
terça-feira, 25 de maio de 2010
As escolas de antigamente?

segunda-feira, 24 de maio de 2010
Cartilha de alfabetização e cultura escolar: Um pacto secular
“No Brasil, a partir da última década do século XIX, com a organização republicana da instrução pública, observa-se o início de um movimento de escolarização das práticas de leitura e escrita e de identificação entre o processo de ensino inicial dessas práticas e a questão dos métodos. A partir de então, a cartilha vai-se consolidando como um imprescindível instrumento de concretização dos métodos propostos e, em decorrência, de configuração de determinado conteúdo de ensino, assim como de certas silenciosas, mas operantes, concepções de alfabetização, leitura, escrita e texto, cuja finalidade e utilidade se encerram nos limites da própria escola e cuja permanência se pode observar até os dias atuais. O objetivo deste artigo é, mediante análise dessas questões, problematizar a relação entre cartilha de alfabetização e cultura escolar e seus desdobramentos na história da educação e da alfabetização em nosso país.”
A citação acima é o resumo de um artigo escrito pela professora Maria do Rosário Longo Mortatti (FFC – Unesp/Marília ) sobre as cartilhas de alfabetização escolar. O artigo na integra encontra-se no endereço http://cursoschafic.com/cartilhaalfabetizacao.pdf
O poder na alfabetização...
A educação e a alfabetização se restringiam à elite, e a cartilha acompanhava igualmente esse processo de elitização e exclusão.
As primeiras que chegaram no Brasil eram importadas, dificultando assim seu acesso e disseminação, mas com o tempo a Cartilha consegui ocupar um papel importante na alfabetização brasileira..
Posto aqui, alguns exemplos que encontrei nesse site
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/obj_a.php?t=cartilhas01

Método Castilho para o ensino rapido e aprasivel do ler impresso, manuscrito e numeração, e do escrever.Antonio Feliciano de Castilho. Ilustração de Bordallo.
(Obra tão própria para as escolas como para uso das famílias, inteiramente refundida e augmentada de várias lithographias) Antonio Feliciano de Castilho. 2.e. Lisboa: Imprensa Nacional, 1853. [A 1a. edição é, provavelmente, de 1850. Em 1855, Antonio de Castilho veio ao Brasil divulgar seu "Método" de alfabetização.]

Cartilha MaternalJoão de Deus. (Ilustrações de José Rui) Lisboa: Convergência, 1977.
[A 1a. edição é de 1876 e o Centro de Memória da Unicamp possui um exemplar da 5a. edição, publicado em 1881 pela Imprensa Nacional (Lisboa). Maria do Rosário Longo Mortatti (2000) assinala que o método de alfabetização de João de Deus foi introduzido na Escola Normal de São Paulo em 1883, pelo então professor Antonio da Silva Jardim, e registra que em 1897 o governo paulista importou vários exemplares da Cartilha Maternal de João de Deus para distribuir nas escolas do estado.]

ABC da Infância Primeira coleção de cartas para aprender a ler.
107 e. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1956. [De autoria anônima, a 1a. edição dessas "cartas de ABC" é de 1905. Há, entretanto, indícios de que essa publicação é a introdução do Livro da Infância de Augusto Emílio Zaluar, escritor português radicado no Rio de Janeiro. As "cartas de ABC" representam o método mais tradicional e antigo de alfabetização, conhecido como "método sintético": apresenta primeiro as letras do alfabeto (maiúsculas e minúsculas; de imprensa e manuscritas), depois apresenta segmentos de um, dois e três caracteres, em ordem alfabética (a-é-i-ó-u, ba-bé-bi-bó-bu, ai-ei-oi-ui, bai-bei-boi-bui, etc); e, por fim, palavras cujas sílabas são separadas por hífen (An-tão, A-na, An-dei, A-mar; Ben-to, Bri-tes, Bus-car, Ba-ter, etc. A sobrevivência desse livro até 1956, data desta 107a. edição, denota a sobrevivência desse modelo antigo de alfabetização.]
Cartilha Analítica. Arnaldo de Oliveira Barreto
63.e. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1955. [1a. edição 1909. O método analítico alfabetizava com palavras e sílabas, e se opunha ao antigo método, sintético, que ensinava as letras, o bê-a-bá.]
Nova Cartilha Analítico-Sintética. Mariano de Oliveira.
São Paulo: Melhoramentos, s.d. (1a. edição São Paulo: Weisflog & Irmãos [Melhoramentos], 1916). [Esta cartilha tentava conciliar dois métodos de alfabetização, o moderno e o antigo. De acordo com informações da editora Melhoramentos, foram produzidos 825.000 exemplares desde a primeira edição, de 1916, até a última, a 185a. edição de 1955.]
Cartilha Proença. Antonio Firmino Proença. Ilustrações de Oswaldo Storni
11.e. a 15.e.São Paulo: Melhoramentos, s.d. [1a. edição 1926. Até a última edição (84ª) foram produzidos 145.000 exemplares.]
Cartilha do Povo. Para ensinar a ler rapidamente. Lourenço Filho
116.e. São Paulo: Melhoramentos, 1939. [Teve ampla adoção nas escolas.1a. edição, 1928 e última, a 2.204a. edição, 1994. Conforme dados da editora Melhoramentos, foram produzidos mais de 10 milhões de exemplares. Um fato curioso da Cartilha do Povo foi a omissão do nome de seu autor até a 115ª edição com o intuito de reforçar seu "caráter popular".]
Cartilha Sodré: Benedicta Stahl Sodré
219.e. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1951. [Não foi possível localizar a editora que publicou as primeiras edições, cuja 1a. edição é de 1940. A partir da 46a. edição, de 1948, a Cartilha Sodré passou a ser publicada pela Companhia Editora Nacional. Conforme dados da editora, de 1948 até 1989, data da última edição, a 273a., foram produzidos 6.060.351 exemplares. Em 1977, ela foi remodelada por Isis Sodré Verganini. Além da alteração no formato da cartilha, foram acrescentadas mais de 30 páginas.] Diário de Lições. Delphina Spiteri Passos [Caderno do professor indicando como se deveria trabalhar em sala de aula com a Cartilha Sodré, lição da para.]
Caminho Suave (Alfabetização pela Imagem): Branca Alves de Lima
68. e. São Paulo: Branca Alves de Lima, 1965. Aprovado pela Comissão Nacional do Livro didático (Pareceres no. 398 e 431 de 1948). [Essa cartilha, cuja 1a. edição é de 1948, parece ter sido um fenômeno de vendas no Brasil: calcula-se que todas edições, até a década de 1990, venderam 40 milhões de exemplares.] Há um exemplar de edição bem posterior, dos anos de 1980, quando a cartilha foi modificada e vários exercícios foram incluídos.
No Reino da Alegria : Doracy de Almeida.
São Paulo: IBEP, s.d. [Publicada pelo IBEP - Instituto Brasileiro de Edições Pedagógicas em 1974, a cartilha No Reino da Alegria tem formato bem maior que suas antecessoras. A introdução de exercícios após cada lição e o uso dos quadrinhos e tiras nas ilustrações foram também inovações importantes.]
domingo, 23 de maio de 2010
"Ivo viu a uva": ainda aprendemos a ler assim?
No dia 01 de junho vamos visitar a exposição "Ivo viu a uva": mudanças e permanências na educação republicana, no Museu Júlio de Castilhos, que fica na Rua Duque de Caxias, 1205, no centro de Porto Alegre. Desde então, o que mudou e o que permanece? O quanto ainda somos disciplinados, o quanto ainda disciplinamos através do que ensinamos?
Confiram a descrição da exposição:
"IVO VIU A UVA" MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS NA EDUCAÇÃO REPUBLICANA
Período: 12/05 à 04/09/2010
Nova exposição temporária,reforça o papel social e o compromisso público do Museu Julio de Castilhos como agente cultural, retomando a memória escolar. “Ivo Viu a Uva; abordará a educação brasileira e riograndense, no recorte temporal compreendido entre o final do século XIX e a década de 1950, do século XX. A concepção museológica e os cenários foram montados com embasamento no conceito arquitetônico do “Panóptico”, conceito onde se é visto e se vigia. Serão exibidas peças de significativo valor histórico pertencentes ao acervo do Museu, como uma prova de 1880 que pertenceu a Borges de Medeiros, ou uma palmatória, instrumento usado para castigo físico nos alunos, além de tipos de carteiras escolares, uniformes, recursos e materiais didáticos, entre outros. A pesquisa histórica resulta do trabalho da equipe técnica do MJC com a colaboração de pesquisadoras acadêmicas da área da história da educação vinculadas à UFRGS.
Alguns objetos são oriundos de empréstimos de instituições colaboradoras como o Memorial do Colégio Bom Jesus Sévigné, o Museu e Arquivo Histórico La Salle (Canoas), o Museu da UFRGS, Museu Metodista de Educação Bispo Isac Aço, e o Museu Olivio Otto (Carazinho), distribuídos entre nove nichos temáticos que proporcionarão ao visitante, a experiência de projetar sua imaginação acerca da educação, do ensino e do aprendizado.
Mais informações: http://www.museujuliodecastilhos.rs.gov.br/
Para ajudar a pensar na exposição, um pouco de Mafalda:
Como era a educação dos nossos pais e avós? O que mudou, o que permanece?
sábado, 22 de maio de 2010
HORIZONTE EXPANDIDO

já estou ansiosa para ver.....
de 26 de maio a 15 de agosto de 2010 Entrada franca
Um encontro com a geração que ampliou os limites da arte contemporânea e construiu novas possibilidades de contato entre arte e público
MOSTRA CULTURAL videoinstalações vídeos objetos fotos filmes livros ações
Curadoria: André Severo e Maria Helena Bernardes
Horizonte Expandido apresenta um conjunto de trabalhos produzidos no contexto dos anos 60 e 70 por artistas que procuraram refletir, não apenas sobre questões do terreno da arte, mas também sobre a vida. Com a colaboração de oito instituições e emprestadores nacionais e internacionais, a exposição propicia um maior contato do público com obras e registros de experiências artísticas radicais – em sua maioria inéditas no Brasil – que inauguraram novas possibilidades de contato entre arte e público. Horizonte Expandido é norteada pelo princípio do encontro. Não apenas entre público e obras, mas entre o público e os artistas presentes na exposição.
Ao visitar a mostra você entrará em contato com obras e documentos que trazem a presença viva do artista no espaço expositivo: sua voz, seu rosto, seu corpo e seus manuscritos deixam um rastro que expõem seus pensamentos.
Visite a mostra. Participe dos debates, dos lançamentos de livros, filmes e de todas as atividades planejadas simultâneas à mostra.
Terça a sexta, das 10h às 19h
Sábados, domingos e feriados, das 11h às 19h
www.santandercultural.com.br/programacao/artesvisuais.asp
sexta-feira, 21 de maio de 2010
UM TEXTO INTERESSANTE SOBRE O USO DAS CARTILHAS...
IN: http://www.tramaweb.com.br/cliente_ver.aspx?ClienteID=44&NoticiaID=5850
Vovô não viu a uva
(...)
A era das cartilhas
Até meados da década de 80, vigoravam no Brasil as concepções tradicionais de alfabetização, centradas na idéia de que a escrita se limitava a um código de representação da linguagem oral. O grande ícone dessas concepções tradicionais eram as cartilhas, já que a atenção dos educadores voltava-se para a forma, para os signos e sinais.
Não havia, portanto, preocupação com o entendimento do significado e com contextualização da leitura e da escrita. As crianças eram expostas a textos sem sentido. É o caso do clássico vovô viu a uva. "Muitas vezes a criança não tinha um avô, nem sabia o que era uma uva. Ela repetia e escrevia algo que não fazia parte de seu universo e que, por isso, não contribuía para o desenvolvimento de uma função social para a escrita", observa o diretor de conteúdo do Pueri Domus Escolas Associadas e coordenador das publicações do grupo, Lilio Paoliello.
A percepção de que os métodos tradicionais de alfabetização eram falhos levou os educadores a reverem seus conceitos e a pensarem num novo modelo, calcado no letramento. A nova concepção que surge a partir desse momento enfatiza o uso social e a dimensão simbólica dos textos, cujos significados - determinados histórica e culturalmente - são construídos a partir da interação com os membros da comunidade. A noção de letramento significa que o grande problema não é ensinar a criança os códigos, mas as práticas sociais da escrita. É o letramento que dá sentido à alfabetização.
Extremismo conceitual
No Brasil, muitos educadores ansiosos por abandonar o criticado modelo das cartilhas, interpretaram mal a concepção do uso social da escrita e da leitura. Assim, o conceito de letramento foi levado ao extremo e acabou por sobrepor o de alfabetização, como se eles fossem antagônicos. Esse extremismo levou à disseminação da idéia equivocada de que a alfabetização não necessita de um trabalho pedagógico sistemático.
Na contramão dessa idéia, os conceitos de alfabetização e letramento, apesar de independentes, são indissociáveis e complementares. A tendência a focar o ensino infantil só no letramento gera um quadro de deficiência educacional. Exemplo disso é a grande quantidade de crianças do 5ª ano que não sabem fonemas e grafemas, porque estudaram em escolas que deixaram de lado a sistematização do conteúdo.
Uma das opções para melhorar a qualidade da educação brasileira requer a aplicação de métodos múltiplos, que conciliem alfabetização e letramento. É preciso resgatar a sistematização dos conteúdos da linguagem e atentar para sua importância no processo de aquisição do sistema convencional alfabético e ortográfico, necessário para o uso funcional da escrita.
(...)
E MAIS...
Na minha pesquisa de algo relacionado à exposição do Museu Júlio de Castilhos, “Vovô viu a uva” e encontrei esta pérola da Hanna-Barbera. Confiram:
Oficina "Evolução das Tintas"

Nas escolas pode ser desenvolvido um projeto interdisciplinar/transdisciplinar, entre os professores de arte, história, geografia e química, pois a evolução da ciência está intimamente relacionada com o clima, a sociedade e a política de uma região, sendo um assunto rico para ser explorado por essas disciplinas em conjunto.
A imagem acima foi utilizada na apresentação da oficina, é do pintor Jan Van Eyck denominada "O Casal Arnolfini" de 1434. É considerada uma importante obra, pois é umas das primeiras que usa tinta à óleo. O pintor moía os pigmentos e os misturavam com óleo de linhaça, mas não se sabe se na época era usado algum tipo de elemento volátil para facilitar a secagem que era muito lenta. Nessa obra podemos perceber que Jan Van Eyck soube utilizar bem a técnica, dando aspecto tridimensional a pintura.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Projeto Amora
domingo, 9 de maio de 2010
Posto a imagem que usamos na oficina: ADO MALAGOLI, Composição com Figura, 1949. Óleo s/ tela, 58 x 69 cm. Esta reprodução foi tirada do site: www.ufrgs.br/acervoartes (o qual esquecemos de colocar na bibliografia). Esse site apresenta a digitalização das obras do Acervo Artístico da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo – IA/UFRGS, uma pequena biografia de cada artista e o histórico do acervo. É muito interessante tê-lo como referência pois as obras tem uma boa qualidade para impressão e é uma importante referência sobre arte no Rio Grande do Sul, assim como o site do MARGS também merece ser visitado caso esse seja o interesse. (www.margs.rs.gov.br )
Um livro legal (que também esquecemos de citar na bibliografia) é: 300 propostas de artes visuais, de Ana Tatit e Maria Silvia M. Machado. Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 2003. O livro traz propostas a partir de diversas técnicas, linguagens e materiais.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Oficina Impressões de uma "plaoc"

A imagem acima é uma reprodução da obra do artista Rogério Livi, que nos inspirou a realizar a oficina.
Rogério Livi trabalha com desenhos através de bolhas de sabão.
“(...) desenhos que projetam e registram eventos fugazes. Com instrumentos (...) o artista constrói com paciência estruturas delicadas que repentinamente estouram e imprimem no plano o inusitado (...)”1.
Criamos essa oficina que consiste no resgate da memória, da nossa própria realidade, e do que é efêmero. E com o auxilio das bolhas de sabão, assim como Rogério, vamos trabalhar com a eternização do que, antes, era algo passageiro.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Registros e fotos
Aula no Laboratório de Informática - LIES - Faced - UFRGS - março 2010 - Um blog em construção...
Visita ao Museu da UFRGS - Exposição "Em casa, no universo".
quinta-feira, 22 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
A Química na nossa vida

domingo, 18 de abril de 2010
Contribuição
sábado, 17 de abril de 2010
Música & Teatro
Sugerimos que venham com roupa adequada para sentar,
cantar,
brincar,
levantar,
abraçar,
rir!!!
Voltar a ser criança...
Existem muitas formas de aprender: uma delas é se divertindo!
Serão vivências musicais e testrais lúdicas e criativas.
Aguardamos a todos!
Até,
Mára e Luisa
quinta-feira, 15 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
"Sorria, você está sendo disciplinado"
De que forma estamos todos presos, de alguma forma, a um poder disciplinar? Quais os tempos e espaços da disciplinarização e da docilização dos corpos na escola? Qual o nosso papel, como professores e professoras, na microfísica do poder que envolve os tempos e espaços da escola moderna?
Essa e outras questões vamos debater a partir do texto de Alfredo Veiga-Neto, Espaços, tempos e disciplinas: as crianças ainda devem ir à escola?.
Para aquecer e contextualizar a nossa discussão, assistam ao vídeo da série "Ser ou não ser" apresentado e organizado pela filósofa Viviane Mosé e apresentado há alguns anos atrás no programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão. O episódio abaixo trata sobre o poder disciplinar: vivemos em uma sociedade Big Brother?
Ser ou Não Ser: Viviane Mosé from Carlos Batista on Vimeo.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Para onde vamos? Onde queremos chegar?
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Armadilha para professores

Durante a ida ao museu, percebi um ponto , que creio ser um armadilha à que todos estamos sujeitos (em especial nos cursos que se dizem mais cientificos). Falamos e cremos muito no que é “cientificamente comprovado”, mas muitas vezes acabamos nos fechando para tudo que é diferente daquilo em que acreditamos.
No terceiro semestre de formação em biologia ouvi duas perguntas muito bem colocadas feitas para uma turma de 50 alunos, a primeira foi : “Quem de vocês acredita na evolução?” (50 braços se ergueram imediatamente), a segunda foi: “quantos de vocês já leram a Origem das Espécies?” (nenhum braço se ergueu). Me pergunto no que realmente se baseiam as nossas convicções. A bagagem teórica que precisamos ter para ir a favor de algo é (ou ao menos deveria ser) tão grande quando a que deveríamos ter para ir contra esse mesmo algo.
Foi feita uma pergunta durante a exposição que me fez pensar: “Alguém sabe o que é o criacionismo?”. Será que algum de nós está mesmo apto a responder a esta pergunta? Creio que a maioria de nós e da comunidade cientifica cairíamos na mesma armadilha, responderia convictos e tão cheios de si, como portadores de verdade quanto uma criança ao ser perguntada sobre quem são Michelangelo, Donatelo, Leonardo e Rafael.
Enquanto não abrirmos nossas mentes e nos dispormos a aprender uns com os outros ao invés de nos exaltarmos como donos da verdade, continuaremos aprendendo sobre a vida das Tartarugas Ninjas, sem nunca aprender nada com o renascentismo.
Em 1912 Alfred Weneger descobriu que os continentes migram, fantástico não é? Se pararmos para ler mitologia grega ou algum livro religioso (não me detendo a bíblia), ouviremos idéias semelhantes serem propostas a milênios antes (se não me engano a regra é que a publicação mais antiga que conta não é???). Não quero de forma alguma tirar o crédito de Weneger, o que quero é deixar claro que orgulho só atrapalha o aprendizado. O que eu quero expor é que se não pararmos para ouvir e aprender até com um criacionista, nunca conseguiremos aprender com um aluno, nunca reconheceremos que muitas vezes estamos sim errados, e os alunos estão certos sim. Apoiar ou criticar sem conhecer o objeto de estudo é uma grande armadilha.
Precisamos entender que qualquer um que busque conhecimento vai alcança-lo, negar isso é o cumulo da ignorância, e nos condenará inevitavelmente a sermos os primeiros a acender as tochas para queimar o próximo Galileu.
Papel do estudo do universo para a biologia

Qual o papel do universo para a biologia?
Simples, não existiria vida se ele não fosse da maneira que é (não que isso diga alguma coisa).
Enfim, toda a vida conhecida na terra esta sobre a influencia direta de dois astras principais, o sol e a lua. São estes astros que determinam o comportamento circadiano de cara organismos (atividades diferentes no claro ou escuro), é este astro (ao menos sua luz) que determina a produção de diversos hormônios, é ele que possibilita a produção de energia a base de gás carbônico e água e é ele que dá energia térmica para o planeta. Até mesmo nas águas mais profundas, onde nem ao menos a luz solar chega, os corpos celestes tem sua influência, porém representada pela lua que age afetando as marés e a posição dos diferentes organismos nos corpos d'água.
Gabriel Sierra

A obra consistia basicamente em vidros, sujos pela poeira acumulada no Cais do Porto, e parecia um "labirinto" (a maioria das pessoas chamavam assim). Era proibido tocar nos vidros, a poeira fazia parte do processo de criação da obra, que estava em constante mutação. O público, obviamente, queria tocar, passar a mão, escrever o nome, etc. De certa forma, até essa intervenção das pessoas fazia parte da obra.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Étoiles et montagnes
segunda-feira, 5 de abril de 2010
relações tempo-espaço-universo
Diferentes formas de olhar o céu...


O universo, nossa casa
Qual afinal o tamanho do universo? Que parte conhecemos, ou julgamos conhecer?
Cientistas, artistas, poetas, escritores, profissionais de todos os tipos continuam olhando para o céu, tentando descobrir ou inventar alguma coisa para responder essas perguntas... E vocês?
"Celestial Pablum", de Remedios Varos, artista espanhola que viveu entre 1908 e 1963.














