terça-feira, 29 de março de 2011

Tempo e Espaço Escolar nas Artes

O espaço escolar não é, pois, um "contenedor", nem um "cenário", mas sim "uma espécie de discurso que institui em sua materialidade um sistema de valores, (...), uns marcos para o aprendizado sensorial e motor e toda uma semântica que cobre diferentes símbolos estáticos, culturais e, ainda, ideológicos". É , em suma, como a cultura escolar, da qual forma parte, "uma forma silenciosa de ensino". Qualquer mudança em sua disposição, como lugar ou território, modifica sua natureza cultural e educativa (Frago, 1995, p.69).





http://www.fundacaobienal.art.br/7bienalmercosul/pt-br/desenho-das-ideias


O questionamento sobre as grandes categorias do espaço e do tempo contribui para determinar os desenhos tipográficos Estudo para Espaço, Estudo para Espaço/Tempo e Estudo para Tempo (1969), de Cildo Meireles, os quais adotam a forma de uma instrução para um espectador cuja reação ou resposta não poderemos nunca predizer.
(...) a obra como um acontecimento no tempo - enquanto propiciam, simultaneamente, uma suspensão do tempo. Seguindo Dostoiévski, \"A realidade toda não se esgota no essencial, pois, uma grande parte deste, nela se encerra sob a forma de palavra futura ainda latente, não-pronunciada\".

"(...) Quais características poderia ter uma imagem que propõe a escuta como estado principal de contemplação e de percepção? Quais características poderia ter uma imagem que propõe um questionamento radical sobre as categorias do espaço, do tempo e sobre o conhecimento?\" - VN"


  • A transformação como ferramenta capaz de deslocar a percepção da obra e sugerir uma suspensão do tempo;
• A arte como espaço de projeção de ideias, de planificação, de comunicação, da imaginação;




FONTE:http://webcache.googleusercontent.co/search?q=cache:ZPjs1sQ2bG4J:www.scielo.br/scielo.php%3Fpid%3DS0102-25551998000100010%26script%3Dsci_arttext+tempo+e+espa%C3%A7o+escolar&cd=5&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&source=www.google.com.br Revista da Faculdade de Educação
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:fVkRZwESuKkJ:www.fundacaobienal.art.br/7bienalmercosul/pt-br/cildo-meireles+bienal+do+mercosul+tempo&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&source=www.google.com.br
Cildo Meireles

Amanda

O tempo e o espaço escolar na Educação Física

Na disciplina de educação física o espaço, assim como as demais áreas do conhecimento, possui um espaço físico escolar tido como "natural", a quadra, mas ao mesmo tempo às vezes há falta desse espaço e é preciso procurar um novo espaço. O que a disciplina "tempos e espaços escolares - atravessando fronteiras" propõe justamente é desnaturalizar esse espaço físico da Educação Física e das demais disciplinas. Além do espaço físico, não só para a educação física, há outro significado de espaço na escola que é a importância que é dada as diversas áreas.No turno noturno a educação física é tida como facultativa.Isso demostra o descaso com essa área.Constatamos que no que diz respeito à educação física não há se quer esse lugar/espaço tido como "natural" da disciplina.O senso comum idealiza que existe uma quadra demarcada, mas o que vemos (muitas vezes) é uma quadra sem marcações, de terra ou até mesmo a aula é ministrada em um saguão da escola ou em outro local que não é o ideal ou é incomum para se realizar as atividades propostas. Assim cabe ao educador usa da sua criatividade na elaboração das aulas em um espaço no qual não era o idealizado por ele. Outro viés que trago é que as aulas de educação física, e porque não de outras matérias, poderiam/devem invadir outros espaços que não são habituais.Um aula de educação física pode ser ministrada em sala de aula,laboratório de química,laboratório de informática,museu.Os conteúdos da grade escolar se fundem, pois há a história da educação física que pode ser desenvolvida juntamente com o professor de história,artes assim como outras áreas também há uma conectividade/relação.Creio que no momento em que as disciplinas saírem da sua zona de conforto e ousarem se apropriar de outros espaços, além do que lhe é dado como "natural", e elaborarem um tema transdisciplinar isso facilitará com que o aluno visualize que as áreas do conhecimento se fundem, há uma conexão entre elas, e não são estanques e não possuem lugares fixos,imutáveis. Já a questão de tempo não é um problema apenas da educação física, acredito, mas de outras áreas também.Na educação física há perda de tempo de aula no deslocamento dos alunos até o local da aula.Além disso há um período por semana, muitas vezes, de educação física apenas.Percebemos ao olharmos a carga horária que é destinada a educação física e a outras áreas, artes,teatro,música, que algumas áreas possuem uma carga horária, e porque não dizer importância, maior do que outras. O tempo nas aulas de educação física poderia ser melhor aproveitado ao se utilizar uma sala de aula,não em todas as aulas é claro,assim não haveria um grande deslocamento até o espaço destinado a aula ou até mesmo o professor de sala de relacionar o seu conteúdo com algo que será visto na aula de educação física e vice-versa.

Tempo e Espaço na Arte

O Tempo é o que determina os atos como ocorrem. É ele que cria as barreiras entre o passado e o futuro, mostrando com clareza o que deve ser pensado e vivido. Esta palavra, é uma experiência não concreta. O Espaço, sim; é uma experiência concreta, pois é através do Espaço que podemos viver o Tempo. Nas Artes Visuais, o tempo é o seu aliado, pois ela está em constante transformação. Conforme o homem evolui a se modifica, a Arte o faz também. E é através do Espaço que esta se manifesta. O Espaço real, físico, concreto. 

Viver a Arte em seu Tempo e manifestá-la através de seu Espaço.



http://desenharetudo.blogspot.com/2010/08/arte-com-lego.html


Gabriela Malafaia


Meu primeiro curso na UFRGS foi Geologia e nesse curso pude perceber que teoria sem prática fica muito vago, pois nos estudávamos sobre certo assunto e íamos até o local para ver (aula além da sala de aula). Por exemplo, o professor falava sobre como se formavam as dunas e não ficava na teoria, pois viajávamos até uma praia -no caso Torres, RS- para entender a transformação de uma duna na prática. E assim era com os demais assuntos do curso. O segundo curso que entrei na UFRGS foi Letras e infelizmente não havia aulas atrativas -no máximo uma aula no data show e sabemos que para aprender a atenção dos alunos atualmente temos de mostrar-lhes algo diferenciado, visto que estamos na terceira revolução industrial (revolução tecnológica) o que para as crianças e adolescentes é, com certeza, mais atrativo. Já no atual curso que estou na UFRGS, Educação Física o espaço fora da sala de aula sempre foi aproveitado e por isso é uma das aulas que na escola torna-se mais agradável. Faz-se jogos de todos os tipos e instiga o aluno a competir saudavelmente e buscar resultados com prazer. Pode ser utilizado até mesmo a biblioteca afim de conhecer a história de clubes e atletas muitas vezes desconhecidos, porém com importância relevante para o esporte. Qualquer assunto pode ser agradável, isso depende do modo que o docente prepara e apresenta a aula; mesmo dentro da sala de aula pode ser dada uma aula boa. Preender a atenção da gurizada não é tarefa fácil, no entanto não pode ser abandonada essa tentativa de melhorar a imagem denegrida da escola o que aumenta a evasão escolar e resulta em números péssimos para a educação no Brasil, pois o brasileiro fica em média três anos e meio na escola o que nos remete a pensar que há algo de errado na educação brasileira.


A Química em todo lugar

Química é uma ferramenta que ajuda a entender e a melhorar o mundo em que vivemos.

Na química o tempo pode ser entendido como aprimoramento. As primeiras idéias surgem, teorias são criadas e com o passar dos anos, complementadas. Foi o que aconteceu ao longo dos anos com as primeiras propostas de modelos atômicos até chegarmos ao modelo atual, por exemplo.

Espaço na química é todo o lugar. É o nosso cotidiano. A química está de alguma maneira presente em todos os momentos de nossa vida. É só pararmos para observar.

Como disse Einstein:

“A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. É esta a emoção fundamental que está na raiz de toda a ciência e arte.”

Tempo e espaço na escola infantil


Na escola em que realizei meu estágio curricular pude perceber alguns aspectos sobre tempo e espaço escolar. Como se tratava de uma creche, logo percebi que as crianças passavam mais tempo ali dentro da instituição do que com seus pais em casa. Procurei então trata-las com afeto e carinho, proporcionando um ambiente agradável e com atividades lúdicas que contemplassem o espaço disponível naquele local.

O espaço disponível para o berçário era bem amplo, porém não muito aproveitado. Procurei colocar objetos que chamassem a atenção dos pequenos, como fotos da turma, fazendo uma chamadinha. Exploramos também o espaço fazendo cabaninhas, deixando assim o local mais agradável e interessante de modo que as crianças se apropriassem dele e interagissem livremente em um ambiente lúdico.

Espaço e tempo são muito importantes para a educação, tanto básica e no meu caso, principalmente na educação infantil. Além dos espaços internos de sala de aula, exploramos também com as crianças o pátio, espaço de lazer e aprendizagens e o Parque da Redenção, onde fizemos um piquenique. Aproveitando assim o tempo escolar em outros espaços, que não somente a sala de aula. Em todos eles se favorece a aprendizagem.



Tempo e Espaços para Educação em Arte

A reflexão sobre tempo e espaço são algumas das matérias primas das artes visuais. Nesse território, essas grandezas confundem-se, um tempo pode ser um lugar e um lugar, um tempo. Como por exemplo as obras sensoriais do artista brasileiro Helio Oiticica, em que o espectador experimenta, juntamente com o espaço proposto, um tempo diferenciado em relação ao tempo do seu cotidiano.


Éden, Helio Oiticica, 1969

Gaston Bachelard, em sua "Poética do Espaço", explora a relação dos espaços na construção da subjetividade do indivíduo e no desenvolvimento de seu processo criativo. A casa, o ninho, o canto, entre outros, são algumas representações simbólicas do que estes espaços contribuem para a formação do imaginário desse indivíduo. Um espaço construído ou aproveitado, em que se leve em consideração seus atributos simbólicos, cria um tempo para a reflexão, o devaneio a criação artística e/ou a produção de conhecimento.

O espaço educacional ocidental tradicional é pensado da mesma forma há centenas de anos, sendo apenas em alguns momentos questionado (como no caso do projeto Summerhill, por exemplo)
. Nesse sentido constituiu-se um espaço e um tempo para o aprendizado em um formato que privilegia a imobilidade, a austeridade e a hierarquia entre professor e alunos. Está claro que para a reflexão sobre arte este formato é insuficiente, já que não abarca as diversas possibilidades de exploração da subjetividade do aluno que um aprendizado deste tipo requer, sendo necessária uma reflexão sobre esse modelo ultrapassado de produção de conhecimento.

Conceitos de TEMPO e ESPAÇO no campo das Artes Visuais

TEMPO e ESPAÇO, em arte, são conceitos bastante elásticos, com a possibilidade de serem constantemente mudados, ou até mesmo serem diferentes, de acordo com as concepções de cada um a respeito deles. Explico, ou tento: uma das definições físicas que podemos encontrar sobre tempo, por exemplo, é que ele é entendido como um continuumonde um evento sucede outro, do passado ao futuro, e de espaço como o local onde um corpo pode descrever sua trajetória. Já no campo das artes, cada indivíduo, seja ele produtor (artista) ou expectador, definirá esses conceitos de acordo com o obra, ou a situação artística com a qual ele é confrontado.
Assim, uma obra pode discutir o conceito de tempo de maneira linear, como em Erro de continuidade sem fim, de Beth Campbell;de maneira descontínua, como nos trabalhos de Geraldo de Barros e até mesmo de maneira a priori paradoxal, como nas obras de Henri Cartier-Bresson. Bresson denominou instante decisivo o 'instante no qual todos os elementos que se movem ficam em equilíbrio'; neste momento o fotógrafo congela pontualmente o tempo, que após transformar-se em imagem, torna o momento um acontecimento perpétuo.

Beth Campbell
Erro de Continuidade sem fim, 2004






Geraldo de Barros
Sem título, 1949








Henri Cartier-Bresson
Atrás da Gare Saint-Lazare, 1932









Assim como o tempo, o conceito de espaço também pode variar bastante.
Para começar, o espaço não precisa ser um lugar físico, muito menos estar delimitado. O espaço em arte, pode ser o lugar onde a obra está, ou a obra em si, como espaço total dos conceitos que ela contém, mesmo as questões nela presentes, ou até tudo isto ao mesmo tempo.

Toque Mágico




TOQUE MÁGICO


“A salvação e a morte não podem olhar nos olhos uma da outra"

citado em "Berthe Morisot‎" , Anne Higonnet -


A figura da mulher na escola da arte sempre foi um movimento passivo de modelo, amadora e até o reconhecimento profissional em que mudou seu espaço no mundo seu status foi com paciência, persistência e muita tinta , nos impressionistas um novo tempo e ritmo de pinceladas que representa muito bem o toque feminino e libertador que vem de Berthe Morisot, )(1841-1895 ) na época apresentou a pintura O Berço (Museu de Orsay); o crítico Gustave Geffroy naquele tempo, ‘”ainda que as formas que aparecem nas pinturas de Morisot sejam sempre vagas, possuem uma vida estranha. A artista consegue definir o jogo das cores, a palpitação entre as coisas e o ar que as envolve”.

Um toque mágico da mulher e suas criações em tempos de mães /filha é representado em sua infinita ternura e a singeleza de seus amores aos filhotes na emoção que nos identifica e nos tão iguais em Berthe que transcende seu mundo nos tempos e espaços do agora.




Regina H.M. Campos
O tempo e o espaço na física.

Durante a evolução do conhecimento diversos físicos, filósofos e pensadores das mais diversas áreas tentaram definir o que seria o tempo e o espaço. A princípio nos parece fácil definir estes termos pois estamos imersos neles.
Tempo é uma "coisa" que todos sentimos, todos temos noção da passagem do tempo, assim como o espaço. Ocupamos um certo espaço, as coisas que estão ao nosso redor também ocupam espaço, então espaço também nos parece bastante acessível.
Mas quando aprofundamos um pouco mais o nosso pensamento, procuraremos respostas nem tão fáceis de achar, como por exemplo, podemos parar o tempo? Qual a menor unidade de tempo que podemos medir, pequenas frações de segundo? Mas o que é um segundo a não ser uma convenção humana que determina um certo período. Quando analisamos um evento devemos isolá-lo e neste momento podemos parar o tempo, mas podemos refinar a nossa análise escolhendo espaços de tempo cada vez menores, até onde? Não temos esta resposta, o segundo pode ser subdividido infinitamente e cada subdivisão aproxima cada vez mais nosso olhar sobre o que estamos olhando, as vezes aproxima tanto que não conseguimos mais identificar o que antes estávamos analisando.
A mesma coisa acontece com o espaço, não sabemos até onde podemos subdividir o que chamamos de distâncias, cada divisão por menor que seja continua sendo um espaço, por menor que seja.
Tempo-espaço na física não separam-se nunca, um sempre está ligado ao outro, e quanto mais conseguimos definir um, mais o outro se torna indefinido. Observamos o comportamento de uma onda num gráfico que mostra em um dos eixos, o horizontal por sugestão, o tempo e no eixo vertical, o deslocamento da crista da onda.

fonte:http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTUjrW0GbvVY-8_qa09D_eqKFZItZiz4_NkN0f_bVNn4NV8JWKqsA&t=1

Se fizermos uma aproximação, um zoom, em qualquer ponto desta onda, poderemos estudar espaços de tempo cada vez menores, mas já podemos imaginar que quanto mais aproximamos a nossa imagem, chegará um momento em que a linha deixará de ser uma curva e se tornará apenas um ponto. Um ponto é um lugar no espaço e a não ser que conheçamos o comportamento da onda nas suas vizinhanças, ele nada nos dirá.
Ou seja definimos o tempo e perdemos a definição do espaço.


Produz-se no espaço como endereço da memória,

orbita o devir do ato passado

em tempo qualquer suspenso na contramão.


Remonta à antiguidade

feito linha descrita por um ponto

que se projeta num espaço incógnito.


O invólucro [rompido], quase vácuo;

um intervalo entre linhas,

um lapso.


Escrever, reescrever, transcrever

num eterno exercício de vai-e-vem;

que perturba, atrai, instiga,[des]conforta.


Entre paredes já não cabe mais.

Cresceu, cresceu, cresceu...

Sufoca, mata.


Tempo sobre tempo que aqui jaz.




Tunga e Vik Muniz


http://www.inhotim.org.br/index.php/arte/acervo
http://peregrinacultural.wordpress.com/2011/01/27/jacques-louis-david-e-vik-muniz-unidos-pelo-lixo/

segunda-feira, 28 de março de 2011

TEMPO E ESPAÇO NA ARTE

COMO DISSE MERLEAU POUNTY: A ARTE ESTÁ NO OLHAR SENSÍVEL DO ARTISTA. OU SEJA, ELE TREINA ESSE OLHAR VENDO E FAZENDO ARTE, SÓ ASSIM ELE COMEÇA A ENXERGÁ-LA EM TODOS OS LUGARES, NOS PEQUENOS DETALHES E NAS MAIS INUSITADAS SITUAÇÕES.
FOI NO DECORRER DO TEMPO QUE O HOMEN DESENVOLVEU A POSSIBILIDADE DE TE-LA FORA DOS MUSEUS E GALERIAS, NO ENTANTO ESSA MUDANÇA É ,ACIMA DE TUDO, ENDÓGENA. AFINAL TRANSGREDIR LIMITES E GERAR NOVOS CONHECIMENTOs É INERENTE AO HOMEN.
EM SUMA, A ARTE É A MAIOR REFERÊNCIA DE MUDANÇA QUE ENVOLVE O PASSAR DO TEMPO, REFLETINDO COMO ESPELHO O PENSAMENTO E A ALMA HUMANA.

Andar na linha do horizonte

Já pensou se pudéssemos andar sobre a linha do horizonte? A artista Janine Antoni pensou nisso ao realizar a videoinstalação "Touch", que esteve presente na última Bienal do Mercosul em Porto Alegre. (Alguém lembra dessa obra?) O que uma obra dessas faz pensar? Que metáforas podemos associar com nossas buscas humanas ou com nossas buscas em educação? Que equilíbrio buscamos, afinal?

Abaixo um vídeo em que a artista fala (em inglês) do processo de criação do seu trabalho. Apreciem!




Para a arte, e principalmente a arte contemporânea, o tempo e espaço estão sempre em construção. O "impossível" se torna possível, o comum se torna inusitado, o ordinário se torna extraordinário.


O convite aqui é escrever e compartilhar com os colegas e leitores do blog textos e imagens a respeito de tempo e espaço nas diferentes áreas de conhecimento da licenciatura de cada um. Na nossa turma desse semestre temos alunos de Artes Visuais, Teatro, Dança, Educação Física, Letras, Química, Física, Pedagogia (alguém mais?). Escrevam (usando cores, tipos e tamanhos de letras diferentes), anexem imagens, vídeos ou que vocês acharem que pode tornar o post de vocês mais atraente aos leitores. Não esqueçam de acrescentar marcadores (ou palavras-chaves) e também indicar qual a fonte ou referência do texto (site, livro, revista, etc).

Bom trabalho e semestre a todos nós!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Tempo e espaço: muitos nós

Sendo estas as palavras de um ator que também é artista plástico, digo que tempo e espaço estão primeiramente relacionados ao meio onde atuo e interajo, e posteriormente ao quanto percebo e como me percebo.
Quando o ator está no palco, a triangulação no jogo cênico (dois vértices no palco mais o vértice da platéia) é que revelam ao espectador, e por vezes ao próprio ator, as faces do personagem que se apresenta. Como na vida, que é uma grande rede e a vivência é o que amarra os nós do tempo e do espaço. Cada passo, cada acerto, cada erro, cada recomeço, listados nos laços da memória.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Estamos de volta!! Bem-vindos a 2011!!

Depois da pausa de um semestre, estamos de volta a movimentar este blog. A disciplina "Tempos e espaços escolares: atravessando fronteiras" está sendo oferecida neste primeiro semestre de 2011, na Faculdade de Educação da UFRGS. Durante esse semestre, os novos alunos da disciplina ocuparão esse espaço com novas idéias, imagens, debates que nos ajudam a pensar sobre outros tempos e espaços escolares. Desde 2007, este espaço tem sido criado e recriado pelas várias turmas de alunos de licenciaturas que já passaram por aqui, e tem recebido visitas de pessoas de várias partes do mundo. Para quem está chegando agora no blog, sugiro uma visita aos posts mais antigos que são acessados no menu ao lado ou através das palavras-chaves. Explore, descubra, comente, manifeste sua opinião!!

Para começarmos, uma questão para debate: Em tempos de comunicação instantânea, de rapidez do acesso às informações, de ampliação dos locais de compartilhamento de idéias, como podemos pensar na recriação dos tempos e espaços escolares?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mais algumas fotos

O tempo correu depressa (o tempo é o tema preferido deste blog...) e não consegui postar as últimas fotos.

Lá vão elas: registros de nossa visita ao Museu Júlio de Castilhos e a oficina de pinhole - só faltaram as imagens reveladas....



Outros tempos em 2010

A disciplina Tempos e Espaços Escolares: atravessando fronteiras faz uma pausa nesse semestre (2010/2). Voltaremos a oferecer esta disciplina no primeiro semestre de 2011. Por enquanto, mil atividades: "o tempo não para". O blog ficou um pouco esquecido, mas não totalmente.


Alunos e as alunas que passaram por esta disciplina: sintam-se a vontade para contribuir, comentar ou postar. Mantemos o contato por aqui.

Atualizo o blog com as últimas oficinas realizadas na disciplina no final do semestre passado e uma foto bem legal da última turma no centro de Porto Alegre.


terça-feira, 22 de junho de 2010

DENNIS OPPENHEIM

Dennis Oppenheim (EUA, 1938) desenvolveu, durante os anos 70, algumas manifestações próximas da Body Art, nas quais usava o próprio corpo como suporte ou como documento da ação das formas naturais.



No final dessa década produziu alguns objetos que representam máquinas sem função, animadas com luz e som. Quase todas as intervenções e instalações que realizou nestes anos são enquadráveis em princípios conceitualistas que conferem maior importância aos processos mentais do que ao caráter objetual.



A partir de 1986, o seu trabalho adquire um caráter fortemente irônico, denunciando evidentes proximidades com as correntes pós-modernas do Neodadaísmo e da Arte Pop. As suas esculturas deste período, geralmente figurativas, abordam temas como o ready-made, a oposição ou manipulação das escalas dos objetos, as analogias formais e as mudanças de materiais. Emprega frequentemente materiais orgânicos e usa personagens humanas e animais que fazem referência às culturas populares ou literárias (como o Mickey Mouse). Alguns dos seus trabalhos contêm pequenas maquetes de casas ou então objetos de grande escala em fibra de vidro. As peças "Finger Churches", de 1994 e "Device to Root to Evil", de 1996, testemunham esta última fase do artista.



Formação Cultural de Professores

De 21 a 25 de junho, o programa Salto para o Futuro apresenta a série "Formação Cultural de Professores":- de segunda a sexta, às 19 horas, na TV Escola.

A série pretende abordar uma questão que se apresenta quando são discutidos os saberes necessários à docência: além dos conteúdos específicos de sua disciplina, é fundamental que o professor tenha parâmetros estéticos mais amplos e, para isto, é importante que ele tenha uma sólida formação cultural, que lhe dê os subsídios necessários para atender às novas e velhas demandas que são colocadas no seu cotidiano. Esta série tem como objetivos discutir o conceito de indústria cultural, a formação cultural dos professores e, ainda, visa mostrar diferentes iniciativas neste âmbito. PGM 1: Formação cultural: questões teóricas; PGM 2: Cultura e formação de professores; PGM 3: Experiências estéticas e linguagens artísticas; PGM 4: Outros olhares sobre formação cultural de professores; PGM 5: Formação cultural de professores em debate.

Participem do fórum e enquete. Muitas das questões debatidas tem a ver com nossas discussões em aula. Vejam o boletim eletrônico que acompanha o programa. Estarei no programa ao vivo que será transmitido na sexta-feira, dia 25/06, às 19 horas na TV Escola.






Valie Export





segunda-feira, 21 de junho de 2010

BAS JAN ADER


Artista holandês falecido em 1975 ao tentar cruzar o oceano atlântico com um veleiro durante uma de suas performances. Suas obras abrangeram fotografias, filmagens e performances, um dos seus temas mais recorrentes foi sua própria queda, no site www.basjanader.com ele aparece caindo de telhados, arvores, canais. Perdeu o pai aos dois anos, quando este foi fuzilado por nazistas por proteger judeus.



HORIZONTE EXPANDIDO-Ana Mendieta(Cuba,1948-EUA,1985)

Ana Mendieta foi uma artista cubana-americana, obteve fama através de suas performances, esculturas “earth-body” e por seus trabalhos fotográficos e de vídeo.
Mendieta nasceu em Havana, Cuba mas logo mudou-se para os Estados Unidos, quando jovem. Aos treze anos, Ana e sua irmã mais velha foram exiladas de Cuba devido a oposição de sua família ao governo revolucionário cubano. Ambas foram direcionadas ao serviço de adoção em Iowa através da Operação Peter Pan criada pelo governo americano.
Ela graduou-se em Belas Artes pela University of Iowa no ano de 1969 e subsequentemente fez dois mestrados, um em pintura e outro através do programa Intermedia de Hans Breder. Durante o curso de sua carreira, Mendieta criou obras em Cuba, México, Itália e nos Estados Unidos. A maioria dos trabalhos da artista seguem uma linha de mensagem política feminista. Um tema comum em suas performances era a violência contra o corpo feminino. Ana buscava regularmente o choque para representar o abuso sexual. Muitas performances da artistas lidavam com quantidades significantes de sangue animal.
Posteriormente a artista começou a focar em trabalhos nos quais ela deixa sua marca no ambiente, mais especificamente em suas obras com silhuetas. Estas obras envolvem marcar a terra, areia ou lama com a pressão do corpo da artista ou evidenciar a silhueta de Mendieta numa parede.
Ana Mendieta faleceu no dia 8 de Setembro de 1985 em Nova York decorrente de uma queda do 34º andar de seu apartamento na Greenwich Village. Oito meses antes disto, Mendieta se casara com o escultor minimalista Carl Andre. Andre foi julgado e absolvido por sua morte; durante seu julgamento ele descreveu a morte dela como suicídio. As obras de Ana Mendieta estão sob a direção da Galerie Lelong em Nova York.


Victor Grippo

Em seu trabalho tem procurado uma convergência entre a ciência e a arte, logicamente marcada por sua dupla formação em Química e em Belas Artes. Seu trabalho, um de cujos principais motivos é a ideia de transformação, tem girado sempre em relação com a vida quotidiana, o mundo do trabalho, o alimento e a energia. Desde o começo utilizou materiais e meios não convencionais em seus objetos, esculturas e instalações, para reflexionar em torno das condições sociais e espirituais dos trabalhadores, dos artistas.

Uma das matérias primas utilizada em seus trabalhos tem sido a batata, alimento que nasceu na América mas que após a conquista se estendeu por Europa. Grippo, partindo de sua simbologia cultural, utilizou a energia contida nas batatas, formando pilhas elétricas e ligando-as com cabos para fazer funcionar diferentes dispositivos, desde uma rádio até um polímetro que media a energia gerada. Essa classe de obras converteu-se em um clássico do artista que foi desenvolvendo em diferentes instalações por todo mundo.

Uma de suas obras mais conhecidas é ANALOGIA I (1970-1971) que se apresentou posteriormente em diferentes versões em diferentes lugares do mundo.

Víctor Grippo (Argentina, 1936 – 2002)


É um dos nomes mais relevantes da história da arte da segunda metade do século XX. Ocupa uma posição privilegiada na mostra Horizonte Expandido pela influência que seus escritos exerceram na etapa de formação do projeto Areal, em função da clareza com que o artista sistematizou a relação dialética entre “dentro e fora”, muitas vezes tomada de forma dicotômica quando se debate a crise do sistema expositivo e produção extramuros. Uma das preocupações constantes de Smithson era com a conexão entre natureza e ambiente. O conceito físico da entropia, o decair da ordem para o caos são aspectos característicos de suas intervenções paisagísticas. O caminho de Smithson vai da pintura expressionista abstrata para o tema non-site. Em 1970 desenvolveu o seu conceito de escultura de site, que define escultura como parte de um certo espaço, e não como objeto isolado e móvel.

Allan Kaprow


Allan Kaprow (EUA, 1927- 2006)

É o criador do Happening e um dos pioneiros no estabelecimento dos conceitos de performance. Seus Happenings, quase 200, ocorreram durante anos; mas Kaprow alterou gradualmente estas práticas para o que ele denominou de Atividades, trechos de pequena escala para um ou mais performers e objetivando examinar comportamentos e hábitos do dia-a-dia, de uma forma quase indistinta da vida comum. Em Horizonte Expandido Allan Kaprow é lembrado por suas Atividades como uma possibilidade de arejar e recuperar o prazer da investigação lúdica e do empirismo das ações pedagógicas realizadas no campo da arte, convidando-nos a borrar os limites entre o que se pode considerar ação criadora, fruição, crítica e mediação.

Fonte: http://horizontexpandido.blogspot.com/p/artistas.html


Relembrando a oficina da Glenda e da Simone sobre o Pollock, achei interessante postar alguns trechos de um texto escrito por Kaprow:

“A notícia trágica da morte de Pollock, há dois verões, foi profundamente deprimente para muitos de nós. Sentimos não só uma tristeza pela morte de uma grande figura, mas também uma perda mais profunda, como se alguma coisa tivesse morrido junto com ele. Éramos parte dele: ele talvez fosse a encarnação de nossa ambição por uma libertação absoluta e um desejo secretamente compartilhado de virar as velhas mesas cobertas de quinquilharia e champanhe choco. Vimos em seu exemplo a possibilidade de um espantoso frescor, uma espécie de cegueira extática.

(...) Pollock, segundo o vejo, deixa-nos no momento em que temos de passar a nos preocupar com o espaço e os objetos da nossa visa cotidiana, e até mesmo a ficar fascinados por eles, sejam nossos corpos, roupas e quartos, ou se necessário, a vastidão da Rua 42. Não satisfeitos com a sugestão, por meio da pintura, de nossos outros sentidos, devemos utilizar a substância específica da visão, do som, dos movimentos, das pessoas, dos odores, do tato. Objetos de todos os tipos são materiais para a nova arte: tinta, cadeiras, comida, luzes elétricas e neon, fumaça, água, meias velhas, um cachorro, filmes, mil outras coisas que serão descobertas pela geração atual de artistas. Esses corajosos criadores não vão só nos mostrar, como que pela primeira vez, o mundo que sempre tivemos em torno de nós mas ignoramos, como também vão descortinar acontecimentos e eventos inteiramente inauditos, encontrados em latas de lixo, arquivos policiais e saguões de hotel; vistos em vitrines de lojas ou nas ruas; e percebidos em sonhos e acidentes horríveis. (...) – tudo vai se tornar material para essa nova arte concreta.

Jovens artistas de hoje não precisam mais dizer ‘Eu sou um pintor’ ou ‘um poeta’ ou ‘um dançarino’. Eles são simplesmente ‘artistas’. Tudo na vida estará aberto pra eles. Descobrirão a partir das coisas ordinárias, o sentido de ser ordinário. Não tentarão torná-las extraordinárias, mas vão somente exprimir o seu significado real. No entanto, a partir do nada, vão inventar o extraordinário e então talvez também inventem o nada. As pessoas ficarão deliciadas ou horrorizadas, os críticos ficarão confusos ou entretidos, mas esses serão, tenho certeza, os novos alquimistas dos anos 60.”

KAPROW, Allan. O legado de Jackson Pollock. In: FERREIRA, Glória; COTRIM, Cecília. Escritos de artistas: anos 60/70. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.