sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Apresentações da Tribo de atuadores Ói nóis aqui traveiz


Colegas, os horários de apresentações que passei na última aula estavam errados!



Esses são os certos:

19 de setembro – Praça da Alfândega às 12h;
20 de setembro – Usina do Gasômetro às 15h;
21 de setembro – Parque da Redenção às 12h.



Estréia Nacional de"O Amargo Santo da Purificação"no 15° Porto Alegre em Cena ...No ano em que comemora trinta anos de trajetória, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz celebra a estréia do mais novo espetáculo de Teatro de Rua. "O Amargo Santo da Purificação" tem estréia marcada para o dia 19 de setembro dentro da programação do 15° Porto Alegre em Cena, na Praça da Alfândega às 12h.


"O Amargo Santo da Purificação", encenação coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, é uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella....O espetáculo de Teatro de Rua conta a história de um herói popular que os setores dominantes tentaram banir da cena nacional durante décadas. Na seqüência de cenas o público assiste momentos importantes desta trajetória: origens na Bahia, juventude, poesia, ditadura do Estado Novo, resistência, prisão, Democracia, Constituinte, clandestinidade, Ditadura Militar, luta armada, morte em emboscada e o resgate histórico, buscando um retrato humano do que foi o Brasil no século XX. É uma história de coragem e ousadia, perseverança e firmeza em todas as convicções. A coerência dos ideais socialistas atravessando uma vida generosa e combatente, de ponta a ponta. Marighella não abdicou ao direito de sonhar com um mundo livre de todas as opressões. Viveu, lutou e morreu por esse sonho...

Brennand - O mestre dos sonhos








Vamos visitar a exposição "Brennand: uma introdução" no Museu da UFRGS na próxima terça-feira, dia 23. A exposição se encerra no dia 28 de setembro e é uma oportunidade única de vemos de perto um dos maiores artistas brasileiros.




Quem é Brennand?





Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand nasceu a 11 de junho de 1927, na cidade do Recife, capital do Estado de Pernambuco.
Em novembro de 1971, o artista começou a reconstruir a velha Cerâmica São João da Várzea, fundada pelo seu pai em 1917. Esse conjunto, encontrado em ruínas, deu início a um colossal projeto de esculturas cerâmicas que deveriam povoar os espaços internos e externos do ambiente.
Hoje, após mais de 34 anos de trabalho intenso e obsessivo, confrontamo-nos com esse complexo escultórico, cujo significado dá relevo a um sentido cosmogônico e, ao mesmo tempo, visionário de Francisco Brennand.






Mais informações em: http://www.brennand.com.br/






segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Oficina de Química

OFICINA – MEXENDO COM AS VIDRARIAS

O objetivo dessa oficina é proporcionar aos colegas um novo tempo e espaço de química, em nossa sala de aula, através do manuseio das vidrarias mais utilizadas nos processos laboratoriais.


Misturas heterogêneas: é a mistura que não apresenta as mesmas características em toda a sua extensão; apresenta vários aspectos (polifásica), sendo possível distinguir os seus componentes, às vezes, apenas com o uso de microscópio.


Mistura homogênea: é a mistura que apresenta sempre às mesmas características em toda a sua extensão; apresenta um único aspecto (monofásica), não sendo possível distinguir seus componentes nem por meio do mais potente microscópio.


Densidade: A densidade absoluta ou massa específica de uma substância é a massa da unidade de volume dessa substância. Geralmente, medimos essa grandeza em gramas por centímetros cúbicos (g/cm3), e essa medida é obtida dividindo-se a massa (g) de uma amostra da substância pelo volume (cm3) dessa amostra.


Processo de decantação: também conhecido por método do funil de bromo (funil de decantação). Esse processo consiste em submeter a mistura a uma decantação em um funil especial, o funil de bromo. Abrindo-se a torneira do funil, o líquido mais denso, que está embaixo, passa e é recolhido em um vasilhame. O outro líquido fica retido no funil. Dessa forma, os dois líquidos ficam separados, por se tratar de uma mistura heterogênea. É processo muito usado, por exemplo, para separar água e óleo, sendo que ao líquido menos denso fica na parte superior do funil.







1° Prática Experimental: Separar óleo de água (líquido/líquido)

Materiais necessários:
- proveta com capacidade de 20 mL;
- funil de separação;
- haste e argola para fixar o funil de separação;
- copo de béquer.

Medir com uma proveta 20 mL de água e 20 mL de óleo de cozinha, transferindo para um funil de separação. Agitar a mistura e aguardar três minutos até que os líquidos estejam completamente separados em duas fases. Abrir a torneira e deixar escoar em um copo de béquer apenas o líquido de maior densidade, promovendo assim, a separação desejada.

2° Prática Experimental: Preparação de Solução de NaCl (mistura homogênea)

Materiais necessários:
- espátula;
- copo de béquer;
- proveta com capacidade de 20 mL;
- bastão de vidro;
- balão volumétrico de 100 mL de capacidade;
- frasco lavador.

Colocar uma espátula de cloreto de sódio em um copo de béquer e diluir com 20 mL de água, agitando com o auxílio de um bastão de vidro. Transferir a mistura para um balão volumétrico de 100 mL de capacidade, completando o volume com água até a marca do balão, acertando o menisco.

3° Prática Experimental: Filtração de uma mistura heterogênea (líquido/sólido)

Materiais necessários:
- espátula;
- copo de béquer;
- proveta com capacidade de 20 mL;
- bastão de vidro;
- papel filtro;
- funil pequeno;
- erlenmeyer.

Colocar uma espátula de areia em um copo de béquer e acrescentar 20mL de água, agitando com o auxílio de um bastão de vidro para promover a mistura. Preparar um filtro com papel apropriado e montar o funil para realizar a filtração. Despejar o conteúdo do béquer no funil, tomando o cuidado de colocar um erlenmeyer para coletar o filtrado. Princípio: para separar substâncias em função do tamanho de suas partículas, utiliza-se a técnica da filtração. O filtro retém as partículas maiores e deixa passar as menores (filtrado).
Grupo: Denise Schutz,Fabiana Santos Silveira e Leandro dos Santos Dias

Arte urbana




Minha mãe caiu no banheiro e quebrou o ombro. Depois de um dia fora de casa, me deparo com meu vizinho desenhando um lagarto na parede de sua casa. "Esse eu fiz em homenagem à tua mãe... pra ela saber que quando a gente sente que vai cair, tem que grudar as mãos onde der...". Ernani Chaves, meu vizinho, é artista plástico formado pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. É bem provável que você já tenha visto alguém vestindo uma de suas camisetas... Seguem as fotos do início do lagarto. No meu próximo post colocarei ele completo!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Dicas de Videos

Oi turma...
Para aqueles colegas que estiveram lá na Mostra TRANSFER, e que além de terem gostado de tudo que foi visto, acham skate "interessante", estou postando 2 links qua comentei na ocasião da Mostra.
O primeiro é do melhor do mundo na categoria "strett"(de rua ou com obstáculos semelhantes) e "freestyle" (de chão, apenas de manobras, tipo malabarismo), o americano Rodney Mullen.
O segundo é o melhor do mundo na categoria vertical (pistas em forma de "U"), o brasileiro Sandro Dias, o "Mineirinho". Em ambos os casos, a Física não explica o que vemos. Vale a pena conferir...
Abração à todos
Leandro Dias

domingo, 7 de setembro de 2008

A literatura acontece em dentro de um determinado tempo histórico, que pode ser retratado através dela de modo mais realista ou mais ficcional. Podemos citar como exemplo o autor Euclides da Cunha, que retrata em Os Sertões a guerra de Canudos como um exemplo realista. Em nossa literatura. no campo da ficção pode-se citar Érico Veríssimo em seu romance Clarissa. Lembrando ainda que na literatura há o retrato de um tempo, de uma sociedade na qual os escritores se apropriavam, por assim dizer, para criar suas tramas e, assim retratar sua visão de mundo e de realidade. Em língua portuguesa, podemos pensar no tempo como algo do tipo: no tempo onde ensinava-se latim nas escolas, ou francês, coisa rara hoje em dia. Agora, com as mudanças economicas, aprendemos inglês e espanhol, ou os dois, segundo a novidade da legislação.
As modificações ocorridas em nosso idioma através do tempo, vêm sendo alvo de acirradas discussões entre gramáticos e linguistas. Os primeiros, em sua maioria, afirmam que deve-se falar e escrever de acordo com a gramática, pois essas são as regras que regem o "bem falar e escrever", devendo, assim, serem seguidas por todos os falantes do português. Pode-se citar como exemplo de um gramático que sabe o "bom português" citamos Professor Pasquale Do outro lado, temos o linguista, que não separa o "certo" do "errado" nos diversos idiomas, mas analisa as mudanças na fala e seus reflexos na escrita. Protestam contra as regras gramaticais, que, muitas vezes, não correspondem a realidade dos falantes. Podemos citar como exemplo de linguista famoso é o autor Marcos Bagno
Vídeo sobre Érico Veríssimo
http://www.youtube.com/watch?v=qXB3SDvvFbg

sábado, 6 de setembro de 2008


em SETEMBRO
sempre às quartas
sempre às 12h30min e às 19h30min
sempre ENTRADA FRANCA

FICHA TÉCNICA
Texto: Nelson Rodrigues
Elenco:Alexandre Antunes
Danuta Zaghetto
Eduardo Engers
Evelise Mendes
Fabiana Santos
Pablo Damian
Patrick Peres
Rodrigo Fiatt
Sofia Vilasboas
Tefa Polidoro
Ulisses Pimentel

Trabalho originado da disciplina: Atuação II
Orientação Acadêmica:Cristiane WerlangGisela HabeycheXico de Assis
Concepção, criação e direção: o grupo

O Skate e suas origens



O skate chegou ao Brasil por volta de 1965. Os primeiros skates brasileiros eram feitos com rodinhas de patins ou de ferro. Não existiam regras, sendo no início considerado apenas como lazer e não como uma prática esportiva. A maioria dos textos retrata a origem do skate como sendo na Califórnia (USA), devido ao marasmo em que um grupo de surfistas se encontrava (sem ondas para surfar).


Em 1974 foi realizado o primeiro Campeonato Brasileiro de Skate. O evento foi disputado no Clube Federal do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano foi inaugurada a primeira pista no Brasil.
Na década de 90, o skateboard realmente explodiu no Brasil. O número de praticantes cresceu vertiginosamente, bem como os eventos, a organização do esporte e a exposição na mídia. Através de revistas nacionais (Overall, Yeah!) e importadas (Tracker) os apreciadores desse novo esporte/estilo tomaram conhecimento dos grandes nomes que despontavam no cenário mundial, e que mais tarde, dariam seu “ar da graça” nas terras tupiniquins (Christian Hosoi, Steve Caballero, Tony Hawk, Lance Mountain entre outros).
Nesta mesma década, inúmeros campeonatos foram realizados no Brasil, e em se tratando de região sul, as cidades de Novo Hamburgo e São Leopoldo destacaram-se como as cidades expoentes do skate (tendo pistas de nível profissional, construídas e mantidas pela crescente indústria “skate”: assessórios, roupas, tênis, etc.).
Ao longo dos anos, podemos dizer que o skate passou por inúmeras mudanças na sua maneira de ser praticado. O que no passado (não tão distante assim) era tido como “ultrapassado”, toma novas formas e adeptos nos dias atuais, como por exemplo, a preferência por shapes (tábua do skate) maiores, que se assemelham à pranchões de surf.

A Confederação Brasileira de Skate (CBSk) é a entidade nacional que regula o esporte. A CBSk foi fundada em março de 1999 em Curitiba, Paraná, e hoje tem sede na cidade de São Paulo. Atualmente o Brasil é considerado como a segunda maior potência no skate mundial, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.


Brasileiros que se destacam

Sandro “Mineirinho” Dias (foto) é o atual pentacampeão mundial de skate vertical (praticado em pistas geralmente de madeira, em forma de “U”). Começou a andar de skate na garagem do prédio com um amigo. Mineirinho se profissionalizou em 97. Foi o terceiro skatista do mundo a acertar a manobra 900º (manobra em que o skatista dá 2 voltas e meia no ar). Sandro nasceu em Sto.André, tem 33 anos e pratica skate há 22 anos.

texto e adaptação Leandro S. Dias



quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Queridos Colegas:

Os Bandidos- 17,18 e 19 de setembro - Usina do Gasômetro


The Grand Inquisitor, 14,15 e 16 -Teatro do Ciee


Como já disse na terça passada, não estarei com o grupo nos próximos encontros, resolvi alimentar a minha arte nas oficinas do 15º Poa Em cena. Porém não deixarei de comparacer na exposição do Santander, até porque não quero voltar boiando.

Bjs, josi.

Segue a programação dos Seminários do Poa Em Cena, é só chegar e participar!



SEMINÁRIO FUNARTE EM CENA

A palavra em cena. Há palavra em cena? Ah! Palavra em cena!Com curadoria e mediação de Luiz Paulo VasconcellosFoyer do Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro s/n
O titulo diz tudo – a palavra, a cena, a afirmação, a dúvida, a surpresa, a constatação, o alívio. Afinal, gostemos ou não, queiramos ou não, a palavra sempre estará em cena, explícita, articulada, vibrante, sonora, sussurrada, às vezes até escondida no silêncio eloqüente de uma platéia atenta. Estes são os temas, as possibilidades que pretendemos discutir com nossos convidados – o que, quem, onde, quando e como. E a palavra, naturalmente. Bom proveito! Luiz Paulo Vasconcellos

MESAS
O texto dramático em tempos pós-dramáticos - 08 de setembro, às 16h
Adriane Mottola (RS) - Diretora, atriz, Mestranda em Artes Cênicas e fundadora da Cia. Teatro di Stravaganza, com 20 anos de existência.Esther Góes (RJ) - Formada pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo, encenou mais de 25 espetáculos e teve diversas participações na televisão e no cinema.Grace Passô (MG) - Atriz, formada no Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado - Palácio das Artes. É também produtora, dramaturga e diretora. Integra a Cia Clara de Teatro e o Grupo Espanca.Ivo Bender (RS) - Doutor em letras, um dos mais importantes dramaturgos do teatro gaúcho com diversas obras publicadas.

O teatro das adaptações literárias - 09 de setembro, às 16h
Donizeti Mazonas (SP) – Formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Campinas, participou do Centro de Pesquisa Teatral – CPT, principalmente no projeto Prêt-à-Porter, coordenado por Antunes Filho. Moacir Chaves (RJ) - Diretor renomado, Moacir Chaves é formado em artes cênicas pela Uni-Rio e tem mestrado em teatro pela mesma universidade.Newton Moreno (SP) – Dramaturgo com doutorado em artes cênicas pela ECA/USP.Formado pela Unicamp, com residência no The Royal Court Theatre em Londres/Inglaterra. Walter Reyno (UY) - É um dos maiores atores uruguaios de todos os tempos. Esteve à frente do teatro Circular de Montevidéu desde 1967 e é marcado pela grande trajetória no cinema.
Panorama dos festivais de teatro no Brasil - 10 de setembro, às 16h

Celso Frateschi (SP) - Ator, diretor e autor, é um dos fundadores do Teatro Núcleo Independente e o atual presidente da Funarte. Dirigiu e atuou em memoráveis montagens. Kil Abreu (SP) - Jornalista, crítico e pesquisador do teatro, foi diretor do Departamento de Teatro da Prefeitura de São Paulo e hoje é coordenador da Escola Livre de Teatro de Santo André. Luciano Alabarse (RS) – Diretor de teatro e coordenador do Porto Alegre em Cena.Paula de Renor (PE) – Atriz e produtora pernambucana, é responsável pela produção do Festival Internacional Janeiro de Grandes Espetáculos, do Recife . Dirige o Teatro Armaten e integra a Associação de Produtores de Artes cênicas de Pernambuco. Valmir Santos (SP) – Jornalista e escritor.
O texto em outros palcos - 11 de setembro, às 16h

André Garolli (SP) - Ator do grupo Tapa e diretor da Cia. Triptal, estará apresentando dois espetáculos no 15º Porto Alegre em Cena, dentro do projeto Homens ao Mar.. César Vieira (SP) - Dramaturgo e diretor, é um dos fundadores do grupo União do Olho Vivo, pioneiro na utilização dos processos de criação coletiva, dedicando-se a uma dramaturgia popular e comprometida com o teatro de resistência. É formado em direito, jornalismo e cursou a formação em dramaturgia da ECA/USP.Jessé Oliveira (RS) - Formado em artes cênicas pela UFRGS, foi um dos fundadores da Trupe de Experimentos Teatrais Bumba meu Bobo. É pesquisador de teatro popular, das formas circenses, das performances e das atuações em atos políticos.Marcelo Restori (RS) - Diretor, ator, dramaturgo e cineasta, é um dos fundadores do grupo Falos & Stercus. Formado em cinema pela PUCRS.

Caio F. - 60 anos - 12 de setembro, às 15h

Gilberto Gawronski (RJ) – Formou-se como ator na CAU - Casa das Artes de Laranjeiras. È um dos grandes diretores brasileiros, responsável por belíssimas montagens da obra de Caio Fernando Abreu. Jeanne Callegari (SP) - Jornalista e escritora, colaborou em diversos veículos, como Bravo!, Superinteressante, Aventuras na História, Vida Simples, entre outros. Autora do livro Inventário de um escritor irremediável, da editora Soeman.Luiz Arthur Nunes (RJ) - Dramaturgo, diretor e professor, tem mestrado em teatro pela Universidade de Nova York. Dirige o Núcleo Carioca de Teatro.Marcos Breda (RJ) - Formado em Letras pela UFRGS e com mestrado em teatro pela UNI-RIO, é ator de teatro, cinema e televisão. É também locutor, dublador, professor universitário e produtor teatral.Márcia Ivana de Lima e Silva (RS) – Professora de Teoria Literária do Instituto de Letras/UFRGS, Márcia é coordenadora do Arquivo Caio Fernando Abreu.
Outras programações em homenagem a Caio Fernando Abreu:
Após a mesa haverá o lançamento do site sobre Caio Fernando Abreu idealizado e criado por Márcia Ivana de Lima e Silva.
Lançamento e autógrafos do livro Inventário de um escritor irremediável, de Jeanne Callegari.
Mediação – Luis Paulo Vasconcellos Ator, Encenador, Professor e Pesquisador. Poeta e joalheiro nas horas vagas. Autor do Dicionário de Teatro (L&PM, 1987) e do livro de poemas Comendo pelas Beiradas (Tambor, 2007). Leciona História do Teatro no TEPA e Dramaturgia na UNISINOS. Assina coluna de teatro na revista Aplauso.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

TRANSFER. Cultura urbana. Arte contemporânea.



Quais os tempos e espaços das cidades? Como vivemos e interferimos na cidade em que vivemos? Que relações possíveis existem com os espaços da escola?












TRANSFER_cultura urbana. arte contemporânea. transferências. transformações
Local: Santander Cultural, Rua Sete de Setembro, 1028
Data: Até 28 de setembro de 2008
Horário: Segunda à sexta-feira das 10h00 às 19h00
Sábados, domingos e feriados das 11h00 às 19h00
Entrada franca

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Carta direcionada a um colega que está ingressando no curso de Licenciatura em Química


Caro colega!

Ingressei no curso de Química Industrial na UFRGS em 1999, mas pelo fato de trabalhar em uma indústria, acabei atrasando muito a minha formação e tive um grande fator de desperdício. Como as aulas eram diurnas, acabei acreditando que nunca conseguiria me formar. Em 2004, tive a intenção de passar para o curso de Licenciatura em Química, mas não tinha média suficiente para fazer a troca direta de curso. Comecei então a pedir, em curso 2, algumas cadeiras de Licenciatura. Em 2006, fiz o concurso extra-vestibular para entrar definitivamente para o curso de Licenciatura em Química - Noturno, e me formo no fim de 2009. No decorrer das disciplinas da educação, principalmente com relação ao Ensino de Química, fui me sentindo cada vez mais uma educadora, e me apaixonei pela idéia do trabalho docente, que na minha concepção, não se refere apenas ao trabalho de dar aulas e cumprir horário, mas sim, assumir um compromisso perante a sociedade: o da Educação através da Química. Isso, na minha opinião, é muito mais do que passar conteúdo aos alunos, pois envolve a educação como um todo, no sentido de formar pessoas capazes de compreender o mundo a sua volta com uma visão química, estimulando a interdisciplinaridade, a alfabetização e o Letramento em Química, enfim, pessoas conectadas com as coisas que as circundam e capazes de compreender a Química como uma ciência que faz parte do seu dia-a-dia.

O curso de Licenciatura em Química da UFRGS vem melhorando ao longo do tempo. Devo dizer que, ao ingressar na Universidade, o curso não era dos melhores com relação à formação de educadores. O que se tinha era um amontoado de cadeiras de Química e poucas cadeiras de Educação. Com a reforma do currículo, há pouco tempo, se pensou bem mais na questão da formação de professores capazes de ensinar. Ser professor, no meu entendimento, não é passar aos alunos uma relação de conteúdos listados em currículos de escolas, e sim, ter condições de buscar novas formas de integrar o aluno com a Química, usando espaços educativos que vão além da sala de aula, instigando a busca pelo conhecimento e o interesse pela ciência. Durante o estudo de algumas disciplinas, pude entender que um professor não deve usar um livro e repassar o que nele estiver escrito, pois o material didático deve ser construído de uma forma bem mais profunda, fazendo-se uma análise crítica dos livros disponíveis e construindo uma maneira de ensinar própria, com base nos conhecimentos adquiridos durante a sua formação acadêmica.

A metodologia a ser usada depende muito do ambiente em que se está trabalhando, pois em escolas públicas de periferia o trabalho deve ser diferenciado de uma classe situada num bairro de situação econômica privilegiada. Isso de forma alguma é uma espécie de discriminação, mas é fato que alunos de menor poder aquisitivo vivem numa realidade diferente, muitas vezes enfrentando problemas em casa que não são comuns a famílias em melhor situação financeira.

Olhando por esta ótica que descrevi nesta carta, acho que o bom profissional é uma característica própria de cada indivíduo, mas acredito que durante a sua formação, poderá tirar suas conclusões. A minha é de que a profissão docente é uma vocação, e que é preciso gostar muito do que se faz para se tornar um bom profissional, e isso é válido para qualquer área de atuação.

Por fim, colega, quero dizer a você que a profissão de educador é apaixonante e que, apesar dos percalços que com certeza encontrará pelo caminho, não há nada mais gratificante do que saber que se fez a diferença na vida de alguém. Pense bem na forma como fará a avaliação com os seus alunos, pois tenho a convicção de que a Aprendizagem Química vai muito além do que se pode constatar com perguntas e respostas ordenadas numa folha de papel.

De uma colega, quase uma educadora

Fabiana Santos Silveira

O Tempo e o Espaço que não Passam

Sem outras referências reporto-me à minha vivência de aluno para falar um pouco do que penso sobre tempo e espaço na escola. Lembro bem do ambiente escolar, sobretudo dos detalhes do pátio, escadarias, bebedouros, quadra de esportes, etc. Sou capaz de lembrar das árvores, amoreiras que subi, bananeiras que destruí e plátanos onde eram dependurados os balanços. Sei da dimensão da quadra de “areião” e de seus estreitamentos. Lembro também das grades que pulei, da aventura em subir pelo mastro da bandeira, de mergulhar a cabeça na água dos bebedouros de torneiras de metal – para refrescar o calor, e de tantas outras estripulias.
Sobre o local onde acontecia a aula, formal, me falha a memória. Era um lugar que a criança achava enfadonho, sem graça alguma. Realmente não lembro de muitos momentos de dentro da sala de aula. As lições se perdem, os semblantes vão sendo apagados no vazio da memória e as tantas salas de aula com suas carteiras e cadeiras vão se confundindo em um só espaço onde nada mais acontecia.

http://www.youtube.com/watch?v=WC6GdmPybbM

Pensando em Piaget, nas áreas de conhecimento, sobretudo a motora, fica evidente o porquê dessa ausência de lembranças das salas de aula. É preciso observar que sou aluno do curso de teatro, e o que é mais instigante: sou bailarino por profissão. É evidente, então, que a sala de aula com todo o seu comodismo e formalismo não me interessava tanto. A mente fez questão de apagar a lembrança de chateação. Por outro lado, lembro de uma porção de momentos em que o desenvolvimento motor ou corporal ganhava campo. Era no pátio, nas árvores, na quadra de esportes, nas escadarias, enfim, lugares que ficaram marcados na memória pela vivência que proporcionaram.
Ao me perguntar sobre o espaço ideal para meu próprio desenvolvimento na escola não poderei ignorar a tradicional sala de aula, mas, em verdade, tenha a dizer que o espaço externo teve uma relevância maior para o que sou e o que eu faço hoje na idade adulta.

Por experiência própria, posso dizer, então, que o espaço escolar de aprendizado começa logo na entrada da escola e se espalha por toda a sua dimensão territorial.
Isso me faz pensar na necessidade que terão meus futuros alunos. Observando que eles não são iguais e trazem suas próprias especificidades é preciso imaginar um espaço ideal que atenda a demanda. É utopia. Não há condições de contemplar a todos, com uma mega-estrutura inviável economicamente.
Soma-se a essa dificuldade o tempo que é diferente para cada um. Alunos em fases diferentes com idades iguais, portanto com necessidades espaciais diferentes. Outro agravante seria uma estrutura que serviu bem na década passada, mas que no momento já não é mais ideal, porque não conta com instalações que permitam a inclusão de um laboratório de informática, por exemplo.

O tempo e o espaço parecem estar associados nessa mesma problemática de atender às necessidades dos aprendizes, e isso pode ser observado quando eu lembro da criança agitada que fui, e que não precisava tanto dos silêncios das salas de aula, e sim da amplitude de espaço a ser ocupado no recreio, ao passo que o adulto universitário de hoje necessita da sala de aula silenciosa e dispensa o pátio de recreio.

Tempos e espaços teatrais



Podemos definir o teatro como um espaço em que estão juntos os que olham e os que são olhados, e a cena como o espaço dos corpos em movimento. O espaço teatral compreende atores e espectadores, definindo certa relação entre eles. (Anne Ubersfeld in http://www.grupotempo.com.br/tex_ubersfeld.html).

Passando pela história do teatro mundial, podemos dizer que ao longo do tempo em que se buscavam novas formas de representações, acarretava-se na descobertas de novos espaços e tempos para a atuação. O teatro nasceu na Grécia, em anfiteatros às margens do Mar Mediterrâneo, contando, ou mostrando no palco, as histórias e mitos que o povo conhecia. Édipo, Medéia, Antígona, etc. Essas eram as conhecidas Tragédias Gregas e se tornou febre entre os gregos lá por volta de 406 a.C, nos eventos conhecidos como Dionisíacas; festividade em homenagem ao deus Dionísio, deus do Vinho e do Teatro. Os festivais de teatro das Dionisíacas duravam o dia todo. Eram apresentadas as tragédias dos autores e escolhidas a melhor. Entre os autores mais conhecidos, destacam-se os três ícones que nos reataram do teatro antigo; Sófocles, Eurípides e Ésquilo.




Então Roma invadiu a Grécia e o teatro
perdeu o espaço para os grandes duelos e gladiadores e as sangrentas corridas de bigas. O teatro agora deixava os grandes anfiteatros gregos, por tablados em feiras romanas. Ele perdeu o tom clássico, tornando-se uma grande sátira do poder e das classes sociais.

O teatro na idade média, passou por autos sacramentais, encenados nas igrejas, contando histórias da biblía. Também pos vilarejos, através de caravanas co
m a Comedia del Arte, que definiu personagens através do uso de máscaras específicas. Os textos eram improvisados e registrados em documentos chamados caravagios(?). As mulheres, somente agora, ganhavam espaço na cena.
Durante a Idade Moderna, o teatro começa a ganhar um espaço específico; os prédios teatrais, com os palcos conhecidos como italianos. Isso foi possível, por conta do advento da Ópera e do Melodrama, que eram muito populares entre a realeza. O teatro começava a perder o caráter e ser uma arte do povo, e começava a ser status da burguesia. A questão do espaço específico, se deu também, como resultado de um esboço que iniciou durante a era Shakesperiana do teatro. Era o Teatro Elisabetano, que era encenado em teatros que esboçavam a forma do palco italiano.
Era a era de Shakespeare, o maior escritor de todos os tempos, segundo alguns.






O Século XX trouxe uma série de grandes gênios que estudaram e propuseram as mais diferentes formas de teatro. No final do Século IXX surgia na Rússia, o realismo de Stanislavski. Anos depois, Bartold Brecht apresentou as suas idéias de distanciamento, tanto no teatro como na sua literatura. Mas no que se reserva a questão do espaço, Grotowski tem uma importância relativa, quando propõe os mais diferentes locais para encenação. Prova que qualquer espaço é cênico, e qualquer espaço pode ser encenado por que existe.




As grandes teorias de Teatro-educação afirmam que o teatro ocorre todo momento. São os conhecidos jogos lúdicos e dramáticos. O teatro é algo que carregamos desde criança. Todos temos e excercemos em algum momento de nossas vidas a capacidade de dramatizar uma situação. Essa capacidade nos faz também transformar os espaços e os objetos. Já transformamos nosso quintal em selvas perigosas, com animais ferozes e tesouros escondidos. Já transformamos nossa sala de estar em uma cabana.

Enfim, as barreiras do tempo e do espaço são alimentos para o ator e para o espetáculo. No teatro, tudo é possível. Até voar com os pés no chão.

Espaços diferenciados para a abordagem do ensino de Química


O ensino de Química, muitas vezes, é dificultado pela maneira como o docente realiza as abordagens em salas de aula. Na verdade, essa dificuldade é inerente a docentes de todas as áreas do conhecimento, visto que o desenvolvimento de uma proposta pedagógica que rompa com o Ensino tradicional e ofereça bases para o desenvolvimento de temas relacionados a interdisciplinaridade e que relevem as concepções prévias dos estudantes quanto aos temas propostos constitui uma tarefa árdua, na medida em que se desvincula totalmente dos planos pedagógicos até então apregoados pelo sitema governamental para educação de massas. Vale ressaltar, aqui, que a educação de massas, por possuir como eixo principal a transmissão de conhecimentos do professor, detentor do saber absoluto, para seus alunos, acaba por mascarar a construção epistemológica e a formação para a cidadania, visto que quase nada se relaciona aos contextos de vida dos sujeitos. Logo, acaba por despertar uma certa resistência dos estudantes, visto que tendem a considerar desinteressante qualquer atividade que não exija deles ativa participação ou que se resuma puramente na recepção do saber instituído.

Assim, na tentativa de aumentar o atrativo para a área de Química, por exemplo, deve-se usufruir de diferentes espaços educativos que proporcionem uma forma diferenciada de ensino, promovendo a abstração de conhecimento a partir de atividades experimentais, pesquisas de temas de interesse dos alunos, visitas a indústrias nas quais se desenvolvam processos relacionados aos temas, etc. O interessante, já para início de conversa, é desvincular-se do livro didático como única ferramenta para construção curricular e da sala de aula como espaço incontestável para desenvolvimento do conhecimento, que acaba por isolar os sujeitos da malha social inerente a sua formação cidadã.

Quanto aos processos avaliativos, estes também necessitam ser revisados, para que se proponha uma avaliação continuada ante as propostas empregadas, abrangendo a construção epistemológica não apenas pela assimilação do saber passado, mas também pela participação ativa na composição deste saber.

Tempo e espaço no teatro



Tempo e espaço no teatro tem várias faces, pode ser: "ele tem tempo de teatro por isso domina o público tão bem”, “ele não tem tempo de teatro, mas dominou bem a cena”, “ainda faltou sentir o tempo da personagem, ou seja, dar tempo para que aquele momento se torne verossímil”, “demorou demais perdeu o tempo da comédia, chorou por muito tempo e o público achou forçado”. Nós atores somos prisioneiros do tempo, para mais ou para menos, vivemos a procura do tempo certo, caminhar no mesmo tempo, dar ritmo ao espetáculo. Tornar atraente o tempo que se está em cena
E o espaço? Ah esse é generoso! Em qualquer lugar podemos fazer teatro, basta ter vontade disposição e criatividade.


O espaço do teatro é no edifício teatral, é na praça da alfândega, é no salão de festa da igreja,
num galpão, numa fábrica, na sala de aula, na fila do RU, dentro do RU, no ônibus, no trem, na rua...

O espaço em teatro é em todo e qualquer lugar disponível!

A primeira imagem é teatro de rua do Grupo Francês Royal de Luxo (flickr.com/photos/saravilbergs/494588567/).
A segunda é um edifício teatral seguindo um padrão mais clássico(www.ebi-vasco-gama.rcts.pt/teatro-22-3-07/tea...)


Josiane Acosta

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Mudanças?

Meu texto é basicamente uma análise de um artigo que lí (http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-40422000000300018&script=sci_arttext&tlng=pt) que trata de um questionário aplicado para alunos de oitava série e terceiro ano do ensino médio, intitulado Explorando a Motivação para Estudar Química .
A leitura desse artigo comprova o que eu, enquanto acadêmico de Química, já pensara sobre o assunto. Os alunos de 8º série, que tem o seu primeiro contato com a disciplina, pouco sabem a respeito da própria disciplina (o que é lógico) e de como ela pode auxiliá-los na compreensão de outros conteúdos. É grande o número de alunos que acham que o estudo da Química não será útil em suas vidas e em suas profissões (...até mesmo os que optarão por cursos como odontologia, biologia, medicina), o que comprova o quanto desconhecem sobre o assunto e até sobre as suas futuras escolhas.
Mas o que mais me chamou a atenção na leitura do referido artigo, foram as justificativas daqueles que disseram não gostar da disciplina de Química. Das suas respostas, posso tirar duas conclusões: 1º) as aulas e os assuntos abordados são trabalhados de uma maneira superficial e 2º) a falta de aulas práticas em laboratórios é a causa de desinteresse por parte de muitos alunos.
Evidente que a minha idéia não é colocar a disciplina de Química como a melhor e a mais importante (ainda que essa seja a minha opinião...), mas é, enquanto futuro docente, chamar a atenção de como a “nossa” abordagem pode ser melhor e mais interessante.
Não podemos, em parte, resolver os problemas de ESPAÇO, no sentido de espaços físicos e falta de laboratórios. Mas todos nós, enquanto “detentores” de um conhecimento específico e técnico, e acima de tudo, dispostos a compartilhá-lo, podemos propor aulas e abordagens mais interessantes para os nossos alunos.
Lendo o artigo citado anteriormente, poderemos comprovar o absurdo de 24,5% de alunos entrevistados, responderem que seus amigos comentam que as aulas de química são “pouco aplicadas ao dia-a-dia”. Por favor! Nossa disciplina (a exemplo de muitas outras) está em tudo que vemos, comemos e respiramos. Por que deixemos que esses alunos pensem assim? Será que o problema é com eles?
Sinceramente, acho que não....
Façamos um TEMPO diferente, sobretudo no aspecto pedagógico e técnico...
Podemos (e devemos!) abordar nossa disciplina de uma forma diferente. Cabe a nós, professores e futuros professores, provarmos que isso é possível e aplicável em qualquer nível.
É preciso mudar esse quadro....;
Façamos a diferença!....eu quero, e você?

domingo, 24 de agosto de 2008

Tempos e espaços escolares



Os tempos mudaram. O ambiente familiar está mais flexível. Crianças e adolescentes conversam com seus pais sobre diversos assuntos. Mudou também a dinâmica de trabalho nas grandes empresas, que passam a esperar dos trabalhadores muito mais do que a simples repetição mecânica e individualizada de um gestual memorizado. A interatividade, a intercomunicação, o trabalho em equipe, a gestão em rede, a flexibilidade, a inventividade são conceitos incorporados à moderna gestão empresarial.
Claro que tanto alunos, quanto professores, não são mais os mesmos. Os jovens que hoje se dirigem às escolas de Ensino Médio não deixam na porta de casa as novas experiências de vida e os novos padrões de comportamento – ou a ausência de padrões. Muitos professores também não se conformam com um modelo pedagógico que exige passividade aos alunos e a fragmentação do currículo escolar e esforçam-se por romper as amarras às quais estão atados. E no entanto, o padrão de gestão do espaço e do tempo escolares segue sendo o mesmo.
A interdisciplinaridade como princípio pode estar presente mesmo na organização corriqueira de ritmo entrecortado – as incríveis horas de quarenta minutos que desafiam qualquer lógica natural. Para isso, o que importa é que os professores estejam conscientes do que fazem e de que participam de um mesmo projeto pedagógico. Para isso, é claro, é necessário que a escola tenha um projeto pedagógico explícito e consciente e não a mera repetição mecânica de velhas práticas.
Embora se possa fazer muita coisa nova e boa mesmo dentro das velhas estruturas, a adoção do princípio da flexibilidade na organização curricular pede um pouco mais de ambição, criatividade e ousadia no uso do tempo. E isso por diversas razões. Primeiro, porque nada assegura que sejam necessárias unidades de quarenta ou cinqüenta minutos para que a aprendizagem se dê. Ainda esta vez, é preciso superar a repetição. Dependendo do que esteja ocorrendo no processo de aprendizagem, cinquenta minutos podem significar muito, mas também podem significar pouco. Isto porque a concepção de aprendizagem com que estamos lidando não é mais aquela da simples transmissão e reprodução de informações. O que importava era a quantidade de informação, não a qualidade da formação. Se o que queremos é que o educando construa competências e conhecimentos significativos para sua vida social e se reconhecemos que a complexidade da vida social exige, por coerência, uma aprendizagem também complexa, não podemos abandonar a perspectiva de adotar novas práticas pedagógicas, como, por exemplo, o trabalho por projetos, que exige um planejamento flexível e não linear.
Claro que ninguém está pedindo para transformar o cotidiano da escola num verdadeiro caos que não se possa administrar. A mudança requer um planejamento e que este seja flexível para prever a possibilidade de se romper com a prática rotineira quando isto se fizer necessário, para o bem da aprendizagem dos alunos. Mas, para que isto ocorra, será preciso reinventar o ambiente e o trabalho escolar, deixando de lado para sempre a estagnação e o conservadorismo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Os Alquimistas e a Alquimia
No "atraso" representado pelas idéias de Aristóteles inspirou-se a Alquimia. Já que havia uma matéria comum aos quatro elementos e que bastava mudá-la, começaram eles buscar a pedra filosofal, capaz de transformar qualquer metal em ouro, e o elixir da vida, que teria como propriedade a capacidade de tornar-nos imortais.
Os Alquimistas, desde o início da Era Cristã até o século XVII, com sua busca incansável para obter a pedra filosofal e o elixir da vida, um misto de ciência com muito misticismo, foram muito importantes para a química moderna. Foram eles que legaram à ciência moderna a descoberta de muitas substâncias, além de instrumentos de laboratório e algumas técnicas das quais se velaram cientistas do século XVII.
Eles deixaram receitas sobre obtenção de pólvora, de alguns ácidos, bases e sais, do álcool através da destilação do vinho. Supõe-se que os elementos arsênio, antimônio, bismuto, fósforo e zinco também foram obtidos por eles. Talvez os principais legados dos alquimistas sejam a técnica e a aparelhagem utilizadas. Eles desenvolveram destilações, cristalizações, aparelhos para refinar metais e obter ligas (metalurgia), enfim, foram os autores das práticas de laboratório.
A Química Moderna
Robert Boyle é considerado por muitos o iniciador da Química Moderna, em meados do século XVII. No período da química moderna, Boyle conseguiu obter o fósforo branco a partir da urina (o fósforo já tinha sido obtido por um alquimista que descrevera seu brilho e sua capacidade de inflamar). Foi a partir de uma série de experimentos que Boyle conseguiu repetir o feito do alquimista e reconhecer o fósforo como elemento.
Em decorrência da postura e dos procedimentos utilizados nas ciências, busca-se um aperfeiçoamento constante. A química, como qualquer ciência moderna, procura explicações através da construção de modelos para justificar fatos experimentais. Hoje, muitos cientistas consideram Lavoisier, que viveu no século XVIII, o grande iniciador da química experimental.

um pouquinho de química



"Professora, vamos para o laboratório??"

Quando pensamos em outro espaço, além da sala de aula, para as aulas de Ciências e Biologia, logo vem à lembrança um laboratório, cheio de animais em vidros, um esqueleto humano em algum canto e os alunos em bancadas dissecando algum animalzinho. Bem aquela imagem de filme americano. E essa imagem seria muito boa, se fosse a realidade da grande maioria das escolas brasileiras (Não falo aqui das escolas particulares, pois não tenho experiência nesse assunto nem como professora e muito menos como aluna. Não conheço mesmo).

As escolas públicas até têm um laboratório, mas os alunos nem sabem onde fica e, às vezes, nem os professores. Na escola que eu estudei grande parte da minha vida, havia um laboratório, com cobras em vidros e dois ou três
microscópios. Eu entrei lá uma vez. UMA vez. Fui ajudar uma professora de Ciências a buscar material lá, mas eu fiquei tão encantada com tudo aquilo, que nem lembro o que fui buscar.. =] Lembro que eu cheguei na sala de aula contando para os colegas tudo que eu tinha visto lá, como era legal e que eles nem sabiam da existência daquele lugar, para mim, mágico.

Mas eu estou aqui só falando de laboratório, laboratório e mais laboratório. O que eu queria falar (ou escrever), na verdade, é que não é preciso ter uma sala como aquela dos filmes para dar uma boa aula de Ciências ou Biologia. O pátio da escola é uma fonte maravilhosa de informação e conhecimento "científico":
árvores, terra, grama, insetos, pássaros, pessoas; tudo isso, com certeza, se encontra em um pátio de escola. Um parque perto da escola. Um rio (ou "arroio") da cidade. Um zoológico. Um herbário. O Jardim Botânico. As casas dos alunos. A estação de tratamento de água mais próxima. A zona rural da cidade. Enfim, qualquer lugar é lugar para construir conhecimento sobre a vida. Pois a Biologia nada mais é do que isso: entender a vida que vivemos e a vida que nos cerca.

E a minha experiência como aluna comprova: os professores mais legais são aqueles que fazem mais do que passar matéria no quadro. E isso é uma característica que não muda nos alunos, independente da época em que vivemos.


Ps: A foto é do Laboratório da Escola Técnica Libertato Salzano Vieira da Cunha, usado pelos alunos da UERGS, que era o meu caso. As aulas de química no laboratório eram as melhores, como dá para ver pela nossa animação na foto. =]














segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Últimas fotos, novo semestre




Faltaram as últimas fotos da turma do último semestre - 2008 -1.

Agosto 2008 - Nova turma: sejam bem vindos!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Visões Matemáticas da Faced

Visões da Faced by Franciele e Márcio -
como eu é que estou postando as fotos, puxei a brasa pro meu assado =)


Paralelismos x Perpendicularismos

Uma seqüência confinada (limitada inferior e superiormente)

A sombra determina: será um retângulo ou um paralelogramo? (ou então, que horas são?)

Teorema de Tales


Subindo pela Geometria

terça-feira, 1 de julho de 2008

Faced

Olhos de Gicele e Fernanda,
Como somos duas resolvi colocar o equivalente, espero nao estar quebrando nenhuma regra, às vezes, este erro me persegue. Depois postarei no outro ambiente as restantes.
abraços!