto ainda disciplinamos através do que ensinamos?

Confiram a descrição da exposição:

"IVO VIU A UVA" MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS NA EDUCAÇÃO REPUBLICANA

Período: 12/05 à 04/09/2010

Nova exposição temporária,reforça o papel social e o compromisso público do Museu Julio de Castilhos como agente cultural, retomando a memória escolar. “Ivo Viu a Uva; abordará a educação brasileira e riograndense, no recorte temporal compreendido entre o final do século XIX e a década de 1950, do século XX. A concepção museológica e os cenários foram montados com embasamento no conceito arquitetônico do “Panóptico”, conceito onde se é visto e se vigia. Serão exibidas peças de significativo valor histórico pertencentes ao acervo do Museu, como uma prova de 1880 que pertenceu a Borges de Medeiros, ou uma palmatória, instrumento usado para castigo físico nos alunos, além de tipos de carteiras escolares, uniformes, recursos e materiais didáticos, entre outros. A pesquisa histórica resulta do trabalho da equipe técnica do MJC com a colaboração de pesquisadoras acadêmicas da área da história da educação vinculadas à UFRGS.

Alguns objetos são oriundos de empréstimos de instituições colaboradoras como o Memorial do Colégio Bom Jesus Sévigné, o Museu e Arquivo Histórico La Salle (Canoas), o Museu da UFRGS, Museu Metodista de Educação Bispo Isac Aço, e o Museu Olivio Otto (Carazinho), distribuídos entre nove nichos temáticos que proporcionarão ao visitante, a experiência de projetar sua imaginação acerca da educação, do ensino e do aprendizado.

Mais informações:  http://www.museujuliodecastilhos.rs.gov.br/


Para ajudar a pensar na exposição, um pouco de Mafalda:




Como era a educação dos nossos pais e avós? O que mudou, o que permanece?

sábado, 22 de maio de 2010

HORIZONTE EXPANDIDO



já estou ansiosa para ver.....

de 26 de maio a 15 de agosto de 2010 Entrada franca
Um encontro com a geração que ampliou os limites da arte contemporânea e construiu novas possibilidades de contato entre arte e público


MOSTRA CULTURAL videoinstalações vídeos objetos fotos filmes livros ações

Curadoria: André Severo e Maria Helena Bernardes

Horizonte Expandido apresenta um conjunto de trabalhos produzidos no contexto dos anos 60 e 70 por artistas que procuraram refletir, não apenas sobre questões do terreno da arte, mas também sobre a vida. Com a colaboração de oito instituições e emprestadores nacionais e internacionais, a exposição propicia um maior contato do público com obras e registros de experiências artísticas radicais – em sua maioria inéditas no Brasil – que inauguraram novas possibilidades de contato entre arte e público. Horizonte Expandido é norteada pelo princípio do encontro. Não apenas entre público e obras, mas entre o público e os artistas presentes na exposição.

Ao visitar a mostra você entrará em contato com obras e documentos que trazem a presença viva do artista no espaço expositivo: sua voz, seu rosto, seu corpo e seus manuscritos deixam um rastro que expõem seus pensamentos.

Visite a mostra. Participe dos debates, dos lançamentos de livros, filmes e de todas as atividades planejadas simultâneas à mostra.

Terça a sexta, das 10h às 19h
Sábados, domingos e feriados, das 11h às 19h

www.santandercultural.com.br/programacao/artesvisuais.asp


sexta-feira, 21 de maio de 2010

UM TEXTO INTERESSANTE SOBRE O USO DAS CARTILHAS...

IN: http://www.tramaweb.com.br/cliente_ver.aspx?ClienteID=44&NoticiaID=5850

Vovô não viu a uva

(...)

A era das cartilhas
Até meados da década de 80, vigoravam no Brasil as concepções tradicionais de alfabetização, centradas na idéia de que a escrita se limitava a um código de representação da linguagem oral. O grande ícone dessas concepções tradicionais eram as cartilhas, já que a atenção dos educadores voltava-se para a forma, para os signos e sinais.

Não havia, portanto, preocupação com o entendimento do significado e com contextualização da leitura e da escrita. As crianças eram expostas a textos sem sentido. É o caso do clássico vovô viu a uva. "Muitas vezes a criança não tinha um avô, nem sabia o que era uma uva. Ela repetia e escrevia algo que não fazia parte de seu universo e que, por isso, não contribuía para o desenvolvimento de uma função social para a escrita", observa o diretor de conteúdo do Pueri Domus Escolas Associadas e coordenador das publicações do grupo, Lilio Paoliello.

A percepção de que os métodos tradicionais de alfabetização eram falhos levou os educadores a reverem seus conceitos e a pensarem num novo modelo, calcado no letramento. A nova concepção que surge a partir desse momento enfatiza o uso social e a dimensão simbólica dos textos, cujos significados - determinados histórica e culturalmente - são construídos a partir da interação com os membros da comunidade. A noção de letramento significa que o grande problema não é ensinar a criança os códigos, mas as práticas sociais da escrita. É o letramento que dá sentido à alfabetização.

Extremismo conceitual
No Brasil, muitos educadores ansiosos por abandonar o criticado modelo das cartilhas, interpretaram mal a concepção do uso social da escrita e da leitura. Assim, o conceito de letramento foi levado ao extremo e acabou por sobrepor o de alfabetização, como se eles fossem antagônicos. Esse extremismo levou à disseminação da idéia equivocada de que a alfabetização não necessita de um trabalho pedagógico sistemático.

Na contramão dessa idéia, os conceitos de alfabetização e letramento, apesar de independentes, são indissociáveis e complementares. A tendência a focar o ensino infantil só no letramento gera um quadro de deficiência educacional. Exemplo disso é a grande quantidade de crianças do 5ª ano que não sabem fonemas e grafemas, porque estudaram em escolas que deixaram de lado a sistematização do conteúdo.

Uma das opções para melhorar a qualidade da educação brasileira requer a aplicação de métodos múltiplos, que conciliem alfabetização e letramento. É preciso resgatar a sistematização dos conteúdos da linguagem e atentar para sua importância no processo de aquisição do sistema convencional alfabético e ortográfico, necessário para o uso funcional da escrita.

(...)

E MAIS...

Na minha pesquisa de algo relacionado à exposição do Museu Júlio de Castilhos, “Vovô viu a uva” e encontrei esta pérola da Hanna-Barbera. Confiram:

http://seriesedesenhos.com/br2/index.php?option=com_content&view=article&id=2765:qvovo-viu-a-uva-1974q&catid=85:desenhos-1950-a-2009-&Itemid=69

Oficina "Evolução das Tintas"



Na oficina "Evolução das Tintas através da Arte" buscou relacionar o avanço da ciência química e de como o homem introduziu na arte pictórica, passando pelo período paleolítico, arte egipcia, período clássico e o início do realismo com a utilização de tintas óleo.

Nas escolas pode ser desenvolvido um projeto interdisciplinar/transdisciplinar, entre os professores de arte, história, geografia e química, pois a evolução da ciência está intimamente relacionada com o clima, a sociedade e a política de uma região, sendo um assunto rico para ser explorado por essas disciplinas em conjunto.

A imagem acima foi utilizada na apresentação da oficina, é do pintor Jan Van Eyck denominada "O Casal Arnolfini" de 1434. É considerada uma importante obra, pois é umas das primeiras que usa tinta à óleo. O pintor moía os pigmentos e os misturavam com óleo de linhaça, mas não se sabe se na época era usado algum tipo de elemento volátil para facilitar a secagem que era muito lenta. Nessa obra podemos perceber que Jan Van Eyck soube utilizar bem a técnica, dando aspecto tridimensional a pintura.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Registros da Oficina "Ditado de Imagem"

Pessoal, aí estão algumas fotos da oficina realizada no dia 27 de abril...










Projeto Amora





Olá colegas, eu estava dando uma olhada no site do projeto Amora do colégio aplicação, que já foi comentado muitas vezes em aula , para saber melhor como ele funciona, estou postando o link para vocês.

domingo, 9 de maio de 2010


Posto a imagem que usamos na oficina: ADO MALAGOLI, Composição com Figura, 1949. Óleo s/ tela, 58 x 69 cm. Esta reprodução foi tirada do site: www.ufrgs.br/acervoartes (o qual esquecemos de colocar na bibliografia). Esse site apresenta a digitalização das obras do Acervo Artístico da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo – IA/UFRGS, uma pequena biografia de cada artista e o histórico do acervo. É muito interessante tê-lo como referência pois as obras tem uma boa qualidade para impressão e é uma importante referência sobre arte no Rio Grande do Sul, assim como o site do MARGS também merece ser visitado caso esse seja o interesse. (www.margs.rs.gov.br )


Um livro legal (que também esquecemos de citar na bibliografia) é: 300 propostas de artes visuais, de Ana Tatit e Maria Silvia M. Machado. Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 2003. O livro traz propostas a partir de diversas técnicas, linguagens e materiais.


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Oficina Impressões de uma "plaoc"

A imagem acima é uma reprodução da obra do artista Rogério Livi, que nos inspirou a realizar a oficina.

Rogério Livi trabalha com desenhos através de bolhas de sabão.

“(...) desenhos que projetam e registram eventos fugazes. Com instrumentos (...) o artista constrói com paciência estruturas delicadas que repentinamente estouram e imprimem no plano o inusitado (...)”1.

Criamos essa oficina que consiste no resgate da memória, da nossa própria realidade, e do que é efêmero. E com o auxilio das bolhas de sabão, assim como Rogério, vamos trabalhar com a eternização do que, antes, era algo passageiro.

1. http://www.subterranea.art.br/mostras_rogerio_livi.html

http://desdobramentos.pbworks.com/

Camila, Ana Paula e Vânia

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Registros e fotos

Desde o início da disciplina em março deste ano já fizemos muitas coisas. Os registros e fotos estão se acumulando, o tempo passando. Com um pouco de atraso, vou colocando algumas das fotos:



Aula no Laboratório de Informática - LIES - Faced - UFRGS - março 2010 - Um blog em construção...




Visita ao Museu da UFRGS - Exposição "Em casa, no universo".


O que aprendemos até aqui sobre tempos e espaços escolares?

segunda-feira, 26 de abril de 2010


Amanhã!

Dia 27 de Abril: PREPAREM-SE!!!

E não esqueçam da camiseta!!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Oficina Música e Teatro




















Gostaram de cantar e brincar com o corpo?
Vejam as fotos da nossa oficina, realizada na última aula!!
Vocês foram ótimos!!
Obrigada pela atenção e colaboração!!
Abraços,
Mára e Luisa

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Química na nossa vida


Olá pessoal , nossa oficina será 27/04. Pretendemos mostrar onde a química está na nossa vida, fazer o resgate de que tanto ouvimos as pessoas reclamarem que não é feito, que seria mostrar onde está a utilização, onde ocorre a tal química , saindo um pouco do papel.




Pedimos que durante essa semana vocês observem a química na cozinha ...onde ela ocorre?..como ela ocorre? qual a relação com os alimentos?


Nos vemos semana que vem!!!!!






Daiana , Fernanda e Jennifer

domingo, 18 de abril de 2010

Contribuição

A Vânia nos falou e mostrou, através das artes, as diferentes representações de céus. Procurei mais algumas imagens em que podemos ver outras maneiras que os artistas encontraram para essa representação.


Monet

Iberê Camargo

Van Gogh

Iberê Camargo

Van Gogh

Monet

Delacroix






sábado, 17 de abril de 2010

Música & Teatro

Olá pessoal!!!
Na terça -feira - 20/04/10 - realizaremos uma oficina bem interessante, integrando a música e o teatro.
Sugerimos que venham com roupa adequada para sentar,
cantar,
brincar,
levantar,
abraçar,
rir!!!
Voltar a ser criança...
Existem muitas formas de aprender: uma delas é se divertindo!
Serão vivências musicais e testrais lúdicas e criativas.
Aguardamos a todos!
Até,
Mára e Luisa

quinta-feira, 15 de abril de 2010

As crianças devem ir à escola?

SIM!!!!
SIM!!!
SIM!!
SIM!
SIM.
SIM...
TALVEZ?
TALVEZ.
TALVEZ!
NÃO...
NÃO.
NÃO!
NÃO!!
NÃO!!!
NÃO!!!!

A questão é: como resolver essa equação, essa ambiguidade que nos cerca?
Como definiremos nossos parâmetros?
Num cada um por si e deus por todos, ou num esforço conjunto?
E o que fazer com as idéias retrógradas e as acomodações?
E o poder público, que papel deve ter?
(...)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Pessoal, depois da oficina de hoje, com os animaizinhos de papel que fizemos, estou repassando o link pra quem quiser dar uma olhada.
É esse aqui: http://cp.c-ij.com/en/contents/2026/list_15_1.html

"Sorria, você está sendo disciplinado"

As crianças ainda devem ir a escola?

De que forma estamos todos presos, de alguma forma, a um poder disciplinar? Quais os tempos e espaços da disciplinarização e da docilização dos corpos na escola? Qual o nosso papel, como professores e professoras, na microfísica do poder que envolve os tempos e espaços da escola moderna?
Essa e outras questões vamos debater a partir do texto de Alfredo Veiga-Neto, Espaços, tempos e disciplinas: as crianças ainda devem ir à escola?.

Para aquecer e contextualizar a nossa discussão, assistam ao vídeo da série "Ser ou não ser" apresentado e organizado pela filósofa Viviane Mosé e apresentado há alguns anos atrás no programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão. O episódio abaixo trata sobre o poder disciplinar: vivemos em uma sociedade Big Brother?


Ser ou Não Ser: Viviane Mosé from Carlos Batista on Vimeo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Para onde vamos? Onde queremos chegar?

Ao ler o post do Guilherme, logo me veio em mente a fala que ouvi no sábado, na Formação de Professores da Fundação Iberê Camargo.
[obs: ia deixar para postar durante a semana, para primeiro ler e pensar mais sobre o assunto, mas aí, antes de desligar o PC resolvi postar o que escrevi hoje mesmo, para não adiar e consequentemente não postar em função da tal ‘falta de tempo’. O texto pode estar meio confuso, mas são tantas coisas borbulhando na minha cabeça... enfim, é o penso hoje sobre o assunto. Amanhã, não sei...]
Voltando:
Quem estava presente, era Luiz Camnitzer curador pedagógico da 6ª Bienal do Mercosul e da FIC. Ele comentou justamente sobre essa arrogância, presente em muitos professores “donos da verdade”. Citou dois tipos de professores: aqueles que tem um monte de informações e que distribuem aos alunos, que aí pensam estar educados; e aqueles que reconhecem não saber tudo e que buscam essa construção (do conhecimento) junto com os alunos – professores e alunos deveriam/devem formar uma equipe, e ainda diz (entre risos) que o estado deveria financiar ambos.
No caso de algumas áreas – principalmente nas humanas, ainda há um não reconhecimento da área específica. Percebe-se isso quando faltam professores com a formação específica, e aí qualquer um pode então lecionar a disciplina (artes, filosofia, sociologia...).
Mais uma amostra da dificuldade, dos professores e das pessoas em geral, em ser modestos e assumir a própria ignorância. Ninguém consegue saber tudo. Parece que nos tempos que vivemos, não há tempo para a experiência. Não há tempo a “perder” com reflexões. Todos precisam estar ligados em tudo, mesmo que leram apenas a manchete da notícia, “devem” expressar sua opinião acerca daquilo. E então, continuamos correndo contra o tempo adquirindo conhecimentos rasos, sobre o máximo de coisas possíveis – para assim, não estarmos fora da “realidade” atual... Mas onde será que iremos chegar? Onde queremos chegar???
Encerro [cheia de questionamentos e dúvidas] mas querendo deixar uma citação do texto: Notas sobre a experiência e o saber de experiência, de Jorge Larrosa:

“A experiência, a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos toque, requer um gesto de interrupção, um gesto que é quase impossível nos tempos que correm: requer parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais devagar, e escutar mais devagar; parar para sentir, sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar aos outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço.”

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Armadilha para professores


Durante a ida ao museu, percebi um ponto , que creio ser um armadilha à que todos estamos sujeitos (em especial nos cursos que se dizem mais cientificos). Falamos e cremos muito no que é “cientificamente comprovado”, mas muitas vezes acabamos nos fechando para tudo que é diferente daquilo em que acreditamos.

No terceiro semestre de formação em biologia ouvi duas perguntas muito bem colocadas feitas para uma turma de 50 alunos, a primeira foi : “Quem de vocês acredita na evolução?” (50 braços se ergueram imediatamente), a segunda foi: “quantos de vocês já leram a Origem das Espécies?” (nenhum braço se ergueu). Me pergunto no que realmente se baseiam as nossas convicções. A bagagem teórica que precisamos ter para ir a favor de algo é (ou ao menos deveria ser) tão grande quando a que deveríamos ter para ir contra esse mesmo algo.

Foi feita uma pergunta durante a exposição que me fez pensar: “Alguém sabe o que é o criacionismo?”. Será que algum de nós está mesmo apto a responder a esta pergunta? Creio que a maioria de nós e da comunidade cientifica cairíamos na mesma armadilha, responderia convictos e tão cheios de si, como portadores de verdade quanto uma criança ao ser perguntada sobre quem são Michelangelo, Donatelo, Leonardo e Rafael.

Enquanto não abrirmos nossas mentes e nos dispormos a aprender uns com os outros ao invés de nos exaltarmos como donos da verdade, continuaremos aprendendo sobre a vida das Tartarugas Ninjas, sem nunca aprender nada com o renascentismo.

Em 1912 Alfred Weneger descobriu que os continentes migram, fantástico não é? Se pararmos para ler mitologia grega ou algum livro religioso (não me detendo a bíblia), ouviremos idéias semelhantes serem propostas a milênios antes (se não me engano a regra é que a publicação mais antiga que conta não é???). Não quero de forma alguma tirar o crédito de Weneger, o que quero é deixar claro que orgulho só atrapalha o aprendizado. O que eu quero expor é que se não pararmos para ouvir e aprender até com um criacionista, nunca conseguiremos aprender com um aluno, nunca reconheceremos que muitas vezes estamos sim errados, e os alunos estão certos sim. Apoiar ou criticar sem conhecer o objeto de estudo é uma grande armadilha.

Precisamos entender que qualquer um que busque conhecimento vai alcança-lo, negar isso é o cumulo da ignorância, e nos condenará inevitavelmente a sermos os primeiros a acender as tochas para queimar o próximo Galileu.

Papel do estudo do universo para a biologia


Qual o papel do universo para a biologia?

Simples, não existiria vida se ele não fosse da maneira que é (não que isso diga alguma coisa).

Enfim, toda a vida conhecida na terra esta sobre a influencia direta de dois astras principais, o sol e a lua. São estes astros que determinam o comportamento circadiano de cara organismos (atividades diferentes no claro ou escuro), é este astro (ao menos sua luz) que determina a produção de diversos hormônios, é ele que possibilita a produção de energia a base de gás carbônico e água e é ele que dá energia térmica para o planeta. Até mesmo nas águas mais profundas, onde nem ao menos a luz solar chega, os corpos celestes tem sua influência, porém representada pela lua que age afetando as marés e a posição dos diferentes organismos nos corpos d'água.

Gabriel Sierra

Esse artista nasceu em San Juan Nepomuceno, Colômbia, em 1975. Expôs na última Bienal do Mercosul, na mostra Ficções do Invisível - mostra essa que pretendia mostrar os processos artísticos dos artistas, obras que, em sua maioria, estavam inacabadas ou em processo de criação. Com a obra "Composição Espacial para Organizar uma Semana", Sierra subverte toda ordem modular. Questiona as fronteiras entre o interior e o exterior, os limites entre os espaços, e propõe dar-lhes volta construindo alternativas às funções que os espaços supõem. Questiona as estruturas invisíveis que regem nossa vida cotidiana: o ordenamento do tempo em meses, semanas e dias, e o ordenamento do espaço em construções com funções determinadas. O que acontece quando se rompe a ordem do tempo e do espaço? Como poderia ser um espaço não predeterminado, mas resultante de um vocabulário que se constrói no fazer?














A obra consistia basicamente em vidros, sujos pela poeira acumulada no Cais do Porto, e parecia um "labirinto" (a maioria das pessoas chamavam assim). Era proibido tocar nos vidros, a poeira fazia parte do processo de criação da obra, que estava em constante mutação. O público, obviamente, queria tocar, passar a mão, escrever o nome, etc. De certa forma, até essa intervenção das pessoas fazia parte da obra.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Étoiles et montagnes


Flávio Gonçalves - Porto Alegre 1966
É doutor em artes pela a Universidade de Paris 1, Sorbonne e Professor Adjunto do Instituto de Artes UFRGS, onde leciona desenho.
Étoiles et montagnes. Backlight, 101,05 x 43,5 cm, 2009.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

relações tempo-espaço-universo

Posto um vídeo que além de nos fazer pensar sobre espaço e tempo, também nos faz refletir sobre nosso lugar no mundo/universo/espaço ou o que for...
Bem... acho melhor que cada um olhe e pense um pouco!
Pelo menos para mim, o vídeo deixou muito a pensar...




Diferentes formas de olhar o céu...



Quando pensamos em céu a primeira imagem que vem a cabeça da maioria das pessoas é de um céu azul, com nuvens brancas... Mas o céu pode ser de todas as cores, você já reparou que tem dias que o céu possui tons de rosa, vermelho, laranja, lilás, as vezes cinza, azul escuro, as vezes tem nuvens e as vezes estrelas?

Há diferentes formas de olhar para as coisas...

Para mostrar isso cito os artistas Frida Kahlo e Edvard Munch, que não viveram na mesma época, mas trouxeram uma mesma representação em seus trabalhos: o céu, muito representado na história da arte. Ao olhar suas obras vemos que representações tão diferentes trazem o mesmo céu, mas visto com olhares distintos, pelo fato do próprio tempo e das questões que cada artista discutia.

Na imagem de Frida o céu é nebuloso, cinza, trazendo uma sensação fria, enquanto o quadro de
Munch usa várias cores quentes, envolventes, cada artista representa o céu a sua maneira, expressa a sua forma para o olhar o céu... Devemos abrir nossos olhares e olhar de todos os ângulos possíveis!



O Grito, de Edvard Munch (1863-1944)
Têmpera sobre tela
Museu Munch, Oslo


As duas Fridas(1939),
de Frida Kahlo(1907-1954)
Óleo sobre tela
1,73x1,73cm
Museu de Arte Moderna,
Cidade do México

O universo, nossa casa

Amanhã, dia 06/04, visitaremos a exposição "Em casa, no universo" no Museu da UFRGS.


 Qual afinal o tamanho do universo? Que parte conhecemos, ou julgamos conhecer?

"Hoje temos claro que toda a aventura humana, marcada por necessidades, buscas, dramas e conflitos se passa num cenário que é um grão de poeira de um palco incomparavelmente maior. Sabemos que a matéria que compõe a Terra e os outros planetas, o Sol e as outras estrelas, e mesmo nossos corpos, é uma fração pequena, uns 4% apenas, de tudo que existe. Ainda nos fazemos tantas perguntas como antes, algumas delas muito antigas: O que somos? De que somos? Onde estamos? Estamos sós?" (Catálogo da Exposição "Em casa, no universo").

Cientistas, artistas, poetas, escritores, profissionais de todos os tipos continuam olhando para o céu, tentando descobrir ou inventar alguma coisa para responder essas perguntas... E vocês?



"Celestial Pablum", de  Remedios Varos, artista espanhola que viveu entre 1908 e 1963.