sábado, 22 de março de 2008

O Bezerro de Ouro...

Aqui está o texto que eu tinha falado. Acho muito interessante, pois mostra outra forma de arte, envolvendo tecnologia, religião e atividade mental e sensório-motora da pessoa. E até onde a tecnologia vai nos levar? Será que ela vai nos possibilitar um ensino de artes à distância? Mas se isso for possível quais pessoas terão acesso à essa tecnologia? Como disse a colega Vick, devemos tornar a arte mais presente, mas de que forma? Será que novas formas de arte já não estão sendo criadas? Tendo a arte como forma de expressão, eu acredito que novas linhas estão surgindo, mas se pensarmos em arte como algo para mudar o mundo, mudar o ensino... enfim, acho que temos que lutar por mais espaço, mais contatos com as pessoas. O mundo infelizmente está caminhando para o individualismo, cada vez menos as pessoas se encontram para conversar, ir no parque... essas coisas todas se tornam virtuais, de forma a se perder intimidade ou nem tê-la. Acho que a arte deveria sim tomar uma parte do tempo de cada um, seja para produzir ou apreciar. Ela permite novas descobertas, novas sensações, coisas que virtualmente é um pouco difícil de compreender. Mas a partir do texto abaixo, será que é possível se aproveitar das tecnologias para poder criar novas formas de descobertas e sensações?

O Bezerro de Ouro
Não muito longe da basílica onde se encontram os monumentos funerários dos antigos reis da França, em Saint-Denis, ocorre a cada dois anos uma manifestação consagrada às artes digitais: Artífices.
Em novembro de 1996, o principal artista convidado era Jeffrey Shaw, pioneiro das artes do virtual e diretor, na Alemanha, de um importante instituto destinado à criação nas “novas mídias”.
Ao entrar na exposição, a primeira coisa que você veria seria a instalação “Bezerro de Ouro”. No meio da primeira sala, um pedestal claramente feito para receber uma estátua não sustenta nada além do vazio. A estátua está ausente. Um tela plana se encontra sobre uma mesa ao lado do pedestal. Ao pegá-la, você descobre que esta tela de cristal líquido comporta-se como uma “janela” para a sala: ao direcioná-la para as paredes ou teto, você vê uma imagem digital das paredes ou do teto. Ao apontá-la para a porta de entrada, aparece um modelo digital na porta. E quando a tela é virada na direção do pedestal, você é surpreendido por uma maravilhosa estátua, brilhante, magnificamente esculpida, do bezerro de ouro, o qual só “existe” virtualmente. Ao andar em volta do pedestal, mantendo a tela direcionada para o vazio acima dele, é possível admirar todos os ângulos do bezerro de ouro. Aproximando-se, ele aumenta; afastando-se, diminui. Se você levar a tela bem para cima do pedestal, entrará dentro do bezerro de ouro e descobrirá seu segredo: o interior é vazio. Só existe enquanto aparência, sobre a face externa, sem reverso, sem interioridade.
Qual o propósito desta instalação? Em primeiro lugar, é crítica: o virtual é o novo bezerro de ouro, o novo ídolo de nossos tempos. Mas também é clássica, pois a obra nos traz a percepção concreta da natureza de todos os ídolos: uma entidade que não está realmente presente, uma aparência sem consistência, sem interioridade. Aqui, o que se busca não é tanto a ausência de plenitude material, e sim o vazio de presença e de interioridade viva, subjetiva. O ídolo não tem existência por si mesmo, somente a que lhe é atribuída por seus adoradores. A relação, uma vez que o bezerro de ouro só aparece graças à atividade do visitante.
Em um plano no qual os problemas estéticos juntam-se às interrogações espirituais, a instalação de Jeffrey Shaw questiona a noção de representação. Na verdade, o bezerro de ouro obviamente remete ao Segundo Mandamento, que proíbe não só a idolatria, mas também a fabricação de imagens e estátuas “que tenham a forma daquilo que se encontra no céu, na terra ou nas águas”. Podemos dizer que Jeffrey Shaw esculpiu uma imagem? Seu bezerro de ouro é uma representação? Mas não há nada sobre o pedestal! A vida e a interioridade sensível daquilo que voa nos ares ou corre pelo solo não foram captadas por uma forma morta. Não é um bezerro, exaltado por uma matéria tida como preciosa, que a instalação coloca em cena, mas sim o próprio processo da representação. No lugar onde, em sentido estrito, há apenas o nada, a atividade mental e sensório-motora do visitante faz surgir uma imagem que, quando suficientemente explorada, acaba por revelar sua nulidade.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo. Editora 34, 1999

O texto pode ser encontrado na página 45.

Skank - Notícia
http://www.youtube.com/watch?v=jtg2-tUwhJE

O tempo veio hoje me encontrar
Parando na minha janela
O tempo só chegou pra me dizer
Tudo que não pude perceber
Depois de mudar tanto o que toquei
O tempo vem trazendo algumas marcas
Na rua e no meu coração
Parece que alguém perde a razão
O tempo passa e nunca me avisou
E agora começa a acontecer
Aqui tão longe, ali bem mais perto de você
Ferve demais nesse verão
O tempo choveu fora da estação
Por isso me chamou pra uma conversa
Na rua e no meu coração
Parece que alguém perdeu a certeza
O tempo veio hoje me encontrar
Ainda quer me dar uma chance
O tempo só chegou pra me dizer
Tudo que não pude perceber
A onda imensa bate e leva a casa que vivi
O vento é forte e fortes não são as cidades que ergui
Algum mal fiz pra tanta resposta má
Do sol, montanha, vento e mar
Existe um céu de mísseis e de escudos contra mim
Um céu de estrelas de cometas me chama
Eu vou pedir, pedir que eu possa prosseguir
Entre o sol, montanha, vento e mar
A luz batendo no meu rosto é o sol mais quente que senti
Queimando planta, gente e tudo que nasce por aqui
Algum mal fiz pra tanta resposta má
Do sol, montanha, vento e mar
O tempo veio hoje me encontrar
Vem me falar de uma chance

sexta-feira, 21 de março de 2008

Tempos e Espaços Escolares na Química

Eu considero que a química pode ter tempos e espaços escolares variados, já que encontramos química no nosso cotidiano.
A química pode ser ensinada e aprendida em vários espaços. Dentro da escola mesmo, já se pode varir esses espaços. Sala de aula, laboratório, pátio. Os espaços e tempos escolare saõ muito para qualquer área de ensino, basta nós pensarmos e tentar diversificar. Os espaços estão aí. É só procurarmos e sempre pensar em coisas novas.

terça-feira, 18 de março de 2008

Sobre o texto “Linguagens, espaços e tempos no ensinar e aprender”

Diz que não critica a disciplina, mas cria um contexto argumentativo, em que suas características são apresentadas, desfavorável a ela. Perto do final do texto na parte em que a tese do autor é apresentada ele diz que a escola faz uso da disciplina para a manutenção do seu modelo panótipo (forma de vigilância e controle social). Até ai tudo confere ninguém nega a necessidade de uma certa disciplina, o uso que a escola faz dela e a sociedade de cristal (como sugere o autor). Porém, o autor tenta introduzir a seguinte tese: a escola não possui mais como função ser uma máquina panótipa, pois o mundo em geral está se encarregando disso. Contudo não sei até que ponto a tese é bem fundamentada para o objetivo o qual ela pretendia alcançar. Ora, em que a “visibilidade” das pessoas ajuda na formação da disciplina no indivíduo? Em termos da educação disciplinar a visibilidade posterior (a que se refere a máquina panótipa) não contribui em nada devido não interferir diretamente e anteriormente no indivíduo. Seria como se ele, ao realizar algo de errado, fosse repreendido sem nem tomar conhecimento de que não poderia ter feito tal coisa nem por que. Acredito que a formação disciplinar existente na escola ainda não possua uma substituta à sua altura, pois na escola, na relação direta existente nela que se aprende o que é disciplina e a sua aplicabilidade. Se fosse delegada essa função para um mecanismo de vigilância amplo demais, indireto demais, posterior demais creio que as pessoas cresceriam com uma noção distorcida e fraca de disciplina.

OBS: foi “covardia” lançar mão do conceito e da função da disciplina em Kant, concordo que o filósofo é demasiadamente rígido quanto ao assunto para nossa época. Sugiro que ao ler o texto pensem a disciplina como o mínimo necessário para a manutenção de uma mínima ordem necessária no convívio em sociedade.

A visão dos estudantes



Um vídeo bastante interessante. Está em inglês, mas mesmo quem não domina a língua, pode ter uma idéia.


É um pequeno vídeo resumindo algumas das mais importantes características de estudantes hoje - como eles aprendem, o que eles precisam para aprender, seus objetivos, esperanças, sonhos, o que suas vidas serão e que tipos de mudanças eles experimentarão por toda a vida. Criado por Michael Wesch em colaboração com 200 estudantes da Kansas State University.

http://br.youtube.com/watch?v=dGCJ46vyR9o


Sites relacionados

Já que estou sem muito o que fazer, e torna útil para todos, transcrevo os sites dados pelas Luciana para podermos acessar diretamente pelos links no blog:

www.file.org.br
www.portacurtas.com.br
www.overmundo.com.br
www.eb1-ponte-n1.rcts.pt

Escher - TempoxEspaço - Matemática


Houve um homem, chamado Escher, que revolucionou a questão do tempo e do espaço em duas dimensões. Seus desenhos, em 2D, misteriosamente "saem" do papel e se tornam tridimensionais. Por trás da arte de Escher estão envolvidos conhecimentos matemáticos poderosos. Ele os utilizava com magistral habilidade.
Aqui, posto uma imagem de Escher, e deixo a sugestão de que olhem outras imagens geniais produzidas por este homem:
http://www.mcescher.net/

Resposta à Fernanda

Fernanda, na filosofia, quando dizemos que um sujeito é cognoscente queremos dizer simplesmente que ele é um ser capaz de conhecer o mundo a sua volta, de questionar o que percebe e de tentar resolver as suas questões. Um ser humano não-cognoscente seria aquele que está vegetando em uma cama , impossibilitado de interagir com o mundo e de conhecê-lo, por exemplo. Quaisquer outras dúvidas é só perguntar, tentarei respondê-las. Obrigada.

tempos e espaços nas artes visuais

Quando penso em espaço nas artes visuais penso em três sentidos, o espaço que possibilita a arte, o espaço que afirma a arte e o espaço para ensinar arte.
O espaço que afirma a arte são os espaços (re) conhecidos como museus, memoriais, patrimônios históricos, galerias... que de fato afirmam que as obras expostas e/ou à venda nas suas instituições são arte. O tempo nesses espaços influencia muitas vezes no valor da obra. Obras antigas são mais caras que as mais recentes. Claro que outros fatores também influenciam no valor final da obra como assinatura, autor, material... Um quadro assinado tem mais valor; uma gravura com o número e a assinatura também. Um detalhe curioso é que antigamente, o artista só era valorizado uns 100 anos depois de sua morte. Hoje, alguns conseguem se destacar antes da morte, mas às vezes não passam de um simples nome em uma lista de artistas do ano tal no lugar tal. A cena artística em Porto Alegre é extremamente pequena e a procura por ela praticamente não existe. É necessário se destacar bastante para ser reconhecido. Ainda que existam grupos, que apesar de isolados, façam ótimos trabalhos.
O espaço que possibilita a arte são os espaços que cada artista dispõe para trabalhar. Isso inclui um ateliê, uma oficina, uma sala, um espaço que dê suporte onde ele encontre todas as matérias e materiais necessários à realização da sua obra. O espaço que possibilita a arte também pode ser um lugar público, uma praça, um shopping, onde podem ser feitas encenações, performances, etc. Essas performances podem ter um registro fotográfico que, por sua vez, pode ser comercializado depois, o que não substitui o “valor” de assistir a performance ao vivo.
O espaço de ensinar arte, para mim compreende as escolas, os ateliês, as faculdades... Mas eu acredito que ainda temos que lutar muito por um espaço melhor na escola, onde nós, das artes visuais, dividimos espaço e tempo com música, dança e teatro. E ainda está surgindo e se afirmando o EAD (Ensino à Distância), que eu ainda não consegui aceitar ou compreender, porque as artes visuais compreendem uma aprendizagem presencial, onde as pessoas desenham, fazem esculturas, gravuras, etc. E como seria possível ensinar e acompanhar o trabalho de uma pessoa dessa forma? E como seria possível formar um professor dessa forma? Acho que o contato físico é muito importante para quem quer ser professor. Imagina para o pessoal do teatro?
Hoje em dia, com o avanço das tecnologias, as artes podem ser presenciadas em qualquer lugar e de qualquer forma. Em seguida vou postar um texto que vai facilitar essa visão. Mas até onde vai ou pode ir a arte e/ou as tecnologias?
Ás vezes me pergunto por que nós que queremos fazer arte ou filosofia somos obrigados a estudar química ou biologia, por exemplo, enquanto quem quer fazer biologia não é obrigado a estudar história da arte? É uma questão de cultura. Talvez com o ensino de arte, os monumentos e a própria arquitetura da cidade não fique tão depredada como é agora e as pessoas poderão se expressar de uma forma menos perturbadora visualmente para a sociedade.
Acredito que a educação seja a saída, mas não do jeito que ela é hoje. Ela deve ser modificada, adequada à natureza do estudante, sendo um espaço aberto ao real, ao que os alunos vivem. Para os novos professores resta ter criatividade, disponibilidade e vontade de conquistar os seus alunos e fazer de suas aulas algo que eles realmente queiram viver.


Esses dias li a seguinte frase, mas não lembro muito bem quem a disse (acho que foi Marcuse). Quem souber por favor ajuda!

“A arte pode não mudar o mundo, mas pode mudar as pessoas que podem mudar o mundo."

Tempo x Espaço no ponto de vista Matemático

>> Tempo e espaço são grandezas que podem ser medidas matematicamente através de unidades adequadamente escolhidas.

>> O espaço é definido através de três vetores, usualmente chamados de i, j e k (nos estudos de geometria analítica e álgebra linear) ou então por x, y e z (na matemática escolar). Todos os pontos e objetos do nosso mundo podem ser localizados e definidos espacialmente por meio de vetores (ternas ordenadas).

>> O tempo, por sua vez, pode ser entendido como uma contagem. Contamos segundos, que formam minutos e por sua vez horas, dias, meses, anos, décadas, séculos, milênios... Tudo é uma questão de adição, ou então, de uma transformação de unidades. Usamos instrumentos para medir o tempo; estes, por sua vez, têm seu funcionamento explicado pelas Matemáticas.

>> Também podemos definir uma função relacionando as grandezas tempo e espaço. Por exemplo:

f(x) = -x² + 4x + 1

que descreve o movimento de um projétil lançado ao ar, onde x é o tempo dado em segundos e f(x) a distância correspondente dada em metros.

>> Enfim, tempo e espaço têm tudo a ver com as Matemáticas.

Tempos e espaços na Biologia

... em construção...
A mídia todos os dias tras temas relacionados à biologia, como transgênicos, aquecimento global, doenças, preservação ambiental etc.
Todos esses assuntos, sem dúvida, despertam a curiosidade de adultos e crianças e , por isso, é uma ótima oportunidade de educadores relacionar o cotidiano com o ensino da biologia.
A interdisciplinaridade desta disciplina torna as possibilidades de intereção infinitas. É possível ensinar química, física, filosofia e biologia ao mesmo tempo. As barreira de espaço e tempo pode ser rompida facilmente: química e física relaciona-se com praticamente todos os ramos de biologia, como por exemplo, o estudo da biologia molecular; Filosofia relaciona-se com os aspectos éticos, como a utlização de animais em pesquisa, a preservação do meio ambiente em detrimento do conforto do homem etc.
Pensar na educação de artes já foge, na maioria das vezes, dos padrões de ensino regular no país. A educação brasileria não abre muito espaço político para matérias como: música, teatro e artes visuais. Apesar de estar na Lei de Diretrizes e Bases de 96 a obrigatoriedade do ensino de educação artística, este nem sempre é ministrado por professores qualificados e não significa a obrigatoriedade das três áreas artísticas dentro de uma escola, deixando assim, os alunos sem opção entre qual aula de educação artística eles querem ter.
Analizando a nossa constituição, a realidade brasileira e a citação de Nilda Alves¹transponho-a para o ensino de teatro e modifico-a para: O teatro deveria, mas, não tem todos os tempos e espaços. Quando há teatro no currículo de uma escola disponibilizam no máximo dois períodos semanais, podendo estar divididos em dias diferentes. A própria organização do espaço em que será trabalhado requer um certo tempo para organização, por mais que os alunos possam ser (e geralmente são) dispersos pelo espaço, é necessário chama-los para as atividades, explicar claramente o que será feito, faze-lo e ter no mínimo 10 minutos para discutir o que foi feito, visto que o teatro, bem como as outras artes e a filosofia, desempenha um papel fundamental na formação crítica do aluno.
O teatro, como arte tradicional, exige também uma adaptação não só do tempo em seu sentido mais comum, mas, como o tempo em que vivemos, como fazer os alunos interessarem-se por uma arte que não é valorizada? Como faze-la mais interessante que a televisão, a internet, o cinema e todo o glamour que ela parece propor? Tenho amigos, que vão ao cinema uma vez por semana e não chegam a fazer uma visita por ano ao teatro. Não podendo ignorar a existência desses recursos tão mais, rápidos e fáceis devemos nos aliar a eles. Utilizando-os como ferramenta para as aulas, quase que disfarçando a aula de algo que vá atraí-los mais.
E é incrível como podemos tranquilamente utilizar certos exercícios de teatro em outras matérias sendo a parte mais divertida da aula e muitas vezes estes mesmos alunos não gostam da aula de teatro.
Apesar de concordar e pesquisar a utilização do teatro como recurso pedagógico para o ensino de outras matérias, sou absolutamente contra a banalização do teatro, como algo que todos podem lecionar. Todos podem utilizar jogos teatrais como ferramenta, mas, requer o mínimo de estudo e consciência, o teatro é também algo perigoso, ainda mais nos dias de hoje que temos alunos cada vez mais retraídos devido a utilização da Internet como meio de comunicação. O teatro expõe o aluno de uma maneira que nenhuma outra matéria expõe, isto é muito perigoso, podendo gerar traumas.
O teatro não tem realmente todos os espaços e todos os tempos, mas, depende muito mais de nós, professores e estudantes para passar a ter. Realmente todos os lugares podem ser adaptados para uma aula de teatro , mas, será que nós temos no mínimo um lugar? O teatro existe a tanto tempo, que acredito que sempre existirá, mas, será que existe hoje?
Tudo é possível no teatro, e eu sigo a corrente que através do jogo você SEMPRE aprende alguma coisa, mas, precisamos do mínimo para atingir o máximo, e este mínimo nem sempre nos é dado.

¹Quando e onde se ensina e se aprende?...em todos os tempos e espaços. Alves, Nilda. Linguagens, espaços e tempos no ensinar e aprender- Rio de Janeiro: DP&A, 2000

Teatro, tempo e espaço

O que se entende por teatro?

Como ele se configura na escola?

O teatro não precisa de um espaço específico, precisa-se de imaginação...
O teatro não precisa de um tempo específico, precisa-se de imaginação...



Quando nos propomos a participar de uma aula de teatro, devemos esquecer onde estamos, ou melhor, temos que reconhecer o espaço em que estamos e transformá-lo naquilo que se quer.

O ser humano é adaptável, e apesar do teatro caber em qualquer lugar, é fato que necessitamos de condições básicas para estimular a produção criativa dos alunos. Que seriam: um espaço livre, sem classes e cadeiras, onde então colocaremos nossa imaginação e criação em ação.

O teatro acontece em diversos tempos.

Ele lida com o tempo de maneira menos real, digamos assim. O que se leva 1 hora quando realizado na vida fora de cena, pode-se levar 2 minutos levados para o teatro.

Em relação ao currículo escolar ficamos com o menor tempo.
Em relação às datas comemorativas o teatro é visto -equivocadamente- como a ferramenta certa para abordar o assunto. Então os professores de teatro, ou ainda, os que dão teatro (pois talvez eles não tenham formação suficiente, talvez não tenham tido tempo para isso) usam seu pouco tempo de aula para ensaiar coreografias para o dia das mães, páscoa..
No momento e que a escola, mesmo que ingenuamente, aceita e reproduz os mecanismos de incentivo ao consumo introjetados na cultura ela automaticamente bate de frente com os pricípios artísticos (segundo Brecht: martelar e não refletir. Enquanto servirem ao mercado, os interesses da escola não servirão ao teatro.
Ficando 45 minutos apertados numa sala com classes amontoadas num canto, não haverá espaço para quem quer questionar sobre o tempo em que vivemos.
Sendo assim não há espaço nem tempo para o teatro.


Gyan e Luiza.






Cubismo e a Quarta Dimensão

Estou postando aqui alguns textos sobre o Cubismo (características, artistas, obras, fases) e sobre a relação Cubismo e a Quarta Dimensão. Para quem tem dificuldades de entender o que ou como seria a Quarta Dimensão, recomendo a leitura do livro "Planolândia - Um Romance em Muitas Dimensões" de Edwin A. Abbott, onde mostra a dificuldade de um ser de duas dimensões em entender a Terceira Dimensão - a mesma dúvida que nós, seres de três dimensões temos em entender a Quarta Dimensão. É uma leitura fácil e muito interessante: além da questão do espaço, "Planolândia" aborda questões sociais de uma forma pouco vista, mas muito pertinente. Abaixo, os links recomendados:

Cubismo:
http://www.historiadaarte.com.br/cubismo.html

Texto: Espíritos, Arte e a Quarta Dimensão - Bryan Clair
http://www.ceticismoaberto.com/ciencia/tesser.htm

Einstein e Picasso: Ciência e Arte?
http://www.caiozip.com/einsteinpicasso.htm

Resenha "Planolândia"
http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/3366

E aqui deixo os links de alguns vídeos. Um sobre o Cubismo e outro que tenta mostrar visualmente um objeto de quatro dimensões.

Cubismo:


Cubo 4D:

Tempo e espaço em Filosofia

Segundo Aristóteles, existe uma coisa chamada posição. Ele infere isto a partir do fato de que diferentes objetos podem ocupar o mesmo espaço em tempos diferentes.
Deve-se,assim, distinguir espaço daquilo que há nele. Para se determinar a localização de um objeto, começamos a especificar a região em que ele se encontra e ir reduzindo até chegar ao lugar do próprio objeto. Desse modo, Aristóteles define o lugar de um corpo como sendo o limite do mesmo. Podemos dizer, portanto, que o filósofo grego parece fazer mais uma análise linguística do que proporcionar uma teoria do espaço no sentido em que poderiam fazer os físicos, por exemplo.
A discussão que Aristóteles faz do tempo é semelhante à sua análise de lugar. Os acontecimentos estão dentro de uma sequencia de tempos, assim como os objetos estão dentro de uma sequencia de lugares. Assim como um objeto tem um lugar adequado, um evento tem um tempo adequado.
Para Santo Agostinho, o tempo é um presente tríplice. O presente propriamente dito é a única coisa que realmente existe. O passado existe como memória presente, e o futuro como experiência presente. A essência de sua teoria consiste em enfatizar o caráter subjetivo do tempo, como parte integrante da experiência mental do homem, que é um ser criado.A mesma interpretação subjetiva do tempo se encontra em Kant, que o considera uma forma de entendimento.
Segundo Kant, o espaço e o tempo são duas formas da sensibilidade. Ele define a sensibilidade como uma faculdade de intuição, através da qual os objetos são apreendidos pelo sujeito cognoscente.É preciso distinguir na sensibilidade dois elementos constitutivos: um material e receptivo; outro formal e ativo. A matéria do conhecimento são as impressões que o sujeito recebe dos objetos exteriores, enquanto a forma exprime a ordem na qual essas impressões são colocadas.
Kant tenta demonstrar que espaço e tempo são formas a priori, independentes da experiência sensível. Não é porque o sujeito cognoscente percebe as coisas como exteriores a si que ele forma a noção de espaço. É porque o espaço é uma estrutura inerente à sua sensibilidade que o sujeito cognoscente pode perceber os objetos como relacionados espacialmente.
Em relação ao tempo, a simultaneidade das coisas e sua sucessão não poderiam ser percebidas se a representação do tempo não fosse o fundamento dos sujeitos cognoscentes. Espaço e tempo são, portanto, duas condições sem as quais é impossível conhecer; são duas formas do entendimento humano.
Vimos acima três das muitas teorias filosóficas referentes a tempo e espaço.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Oração ao Tempo


A música pode falar do tempo? Que tempo e espaço a música ocupa?

Oração ao Tempo, de Caetano Veloso

Filosoficamente

O espaço é o meio homogêneo e ilimitado, definido pela exterioridade mútua de suas partes (impenetrabilidade), contendo todas as extensões finitas e no qual a percepção externa situa os objetos sensíveis e seus movimentos. Em outras palavras, sistema de referências graças ao qual podemos pensar a coexistência ou a simultaneidade, no tempo, de dois objetos diferentes.

O tempo, uma das categorias mais fundamentais do pensamento filosófico, juntamente com o espaço, é considerado um dos elementos constitutivos do real e de nossa forma de experimentá-lo. Para Kant, o tempo é uma das formas puras da sensibilidade, sendo, portanto dado a priori, e constituindo uma das condições de possibilidade de nossa experiência do real: "o tempo não é outra coisa que a forma do sentido interno, isto é, da intuição de nós mesmos e de nosso estado interior" (Critica da razão pura).

Definições específicas à parte, o tempo e o espaço sempre foram entendidos e “desvendados” na filosofia de formas diferentes e relativas às formas conhecidas por nós atualmente. Dois termos de grande mistério para definições que desafiaram os filósofos desde seus primórdios, pois, notados, sempre sabidos de sua influência na vida do ser racional, mas nunca definidos na certeza de sua resolução. O que nos cabe aqui enquadrar, é o sentido pessoal que tomamos pelos dois termos em relação ao pensamento aplicado no aprendizado, e nos indagarmos realmente: em que “tempo” e “espaço” nosso “ser” realmente existe? E em quais pretendemos nos enquadrar?

domingo, 16 de março de 2008

Tempos e espaços na Artes

Ao observar uma obra de arte, imediatamente a relacionamos no tempo e no espaço. No tempo ao descobrirmos quando essa obra foi realizada, quanto tempo levou para ser concluída,... Algumas destas informações podem ser descobertas pelo estilo da obra, pois a arte é dividida em períodos característicos, onde alguns estilos marcam algumas épocas. O tempo de realização de uma obra é muito importante também para seu resultado final. Hoje em dia ainda temos obras em que é necessário tempo para observá-las por completo, como obras em vídeo ou obras interativas.
A importância do espaço nas Artes é ainda mais evidente, já que a arte necessita primordialmente de algum espaço para ocorrer, seja o espaço de uma tela, seja o espaço de uma sala ou até mesmo o espaço urbano. Muitas vezes o espaço por si só é objeto de arte. Já na construção da obra, podemos dizer que o espaço influência quando observamos de onde esse artista veio, onde ele vive, como é o local (espaço) que está ao redor dele, que situações ocorrem. Arte implica espaço.
Ainda em relação ao espaço, um dado curioso: os cubistas já abordavam em suas obras a questão da quarta dimensão. Esse tema foi discutido muito na área da Física, inclusive por Albert Einstein.
O tempo e o espaço são dois elementos presentes e visíveis nas Artes, tanto na sua construção, na sua observação e até mesmo no seu ensino.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Como a relação tempo/espaço é vista na Química, na minha opinião!

Olá pessoal!
A Química por se tratar de uma ciência exata, basicamente, tem suas relações espaço/tempo muito limitadas.
Quando falamos em tempo na minha área significa que temos de ter o mesmo ritmo de aprendizado, temos de trabalhar todos como se tivessemos as mesmas habilidades e velocidade de aprendizado, isso, ao meu ver, caracteriza a ausência de individualidade de cada aluno.

Já no que tange o espaço, penso haver uma grande deficiência, seja no aspecto concreto da palavra: estamos limitados às salas de aula e aos laboratórios.
Seja no aspecto abstrato da palavra: os professores nos limitam a usar determinado livro ou material de apoio, avisando, muitas vezes, que não percamos tempo buscando outros materiais, haja vista que o seu material é "completo e suficiente".
Bom pessoal, essa é a minha impressão inicial. Caso esteja cometendo alguma heresia, em qualquer nível, fiquem a vontade para replicar.
Saudações a todos.

Olá para todos!!!

Oi, sou Luiz Damiani da Química. Digo que é um prazer participar dessa atividade diferente e nova, pelo menos para mim, e que ao meu ver será muito proveitosa!!!

sexta-feira, 7 de março de 2008

Bem vindos!!

Gostaria de dar as boas vindas aos novos colegas. E também dizer que de vez em quando vou entrar na página para ver como andam as coisas e, talvez palpitar.
Beijos.

terça-feira, 4 de março de 2008

Novos tempos e espaços

2008. Novo ano letivo. Nova turma. Novos tempos e espaços. As perguntas continuam: que outros tempos e espaços podem atravessar as fronteiras da escola? Quais as possibilidades de inventar outros tempos e espaços na escola? O convite a pensar é este.

Alguns fragmentos de texto para pensar:

“Em termos do espaço e do tempo, a escola moderna foi sendo concebida e montada como a grande – e, (mais recentemente) a mais ampla e universal – máquina de fazer, dos corpos, o objeto do poder disciplinar; e, assim, torná-los dóceis. As conseqüencias disso – seja ao nível individual, seja ao nível populacional – foram imensas. Mas e agora? Diante de todas as grandes e rápidas modificações por que está passando o mundo, qual a importância de continuar fabricado corpos dóceis? E mesmo que isso seja necessário, que papel terá a escola nessa fabricação?”

VEIGA-NETO, Alfredo. Espaços, tempos e disciplinas: as crianças ainda devem ir à escola? In: Alves-Mazzotti, Alda Judith et al. Linguagens , espaços e tempos no ensinar e aprender/Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE). Rio de Janeiro: DP&A, 2000. p.9-20.


(...) O jardim dos caminhos que se bifurcam é uma imagem incompleta, mas não falsa, do universo tal como o concebia Ts’ui Pen. Diferentemente de Newton e Schopenhauer, seu antepassado não acreditava num tempo uniforme, absoluto. Acreditava em infinitas séries de tempos, numa rede crescente e vertiginosa de tempos divergentes, convergentes e paralelos. Essa trama de tempos que se aproxima, se bifurcam, se cortam ou que secularmente se ignoram, abrange todas as possibilidades. Não existimos na maioria desses tempos; nalguns existe o senhor e não eu. Noutros, eu, não o senhor; noutros, os dois. Neste, que um acaso favorável me surpreende, o senhor chegou a minha casa; noutro, o senhor, ao atravessar o jardim, encontrou-me morto; noutro, digo essas mesmas palavras, mas sou um erro, um fantasma. (...)

(Fragmento de O jardim dos caminhos que se bifurcam. In: Borges, Jorge Luis. Ficções. Porto Alegre: Globo, 1970.)


És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos

Tempo tempo tempo tempo...

“Oração ao tempo”, Caetano Veloso

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Cenas de um pic-nic





Pic-nic de encerramento da disciplina Tempos e Espaços Escolares: atravessando fronteiras (2007/1 - Faced/UFRGS), no Parque da Redenção, Porto Alegre. 13/12/2007
Estavam presentes: Anelise (Filosofia), Betina (Teatro), Camila (Teatro), Cláudio (Música), Daniel Ribeiro (Química), Daniel Perin (Educação Física), Daniela (Teatro), Jessica (Artes Visuais), Juliana (Química), Marc (Biologia), Mariana (Química), Sílvia (Teatro), Sofia (Teatro).

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Reflexão do semestre

Este texto será como um passeio pelo tempo que passamos em aula, visitando outros espaços e discutindo outros modos de fazer escola e educação.

Nosso semestre inicia vagaroso pois depende da construção coletiva de um cronograma. E a primeira atividade é uma reflexão sobre os diferentes tempos e espaços nas nossas diferentes áreas de conhecimento. Podemos compartilhar e conhecer mais sobre as diversas visões dos colegas e seus conhecimentos. Quando se aprende junto, se aprende muito mais.

O primeiro espaço extra-sala que nos foi apresentado foi o blog. Ele é até hoje nosso meio mais importante de trocas de conhecimentos, dúvidas e experiências. Esse espaço deteve muito do nosso tempo. Um tempo que utilizamos para nos familiarizarmos com a tecnologia que nos era mostrada. Um espaço virtual, tão cheio de idéias e sentimentos... repleto de convites que nos levaram a conhecer os diferentes lugares onde podemos dispor de ensino e aprendizagem.

A próxima atividade nos mostrou um espaço diferente, muitas vezes distante, que pode tornar-se mais próximo: a Bienal. Nessa atividade a importância do preparo prévio a uma visita, seja ela onde for, mostrou novamente o seu valor. Com um “passeio” bem preparado e orientado conseguimos apreciar e compreender melhor o que víamos.

Logo iniciaram as oficinas. A cada uma que acontecia aprendíamos um pouco mais sobre os nossos colegas e também sobre os seus conhecimentos. Química, biologia, filosofia, mídia, teatro, educação física, música. O tempo passa e o espaço só cresce. Tivemos a oportunidade de nos entregarmos aos colegas ficando “cegos”. Conhecemos as diferentes químicas que acontecem quando o trabalho em grupo é necessário. Trocamos de lugar sem cair num mar cheio de tubarões. Aprendemos uns com os outros que mesmo o espaço simples da sala de aula pode se transformar em um lugar lúdico cheio de conteúdos cognitivos importantes para o nosso desenvolvimento. Descobrimos que todos os espaços são passiveis de aprendizado desde que se tenha um pouquinho de tempo para que se dedique a esses espaços um olhar que não seja apenas escolar, mas um olhar que seja de aventura, curiosidade. Somente assim poderemos atrair a atenção dos nossos alunos seja pra uma aula de teatro, de alfabetização, de biologia ou de educação física.

Ainda pensando no tempo passeamos por eras antigas e, do cambriano ao atual, conhecemos dinossauros, fósseis, grandes pensadores, filósofos, cientistas e engenhos. Revisitamos nosso passado comum e relembramos um mundo achatado que hoje demora para deixar de ser quadrado. Quadrado em seus pensamentos egoístas, quadrado na sua miséria e riqueza, quadrado nas suas guerras e devastações. Só nos damos conta de que somos gente que faz parte de um todo chamado Terra quando conseguimos contemplá-la como um todo. Com essa visita, não sei se fui só eu, mas fiquei mais um pouco consciente do nosso pequenino tamanho e da nossa imensa importância em preservar um planeta cuja natureza insiste em sobreviver a tantos maus tratos. Cada imagem me tornava mais consciente do tamanho do meu papel de educadora frente a tantos desafios eminentes na sala de aula. Sou responsável por cada pensamento que ajudo a construir em meus alunos. Somos responsáveis pelo nosso planeta.

Compartilhamos outros tempos e espaços, outros modos de ver e ouvir. Nunca me serviu tão bem o título da pesquisa da professora Clarice, compartilhamos “outros modos de olhar, outras palavras para ver e dizer, diferentes modos de ensinar e aprender: exercitando a docência na contemporaneidade.”. Nossas aulas enriqueceram minhas teorias, fortaleceram as minhas práticas e me ensinaram que diferentes áreas aprendem de maneiras diferentes, mas todas podem aprender juntas.



Mais um semestre chega ao fim e nós sempre paramos para refletir sobre o que ficou de significativo.

E, com certeza, esta disciplina foi para a pasta do memorial. Pois, em todas as aulas foi possível levar algo que refletirá em nosso caminho como professor.

Para terminar, deixo este texto como mensagem de encerramento...

Beijos e até!






O giz e o bisturi
(Celso Antunes)


Giz e bisturi são instrumentos que diferem muito.

Um é metálico, outro não. O giz tem duração limitada, enquanto um bom bisturi pode durar bastante. O giz custa quase nada e por isso quando utilizado, restos não aproveitados são jogados fora ou se transformam em artefatos de guerras na brincadeira entre alunos, o bisturi é caro e seu uso implica em assepsia e cuidado. Não se pode conceber professor sem giz, mesmo em espaços onde se anuncia lousa eletrônica, não se pode pensar cirurgião sem bisturi, apesar de toda tecnologia e avanço que caracteriza um moderno centro cirúrgico.

Mas, giz e bisturi possuem também alguma analogia.

São apenas instrumentos e nada podem sem ação e intenção de quem os usa. Um giz largado e esquecido na margem da lousa não serve para quase nada, não ensina ninguém; um bisturi guardado em seu belo estojo ou esquecido em mesa cirúrgica não salva paciente, não ajuda a preservar vida de quem quer que seja. O giz sem o professor é quase nada, o bisturi distante do cirurgião possui discutível utilidade. O que torna o giz capaz de pensamentos e a ousadia da compreensão e da significação é seu uso pelo professor, o que torna o bisturi recurso essencial de salvação e, muitas vezes, esperança de preservação de vida é o cirurgião.

É por essa razão que o bisturi reúne em sua insensibilidade material o tudo ou o nada, o poder ou a ausência. Por igual motivo, também o giz é recurso mineral que sem o manejo do mestre é peça inútil ou faz milagres ao sensibilizar razões, determinar esperanças. Um bisturi mal usado é um perigo e se transforma em arma, mas não será por acaso uma arma também o giz mal utilizado?

Médicos admiráveis são verdadeiros santos em sala cirúrgica com bisturi na mão; mestres essenciais são mágicos autênticos em sala de aula, segurando o giz. Impossível saber qual recurso é mais importante; mas facilmente comparável sua grandeza quando envolvem intenções sinceras, propósitos essenciais.

Um grande professor em sala de aula e manejando seu giz é como um médico essencial, em centro cirúrgico, com bisturi na mão.



Tempos e espaços escolares: atravessar fronteiras, construir novas narrativas


A cadeira termina e sempre é bom esse gostinho de "quero mais", para continuar pensando, continuar em movimento... Com certeza, aprendemos muito nesse semestre. Aprender com o outro sempre é muito bom. Que cada um, como futuro professor/professora continue a querendo reinventar a escola e a educação.

Deixo aqui um trecho do texto que discutimos em nossas primeras aulas do semestre:

"(...) a educação está em crise. Crise esta que poderia ser resumida pelo fato de que muitos estudantes apresnetam resistência à maneira como recebem o ensino na escola e pelo fato de que muitos professores não querem aprender outro modo de ensinar diferente do que sempre utilizaram. Por isso aumenta a cada dia a distância entre o sentir e o pensar dos professores e dos alunos. Para transformar este círculo vicioso em um círculo virtuoso, penso que hoje, mais do que nunca, o professorado precisa revisar o que constituiu os fundamentos de sua prática e criar novas maneiras de conhecer e de relacionar-se com o conhecimento e com os aprendizes. Isso pressupõe ultrapassar os limites do que parece aceitável, de modo que possamos repensar e transgredir, para criar novas narrativas e experiências de aprendizagem que venham a ter sentido" (Hernández, Fernando. Catadores da cultura visual: proposta para uma nova narrativa educacional. Porto Alegre: mediação, 2007. p. 16).

Imagem: cenas da visita da turma a Bienal do Mercosul, setembro 2007.
Pode ter certeza que esta cadeira foi muito diferente de todas as outras que ja tive na faced.
prof. Lu está de parabéns, olha, 4 anos ali dentro e é a primeira vez que conheço meus colegas de sala, sei de qual enfase cada um é, e vou ficar com saudades!
gostei da idéia de continuar... mas infelizmente ja estou caindo fora da facul.. mas se der, aproveitem!!!!
com certeza me modifiquei, como aluna, como professora, como atriz, como artista, como colega, como ser.
obrigada
beijo

ah! gostaria de agradecer aos colegas que NÃO são do teatro, pois nós que somos do teatro também temos muitooooo pra aprender com vocês. e esta troca que o tempos e espaços escolares permitiu não tem preço. obrigada.
bom gente, era isso.
foi muito divertido mesmooooooooo
Sofia E Daniela agradecem sua participação...

quem quiser sua foto avisa que eu mando
sofiaschul@yahoo.com.br





beijossssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss
so e dani

MAIS PROFES!!!

mais profes...
quem quiser lembrar qual tipo era, depois coloco o nome na foto...

beijossss





Antes tarde do que nunca... QUE TIPO DE PROFESSOR EU SOU???

Pois então?
Que tipo de professor nós somos?
Como nossos alunos nos veem?
Quais informações estão presentes em nosso corpo e na maneira de dar aula que não estamos acostumados a perceber?

Usando nossos sentidos, começamos a ligar as anteninhas para olhar para nós mesmos... e por que não brincar com isso?
Descubra o professor que existe preso dentro de você!
Invente um novo professor!!!

Utilize e brinque em sala de aula com o SER PROFESSOR!!!
E sejam bem-vindos ao mundo licenciado...
Boa diversão.








terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Constantin Stanislavski

Pessoal, eu sou meio lenta nesse negócio aqui, mas aí vai um pouco sobre dois dos teóricos que vocês nunca tinham ouvido falar e que são muito importantes p/ quem faz teatro. Uma coisa que esqueci de falar e só me dei conta no final da aula quando o Mark me comentou que nós tb não conhecemos aqueles negócios de biologia que eles estudam lá no curso deles é o seguinte. Eu posso não saber o conteúdo da faculdade de biologia, ou química ou que for, mas eu tive biologia no colégio e eu conheço o básico sobre ela. Assim como química, física, literatura, etc. E esses teóricos que eu trouxe na aula são o básico do teatro, ou seja, esperava que pelo menos eles fossem ensinados ou introduzidos, que seja, na escola, para que as pessoas que vão cursar engenharia ou outro curso no qual nunca mais verão isto, pelo menos saibam quem foram estes caras e o que eles fizeram. Besos a todos. Betina.

Constantin Stanislavski, em russo Константин Сергеевич Станиславский, (Moscou, 5 de janeiro de 1863Moscou, 7 de agosto de 1938) foi um ator russo.
Ator desde os catorze anos, foi um dos fundadores do Teatro de Arte de Moscou, criador do Sistema Stanislavski de atuação realista, ainda hoje básico na arte da representação.
Nascido numa família rica, sua primeira apresentação ocorreu quando ainda tinha sete anos. Logo no início de sua carreira (provavelmente com o intuito de preservar o nome da família, posto que a atividade do ator não era bem vista), adotou o sobrenome Stanislavski. Em algumas traduções seu nome é escrito ‘Konstantin Stanislavsky”.
Em 1888, Stanislavski fundou a Sociedade Literária e Artística do Teatro de Maly, onde ganhou experiência de palco e atuação. Dez anos depois, foi co-fundador do Teatro de Arte de Moscou (MKhAT), junto a Vladimir Nemirovich-Danchenko. Ali foi diretor de Anton Chekhov, que tornou-se-lhe discípulo. A peça A Gaivota foi das primeiras apresentações de ambos, ali.
Ali, no Teatro de Arte, foi que começou a desenvolver o seu famoso “Sistema Stanislavski”, baseado na tradição realista de Aleksandr Pushkin. (freqüentemente chamado “método”, isto na verdade é uma imprecisão técnica, pois o Método foi desenvolvido a partir daquele).

O sistema Stanislavski

Quando começou a atuar, Stanislavski estava às voltas com duas formas distintas de representação, que marcaram a evolução desta arte no século XIX: o teatro tradicional (bastante estilizado, onde o ator exibia gestos nada realistas) e a técnica recém-surgida de representação realista.
O diretor observou, então, os grandes atores de seu tempo, além de contar com as próprias experiências. Constatou que aqueles intérpretes agiam de forma natural e intuitiva – mas que nada havia capaz de traduzir suas atuações em palavras, que fosse capaz de perpetuar aquele conhecimento. Resolveu, portanto, criar um sistema que, com o seu nome, passou às gerações futuras e ainda hoje serve de base para a formação de todo bom ator.
O núcleo deste sistema está na chamada “atuação verossímil”, uma série de técnicas e princípios que hoje são considerados fundamentais para o desempenho do ator.
Ao contrário da percepção de naturalidade que observara, descobriu que a atuação realista era, em verdade, muito artificial e difícil - e que somente seria adquirido mediante uma série de estudos e práticas, que compilou.
Ele disse:
Todos os nossos atos, mesmo os mais simples, aqueles que estamos acostumados em nosso cotidiano, são desligados quando surgimos na ribalta, diante de uma platéia de mil pessoas. Isso é por que é necessário se corrigir e aprender novamente a andar, sentar, ou deitar. É necessário a auto-reeducação para, no palco, olhar e ver, escutar e ouvir.

Vsevolod Emilievitch Meyerhold

Vsevolod Emilevich Meyerhold, (em russo Всеволод Эмильевич Мейерхольд) Penza Russia 28 janeiro de 1874 - 2 de fevereiro de 1940. Nome artístico de Karl Kazimir Theodor Meyerhold, conhecido apenas por Meyerhold, um grande ator de teatro e um dos mais importantes diretores e teóricos de teatro da primeira metade do século vinte.

Vsevolod Meyerhold
Executado sumariamente pela ditadura stalinista, sob a acusação de trotskismo e formalismo os seus trabalhos artísticos e escritos estiveram banidos até 1955, quando foi reabilitado pela corte suprema da antiga URSS.
Entre 1898 e 1902 participa do Teatro de Arte de Moscou, como um dos principais atores da companhia de Stanislavsky e Vladimir Nemirovich-Danchenko. Em 1905 dirige por um ano o Estudio de Teatro, um anexo do Teatro de Arte de Moscou (TAM), a convite do próprio Stanislavsky. Durante sua vida artística experimenta várias formas de teatro, sendo mais conhecido pelos exercícios de intepretaçao da sua biomecânica e por seu trabalho de experimentaçao teatral, influenciando os principais encenadores do século XX.

Técnica da Biomecânica

O ápice das pesquisas ensejadas por Vsevolod Meyerhold foi a teoria que denominou de biomecânica, recurso que, de maneira genérica, transformava o corpo do ator em uma ferramenta, um títere a serviço da mente. As atuações pelo método da biomecânica possuíam movimentos amplos, exagerados (mas não supérfluos) e tensos, incrivelmente tensos. A capacidade comunicativa dos gestos e expressões, ou seja, a linguagem corporal, dentro da biomecânica, subjugou a linguagem oral a ponto de muitas entonações serem feitas de forma quase que inflexível. Dentro da biomecânica o cinético e o estático têm valores semelhantes, tal qual nos teatros populares nipônicos. E o corpo do ator é entendido como mais um objeto de cena, portanto sua disposição em relação ao cenário tem importante papel como elemento de comunicação visual. Por essas razões, outros elementos típicos do teatro de Meyerhold, como a iluminação, cenário e figurino estilizados e antinaturalistas são essenciais para o perfeito funcionamento da biomecânica. O cineasta, ex-aluno e amigo de Meyerhold, Sergei Eisenstein, utilizou a técnica da biomecânica em seus filmes Ivan, o Terrível Parte I e Ivan, o Terrível Parte II.

FINAL FELIZ!!!

Enfim! Um final feliz na FACED. Cansei de terminar semestres e ouvir apenas lamentações e reclamações sobre as cadeiras da FACED. Mas... Atravessamos a fornteira do tempo e conhecemos novos espaços! Parabéns a todos!!! Essa nossa ligação só é possívle pelo empenho e participação de todos nós. Que permaneçamos unidos assim.

As declarações aqui expostas, são emocionantes e descrevem bem o que vivemos! Vamos pedir junto ao DEC Atravessando fronteiras II??

Nosso primeiro (assim espero) encontro informal de confraternização acontecerá na última aula. Um pic nic especial. Conto com a presença de vocês!

ai pessoal ta acabando...

Bom... estou enviando o endereço do meu seriado quem puder assista!!!
www.nats.com.br
Beijinhus e até o pic-nic...

Obs: Foi um semestre maravilhoso e uma das melhores disciplina que eu já fiz na faced...
Concordo!!!
Acho que esta cadeira deveria ter continuação. Ainda temos muito o q explorar...
Prof. Luciana...fica ai a sugestão!! Quem sabe?!?!?!
beijinhus p todos!!
Todos preparados para o pic nic?

Essa disciplina pra mim tambem...

Achei muito legal tudo o que o colega Claudio falou. Realmente essa disciplina enriqueceu muito as nossas manhas de quinta e as nossas vidas tambem. Concordo com o que o colega disse sobre o pessoal do teatro. Foi muito legal essa convivencia, pois foi quebrado aquele paradgma de "aulas da faced". Conhecer pessoas de outras areas de verdade (sim, pois cada um contava um pouco de sua vida em cada aula), e nao ficarmos só naquela de o professor explicar, o aluno anotar e entregar um trabalho no final do semestre. As saidas que foram feitas tambem foi um grande estimulo a nossa futura carreira docente, pois, pelo menos pra mim, abriu um leque de opçoes para trabalhar com os alunos de maneira que nao a convencional. Gostaria de agradecer a professora por ter proporcionada esse semestre tao proveitoso, que com certeza nos adicionou muito em termos de ensino...

domingo, 9 de dezembro de 2007

Esta disciplina para mim foi...

Esta matéria foi, em especial, muito importante para mim. Apesar de, por enquanto, não trabalhar em uma escola de “ensino convencional”, sempre atuei na área da educação, seja na igreja, seja em palestras, seja com alunos particulares, seja com grupos de jovens, etc. Aprendi bastante sobre métodos e como usar melhor o tempo (in)disponível e os espaços físicos (in)disponíveis. Porém, para mim, mais importante do que isso, foi ter a própria consciência sobre educação reformulada, através de nossos muitos debates e troca de informações e experiências com outros alunos, estes, com mais ou menos vivência, com realidades diferentes, enfim, numa maravilhosa diversidade. Aliás, esta é uma boa palavra para tentar sintetizar o que tivemos neste semestre.

O fato de a professora a lecionar a matéria ser da área de Artes, facilitou, a meu ver, e muito, o ministrar da mesma, ao ponto de eu ainda não conseguir imaginar um professor de outra área o fazendo. Também penso que a elevada quantidade de alunos de Artes deu uma acrescentada positiva na matéria, pois esta, não tem como ser “convencional”, pois ela foi feita para quebrar paradigmas e estereótipos já consagrados na educação, e possivelmente, os futuros artistas tem uma habilidade um tanto quanto “nata” de fazê-lo. Mas de forma nenhuma quero invalidar a participação dos alunos de outras áreas, pois os mesmo contribuiriam e muito no perfeito desencadear da matéria.

Posso destacar ainda, como muito positivo, as visitas que a turma fez. Além da proposta didática em si, tanto referente à matéria, tanto ao exemplo de como fazer com nossos futuros alunos, esses momentos resultaram em cooperar numa maior proximidade da turma, fato este que posso validar com o seguinte exemplo: das 10 matérias que faço apenas esta vai fazer uma despedida formal, com a presença do professor. No meu ponto de vista, isso é totalmente válido, pois uma das propostas de atravessar as fronteiras da educação é fazer a distancia entre intruendo e intrutor e até entre alunos e alunos dimunir, o que realmente aconteceu nesta disciplina.

O blog foi uma idéia genial, pois foi um excelente exemplo prático de que o espaço e o tempo foram atravessados por nós, pois não foi necessário um espaço na escola para se discutir idéias e nem um horário específico, mas o trocar de informações ocorreu, de qualquer lugar em qualquer hora.
Em síntese, esta matéria foi para mim, realmente, a melhor que fiz este semestre. A proposta didática foi excelente e o conteúdo em nenhum momento deixou a desejar. Houve até o anseio por “Atravessando Fronteiras II – O Retorno...”. Talvez esta disciplina ansiada fique no mundo das idéias, mas esta missão de atravessar as fronteiras da educação, na prática diária destes alunos-professores, certamente existirá no mundo real, e a cada ano, dia após dia, faremos com nossos instruendos o “Atravessando Fronteiras II, III, IV, V... a missão, o retorno, a conquista, o “nunca morre...”.

Enfim, o que aprendi certamente será repassado a muitos, e se depender de mim, ou melhor, como depende de mim, as barreiras do tradicionalismo, do “sempre foi feito assim... Por que mudar?” cairão por terra!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Aí vai um vídeo do grupo Seguridad Social, é uma versão em espanhol de "Acuarela".

http://www.youtube.com/watch?v=IsSuaRSs5XM

Abraço.
Final de semestre e chegamos a mais um momento complicado: a avaliação.
Sempre me angustio quando o tema é ver o tempo de trabalho, pensar no processo desenvolvido pelo aluno ao longo do semestre e no meu trajeto como educadora.
Dá angustia, mesmo. Converso com outros colegas e sinto que, para muita gente, essa é uma das tarefas mais complicados.
Sei lá sempre penso mil vezes e bate aquele medo de ser injusta. Os alunos se empenharam no semestre? Eu me empenhei? Planejei e propiciei momentos de reflexão? Fui "catalisadora" no processo de construção de conhecimentos dos educandos.
Ai, são tantas variáveis. Há tanto que aprender!!!!
Li as postagens das meninas falando um pouco sobre suas experiências e sobre si mesmas. Escutei uma vez mais "Aquarela" e me deu vontade de partilhar com vocês um de meus anseios.

Abraço, Anelise.
Em nossa última aula tivemos a presença do Marcelo que conversou com a gente sobre cinema.
O trabalho foi bem interessante, ele abordou vários tópicos sobre o tema em questão, mas o que mais me chamou a atenção foi o curta que assistimos.
Pra mim foi um grande presente e não pude deixar de buscá-lo na internet.
Fiquei encantada com esse exemplo de algo que não precisa passar pelo nosso entendimento cognitivo. Nossa sensibilidade foi tocada e nos permitimos deixar simplesmente sentir.
Quem não viu. Veja!!!!!! E quem já viu pode ver de novo.
Abaixo deixo o endereço do curta no youtube.

http://www.youtube.com/watch?v=P7-XXhQ5n90

Espero que vocês possam olhá-lo sem preocupação, deixem-se tocar.

Abraço,

Anelise

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Outros tempos e espaços


Arte, mulheres - outros modos de ver, outros tempos e espaços.
A experiência deste congresso foi excelente. Um congresso acadêmico, mas extremamente político. Deslocar-se no tempo e espaço, conhecer outras culturas e pessoas, faz com que olhemos para nós mesmos de modo diferente. Aprendemos não só sobre os outros, mas sobre nós mesmos.
Como professores/professoras, independentemente da área na qual atuamos, e independentemente do tempo de formação, não podemos nunca esquecer de que continuamos aprendendo...

Dúvida???

Estou com uma dúvida....
o texto que escrevemos sobre a disciplina é para ser enviado pelo blog ou entregamos por escrito???
me respondam...beijinhus Camila!!

Gostaria de dividir com vocês!!!

Semana passada meu alunos do colégio de Aplicação da UFRGS se apresentaram no Salão de Atos.
*Música e Cidadania no CAp*
Corre, corre...professores nervosos e alunos apavorados!!!!
A hora da grande apresentação estava chegando!!!
Não sei se vcs se lembram mas comentei algumas vezes sobre eles...
Tivemos algumas dificuldades, brigas e graças a Deus muitos momentos maravilhosos!!!!!
Um grande problema que enfrentamos era o de como transpor o nosso espetáculo ensaiado nas salas do colégio para o palco do Salão de Atos.
Muitos nunca tinham entrado no Salão e sequer imaginavam o tamanho do palco.
Conversamos muitas vezes, trabalhamos a questão espacial, mas dito e feito...no ensaio geral todos se apavoraram e não sabiam onde ficar, o que fazer, para onde olhar, onde por as mãos....
Conversamos e experimentamos muitas situações, até encontrarmos uma solução ideal.
Tinhamos superado uma dificuldade. Nos habituar naquele novo espaço e conseguir adaptar o nosso espetáculo ao espaço físico do teatro.
Mas infelizmente descobrimos outro: O espetáculo durava 3 horas. Nenhum pai, mãe, tio...iriam aguentar ficar horas olhando para algo chato...
Foi ai que o pessoal se esforçou mais ainda. Tínhamos que dar mais vida a tudo que estávamos fazendo e tornar agradável para quem estivesse assistindo.
Trabalhamos muuuuuuuito até o grande dia!!! Figurinos e cenários prontos....todos maquiados e aquecidos para entrar em cena!!!
Começa o espetáculo....o corre corre aumenta, mas tudo termina bem!!!!
Todos terminam a noite felizes e emocionados.
Mas ai aconteceu uma coisa que me chamou a atenção. Ouvi um pai dizer que estava esperando mais uma "apresentaçãozinha de escola" e que tinha assistido a um "espetáculo" e que se soubesse que ia ser tão lindo e divertido ele teria convidado mais gente para assistir!!!
Como é bom ouvir que o nosso trabalho é valorizado, ouvir que as pessoas gostaram do que assistiram. Mas me pergunto....O que é para esse pai uma apresentaçãozinha de colégio? E por qnto tempo os professores continuarão expondo seus alunos em apresentações sem sentido ou desinteressantes???



sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Sobre educação

Faz tempo que não postamos nada. Estive no Encontro Internacional de Educação. Tive decepções e felicidades. Decepções pelo descaso de algumas pessoas com respeito à educação. Felicidade em perceber o quanto, ao contrário do exemplo anterior, pessoas esforçadas modificam seus espaços escolares, avançam o tempo da educação e se mobilizam para construir uma sociedade mais justa e consciente de seus papéis.

A música a seguir sempre me ajuda a lembrar e ter coragem para cumprir o meu juramento de professora. Quando não funciona para isto, me ajuda a lembrar das coisas boas de um tempo passado, sem medo, colorido, cheio de sonhos, um tempo chamado infância. Tempo que
eu desejo que todos tenham a oportunidade de viver. Se não foi na idade "correta" que seja na vida adulta, mas que aconteça. A infância é um tempo de vida que deve ser preservado. As crianças precisam de educadores capazes de valorizar esse período e torná-lo cotidiano mesmo depois que a gente cresce. Deixo para vocês, no embalo de aquarela, um convite a sermos e fazermos infância, nos nossos futuros alunos e em nós mesmos.

http://www.laboratoriodedesenhos.com.br/aquarela.htm

domingo, 18 de novembro de 2007

Por falar em Terra ...

http://www.youtube.com/watch?v=c-66lZRtRkQ
http://www.youtube.com/watch?v=Ylgg-WPRHgg

Olá turma !

Para que todos conheçam e comentem qual dos dois vídeos são mais significativos.
Tem um que algumas imagens estereotipadas me encomandam mas os dois valem a pena de serem vistos. A música acho muito bela.
Esta canção foi muito pertinente quando Caetano estava em exílio ( Londres), quem souber de mais informações a esse respeito...por enquanto esta é minha referência poética musical para a nossa visita a Exposição Visões daTerra no Museu da UFRGS.

Abraços

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Entrevista

Alguem chegou a ler esta entrevisat nu site da copesul???

Confiram ai...

Rualdo Menegat
O geólogo Rualdo Menegat , professor do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituto de Geociências da UFRGS, é o curador do projeto Visões da Terra – entre deuses e máquinas, qual o lugar da humanidade no mundo em que vivemos?, que será inaugurado em agosto, no Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Menegat conversou com a equipe do site Copesul Cultural por e-mail e explicou um pouco mais da exposição que tem como objetivo apresentar as diferentes modalidades cognitivas que a humanidade desenvolveu ao longo da história.


1) Qual é o objetivo principal da exposição Visões da Terra – entre deuses e máquinas, qual o lugar da humanidade no mundo em que vivemos?
O objetivo principal é apresentar ao público as diferentes modalidades cognitivas que a humanidade desenvolveu ao longo da história para entender a Terra e o mundo em que vive. Por meio de catorze módulos, serão abordadas visões que vão desde o mito e as primeiras representações racionais elaboradas pelos gregos antigos até os mais modernos modelos científicos do planeta, feitos por supercomputadores e imagens de satélite. A exposição destina-se a efetuar um diálogo entre as visões, de modo que cada visitante possa elaborar a sua e entender o quanto é importante nos dias atuais termos uma visão da Terra para podermos pensar a sustentabilidade humana, já que somos mais de 6,5 bilhões de habitantes.

2) Como retratar, através de uma exposição, o lugar do homem no mundo?
A idéia de que a humanidade ainda vive dentro de uma natureza de forma ingênua não é mais válida. Trazemos em nossa memória cultural as histórias de nossos avós e bisavós, que viveram numa época em que eles adentravam nas matas e podiam ver antas, leões baios, cotias, capivaras e muitos pássaros. Hoje, mais da metade da população mundial vive em cidades, ou seja, somos mais de 3,5 bilhões de seres humanos urbanos. A relação da humanidade com a natureza dá-se hoje em outra escala, que é aquela das gigantescas cidades, como por exemplo, da megacidade que vai desde Berlim-Amsterdã até Paris-Londres. Nesse curto eixo, moram mais de cem milhões de pessoas. Além da impressionante aglomeração humana, as cidades constituem-se em complexos aparatos tecnológicos e industriais que diariamente consomem milhões de toneladas de materiais extraídos da natureza e devolvem milhões de toneladas de resíduos tóxicos e perigosos. Para mostrar essa nova condição humana que já não tem mais nada a ver com a cultura que herdamos de nossos avós, precisamos da ajuda da ciência e da tecnologia. Por meio de uma impressionante museografia científico-cultural, os visitantes terão acesso a visões do planeta que não são cotidianas, mas que importam para que cada um desenvolva noções de escala e, portanto, possa entender de forma mais realista o lugar da humanidade no mundo em que vivemos. Essa visão científica contemporânea será contrastada com outros tipos de visões, como aquelas do renascimento, quando foi pensada a primeira viagem científica ao centro da Terra, ou quando foi descoberto que o planeta era muito mais antigo do que a idade descrita pelos contos bíblicos. Essas abordagens, embora historicamente datadas, também fazem parte do esforço cognitivo humano para entender o mundo e ainda são, portanto, presentes. Isso porque cada um de nós como indivíduo também passa pelas mesmas fases cognitivas que a humanidade desenvolveu. Na tenra infância temos um tipo de cognição que se aproxima do mito, onde não diferenciamos o eu do mundo. Também em algum momento tivemos dificuldade de entender como é possível caminhar numa Terra esférica sem cair dela. Ou de como se formam vulcões e terremotos. Assim, por meio de técnicas museográficas , vamos reviver os grandes momentos cognitivos da história humana e, ao mesmo tempo, dialogar com os visitantes e suas visões de mundo, que dependem do estágio cognitivo em que se encontram.

3) Quais são os eixos que norteiam o projeto?
Ajudar os cidadãos e cidadãs a construírem uma visão de mundo atual, que possa dialogar com os grandes problemas contemporâneos, como o gigantismo da humanidade urbana, a exaustão incessante dos bens naturais e as mudanças climáticas são eixos norteadores do projeto. Como os cidadãos podem acreditar que a humanidade tem capacidade de alterar a atmosfera se a imaginam como um imenso e infinito colchão de ar sobre suas cabeças? Teremos maior efetividade em mostrar como a humanidade se equiparou a uma força natural quando visualizamos uma imagem da Terra obtida no espaço exibindo a atmosfera como uma película delgadíssima. A exposição, portanto, pretende ser um espaço de discussão de idéias sobre a cognição do mundo. Ela não pretende apresentar uma visão pronta, mas dialogar as formas que temos de perceber o planeta. Isso porque sabemos que, quando tratamos de visões de mundo, cada indivíduo, cada cultura, cada religião tem um ponto de partida diferenciado. A questão atual é saber como podemos convergir esses pontos de vista para que possamos construir uma cultura comum de sustentabilidade planetária. A exposição tem essa ambição: criar um espaço de diálogo transdisciplinar e transcultural, do qual a ciência faz parte.

4) Há alguma relação entre este projeto e o Homem-natureza: cultura, biodiversidade e sustentabilidade, realizado no ano passado em mais uma parceria entre a Copesul e a UFRGS?
A relação que existe é a de que ambos discutem a sustentabilidade, ou seja, colocam uma finalidade para o conhecimento científico para além do atavismo tecnológico. Como sabemos, cada área científica, cada cultura tem um ponto de partida para abordar o problema da sustentabilidade. A bela exposição Homem-natureza abordou o tema sob o importante ponto de vista da biosfera e, de modo mais particular, da botânica. A exposição Visões da Terra aborda a sustentabilidade de um ponto de vista do planeta e suas esferas, desde as mais profundas, como o núcleo e o manto, até as mais superficiais, como a hidrosfera e a atmosfera, de sorte a localizar a biosfera e, nela, a poderosa urbe-tecnosfera, constituída pela cidade-múndi. Além disso, essa visão atual da Terra como sistema de esferas que interagem é colocada dentro de uma perspectiva histórica, epistemológica e cognitiva, de sorte a gerar interfaces interdisciplinares e dialogar profundamente com todas as visões. Assim, esperamos que as visões geológicas da Terra possam ajudar na construção de uma cultura da sustentabilidade.

apenas visões da terra...

Apenas para apreciar as diferentes visões da terra...